O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A plataforma é um dos principais “players” do comércio eletrônico do país. Até o final do ano passado, a Americanas detinha mais de 150 mil sellers e fornecedores, que juntos são responsáveis por 60% das vendas digitais da marca
A recuperação judicial da Americanas (AMER3), que já era esperada pelo mercado, impacta não só as ações da empresa, as lojas físicas e os clientes.
O ecossistema da varejista também abrange, em uma das pontas desse novelo, os lojistas fornecedores — lojas, restaurantes e mercados que vendem produtos por meio da plataforma de e-commerce da varejista, o Americanas Marketplace.
A plataforma é um dos principais “players” do comércio eletrônico do país. Até o final do ano passado, a Americanas detinha mais de 150 mil sellers — como são chamados os lojistas — e fornecedores, que juntos são responsáveis por 60% das vendas digitais da marca.
E, agora, com a recuperação judicial e muitas incertezas quanto ao futuro da empresa, como ficam esses lojistas fornecedores?
Na tentativa de conter os prejuízos, os sellers dobraram os valores dos produtos à venda na plataforma para tentar impedir uma venda maior e ficar com recebíveis de cartões de crédito presos na companhia.
Notebooks importados, por exemplo, chegaram a ser negociados por R$ 40 mil — sendo que o preço normal do produto é de R$ 20 mil na quinta-feira (19). Contudo, já foram retirados do ar.
Leia Também
Além disso, alguns itens já aparecem esgotados, sem reposição de estoques com os acontecimentos dos últimos dias.
Isso porque os pagamentos aos parceiros são realizados de forma quinzenal, a depender da confirmação de entrega do produto para o cliente. Em geral, os recebíveis obedecem à seguinte dinâmica:
Os valores de pedidos entregues à transportadora entre os dias 1 e 15 são repassados ao lojista fornecedor no dia 1 do mês seguinte;
Já os valores de pedidos entregues entre os dias 16 e 31 serão repassados no dia 15 do mês seguinte.
Em ambos os casos, caso a entrega não se confirme até um dia antes da data programada, o pagamento acontece na outra quinzena. Vale ressaltar que a plataforma fica com uma comissão de 12% a 19% por venda, de acordo com o departamento — que inclui moda, calçados, eletrônicos e acessórios, por exemplo.
A Americanas assegura que o calote não deve acontecer.
Em comunicado aos lojistas, a empresa afirmou que os vendedores da plataforma “são considerados clientes” e, por isso, "continuam recebendo os repasses dos valores recebidos pela Americanas em nome dos parceiros dentro dos prazos de pagamentos estabelecidos no anexo da remuneração do contrato de termos e condições gerais do marketplace”.
Contudo, ainda é cedo para dizer que não há risco de atraso ou calote em relação aos recebíveis dos lojistas. “O risco sempre existe, se isso [calote] vai acontecer ou não com os ‘sellers’ só a Americanas pode prever neste mesmo”, afirma Marcos Gouvêa, consultor do setor de varejo e sócio diretor do Ecossistema Gouvêa.
Isso porque, embora a varejista considere os vendedores parceiros como “clientes”, eles, em tese, também são credores e, desta forma, podem ser afetados” pela recuperação judicial, diz Gouvêa.
A recuperação judicial da Americanas (AMER3) não impede — e deve até impulsionar — o fortalecimento das companhias concorrentes do setor de varejo, com uma eventual “fuga” dos lojistas para outras plataformas.
Magazine Luiza, Via — dona das Casas Bahia — e Mercado Livre são algumas varejistas que também possuem forte atuação no e-commerce e presença de lojistas fornecedores. Vale lembrar que muitos lojistas já colocam seus produtos disponíveis em vários marketplaces.
O mercado competitivo, por sua vez, deve se reorganizar com uma eventual perda de força — ou até mesmo falência — da Americanas, na visão de Cláudio Felisoni, CEO do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado do Consumo (Ibevar), em entrevista ao Seu Dinheiro.
Para ele, essa dinâmica deve acontecer já na Páscoa, data comemorativa em que a Americanas tem uma participação significativa na venda de produtos como ovos de Páscoa. “Podemos dizer que as indústrias de chocolate, com contratos que eventualmente ainda possam ser firmados, podem recorrer a outras [empresas] varejistas, mesmo que em uma condição inferior”, afirma Felisoni.
Isso porque, segundo ele, os produtos sazonais deverão ser “escoados” para outros concorrentes, “que, agora, terão uma situação mais favorável de negociação na relação com a indústria”.
Banco reforça confiança seletiva em grandes players, mas alerta para riscos regulatórios e competição intensa na saúde neste ano; confira as recomendações do Santander para o setor
Nova área de saúde do ChatGPT promete organizar exames, explicar resultados e ajudar no dia a dia, mas especialistas alertam: IA informa, não diagnostica
Com resultados sólidos no ano passado, a Embraer entra em 2026 com o desafio de sustentar margens, expandir capacidade produtiva e transformar a Eve Air Mobility em nova fronteira de crescimento
Para este ano, a estimativa é que os agricultores plantem menos arroz, o que pode levar à recuperação do valor da commodity, o que pode impulsionar o valor da ação da Camil
As empresas anunciaram um investimento conjunto para desenvolver e operar uma plataforma digital voltada para a gestão e processamento dos pagamentos de pedágios
Paranapanema (PMAM3), em recuperação judicial, foi notificada para sair da condição de penny stock; entenda
Além das datas tradicionais para o varejo, como o Dia das Mães e o Natal, o ano será marcado por feriados prolongados e Copa do Mundo
Decisão de tribunal da Flórida obriga credores e tribunais americanos a respeitarem o processo brasileiro
A Rio Tinto tem um valor de mercado de cerca de US$142 bilhões, enquanto a Glencore está avaliada em US$65 bilhões de acordo com o último fechamento
Performance tímida da companhia em 2025 e a deterioração dos prêmios no agronegócio levaram o Safra a rever projeções; analistas enxergam crescimento zero nos próximos anos e recomendam venda da ação
Com isenção de comissões e subsídios agressivos ao FBA, a gigante americana investe pesado para atrair vendedores, ganhar escala logística e enfrentar Mercado Livre e Shopee no coração do marketplace
Agência suspendeu um lote de passata italiana após detectar fragmentos de vidro e proibiu suplementos com ingredientes irregulares e publicidade fora das normas
Após registrar fechamentos abaixo de R$ 1, a Espaçolaser foi enquadrada pela B3 e corre risco de ser classificada como penny stock; companhia terá prazo para reverter a situação e evitar sanções como a exclusão de índices
Estudos indicam que quase 14% das empresas abertas no Brasil funcionam sem gerar lucro suficiente para honrar suas dívidas
O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
Em entrevista ao Money Times, Daniel Szlak fala sobre aceleração de capex, revisão de política de dividendos e a nova postura da companhia para aquisições
A contratação servirá para dar suporte ao plano aprovado pelo conselho de administração em novembro
Estado americano começa a testar modelo em que a inteligência artificial (IA) participa legalmente da renovação de prescrições médicas
Para o banco, desempenho tímido do setor em 2025 pode se transformar em alta neste ano com ciclo de juros menores
Presidente do TCU afirma que Corte de Contas não tem poder para “desliquidar” banco; veja a quem caberia a decisão