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A Light tem dívida de cerca de R$ 11 bilhões e teve a RJ aprovada em maio pela Justiça
O conselho de administração da Light (LIGT3) desistiu do pedido de recuperação judicial feito em maio à 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, de acordo com veículos de imprensa.
Se a desistência for formalizada, a Light passará a negociar diretamente com os credores da sua dívida, que é estimada em cerca de R$ 11 bilhões.
O conselho também aprovou, em reunião realizada ontem, um plano que inclui a troca de 30% a 40% da dívida por ações, de acordo com informações da Broadcast.
Segundo a fonte ouvida pela agência de notícias, a expectativa é que um acordo com os credores possa ocorrer em 30 dias.
O acordo é reflexo da chegada do investidor Nelson Tanure na Light. Tanure alcançou participação de 30,5% na companhia recentemente.
Além da troca de ações, o acordo prevê o alongamento da dívida restante por dez anos.
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Há ainda uma proposta de injeção de um mínimo de R$ 1 bilhões em novos recursos na Light, podendo chegar a R$ 2 bilhões.
Procurada pelo Seu Dinheiro, a assessoria de imprensa da Light não retornou até o momento para confirmar as informações.
A recuperação judicial - que paralisa a cobrança de dívidas, que passa ser negociada com intermediação da Justiça - foi aceita em 15 de maio, 48 horas depois do pedido da companhia.
No entanto, o processo causou polêmica, já que uma lei impede que concessionárias de serviços públicos de energia peça recuperação judicial, o que pela legislação é vetado.
A empresa, no entanto, pediu a recuperação via holding, com extensão para as subsidiárias de geração e de distribuição de energia.
Até então, os papéis eram negociados em lotes de 1 milhão, sob o ticker AZUL53; para se adequar às regras da B3, a aérea precisou recorrer ao grupamento
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