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Luis Henrique Guimarães, CEO da Cosan (CSAN3), ainda cobrou mudanças no licenciamento e liberação de projetos de exploração no Brasil
Quando a Cosan (CSAN3) anunciou a compra de uma fatia da Vale (VALE3), boa parte do mercado ficou em dúvida sobre dois pontos bem importantes: a estrutura financeira complexa usada para financiar o negócio e quais as intenções da companhia ao entrar na mineradora, afinal, não era uma combinação óbvia.
Mas, desde então, ficou claro que uma das apostas da holding na mineradora tem olhos num processo cada vez mais discutido entre as empresas: a descarbonização e medidas para transição energética.
Durante evento realizado pelo Credit Suisse em São Paulo nesta terça-feira (31), o CEO da Cosan, Luis Henrique Guimarães, aproveitou para falar sobre esses temas e os potenciais do Brasil na área.
"Gostamos de achar ativos irreplicáveis e a Vale é um deles, pela qualidade do minério e sua posição em metais básicos, um enorme ativo na transformação da indústria", disse durante uma aparição online, algo que frustrou parte da plateia que esperava encontrá-lo pessoalmente.
O executivo reforçou que a Vale está devidamente posicionada nesses segmentos, algo que justifica o investimento feito pela Cosan, mas cobrou mudanças no licenciamento e liberação de projetos que envolvam a exploração de recursos naturais.
No fim do ano passado, quando o negócio entre Vale e Cosan foi anunciado, Guimarães afirmou que a união serviria para complementar o portfólio da holding de maneira estratégica. O objetivo, segundo ele, é ser capaz de atuar em todas as atividades em que o Brasil possui vantagens competitivas — com a exploração de metais e minério entre elas.
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Nos últimos anos, a Cosan vem aumentando significativamente sua atuação nos segmentos de energia, mineração, óleo e gás.
O portfólio da companhia já inclui atividades nos setores de crédito de carbono (a partir da Raízen (RAIZ4) e da Radar), óleo e gás (com Raízen e Comgás (CGAS5)), energias renováveis (também a Raízen) e commodities agrícolas (com a Rumo (RAIL3)).
Uma leitura presente no mercado hoje é de que, conforme a Cosan amplia seu leque de atuação, ela pode ficar ainda descontada em relação ao valor de mercado de suas subsidiárias com capital aberto.
Uma das maneiras de reduzir esse desconto no curto prazo é justamente fazer o IPO de outras subsidiárias, como a Compass e a Moove, que podem gerar alguns bilhões nos próximos anos.
Do valor total, US$ 50 milhões serão pagos na data de assinatura do contrato, US$ 350 milhões no fechamento da operação e outras duas parcelas, no valor de US$25 milhões cada, em 12 e 24 meses após a conclusão do negócio
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