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A companhia fechou a compra de 25% da rede Cresci e Perdi por R$ 30 milhões — mas deixou aberta a possibilidade de comprar o resto da operação nos próximos anos
A Enjoei (ENJU3) vai deixar os solos digitais da “internê” para ir às ruas com os brechós. A companhia fechou a compra de 25% da rede Cresci e Perdi por R$ 30 milhões.
“Esse passo estratégico fortalece o portfólio de negócios do Enjoei que, a partir do primeiro trimestre de 2024, também expande sua atuação com a sua estreia em lojas físicas, no mercado de usados em moda adulta”, afirma a empresa, em fato relevante enviado à CVM.
Fundada em 2014, a marca vende roupas infantis, artigos de enxoval, carrinhos e acessórios novos e usados por preços até 90% menores que os de lojas convencionais.
O brechó atualmente conta com 550 lojas vendidas em todo o território nacional e um volume bruto de mercadorias (GMV) de R$ 700 milhões em 2023.
A rede de franquias possui um modelo de negócios “asset light” — isto é, estratégia em que se trabalha com a menor quantidade possível de ativos — baseado no recebimento de royalties pelas vendas de produtos usados no Brasil.
O montante de R$ 30 milhões está sujeito a ajustes e pode ser acrescido de uma parcela adicional condicionada a resultados (earn-out).
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O earn-out será calculado após o encerramento do exercício social de 2027, com base em métricas operacionais apuradas entre este ano e 2027 sobre a operação de royalties da Cresci e Perdi.
O Enjoei (ENJU3) ainda poderá realizar a aquisição futura de 100% da operação da Cresci Perdi, diretamente ou através de suas controladas.
Os sócios vendedores, Elaine e Saulo, definiram duas opções de negócios para o Enjoei daqui cinco anos: ou uma opção de compra para aquisição da parcela remanescente do capital social da rede de brechós em 2028 ou a opção de venda da fatia adquirida agora pelo Enjoei.
Caso o Enjoei (ENJU3) não exerça as opções, os vendedores poderão exercer uma opção de compra para aquisição da participação detida pelo Enjoei na Cresci e Perdi.
A operação já foi aprovada pelo conselho de administração do Enjoei e não está sujeita ao aval dos acionistas em assembleia.
A conclusão da transação está prevista para acontecer dentro dos primeiros meses de 2024. Com o fechamento do negócio, o Enjoei e os vendedores deverão fechar um acordo de acionistas para liderar a governança da Cresci e Perdi.
O Enjoei terá direito de voto afirmativo sobre assuntos patrimoniais e estratégicos da Cresci e Perdi, além da indicação de membros para o conselho de administração.
Já os atuais sócios da Cresci e Perdi continuarão à frente da gestão do negócio. Elaine continuará como diretora presidente (CEO), enquanto Saulo ficará encarregado da expansão e manutenção da rede como diretor de operações.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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