🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

ENTREVISTA COM O CEO

Destaque de alta na B3 no ano, Moura Dubeux (MDNE3) ignora Minha Casa Minha Vida e foca em mercado com fome bilionária de lançamentos

Dados levantados pela empresa apontaram um segmento de maior potencial para o mercado residencial quando considerada a capacidade financeira dos consumidores

Larissa Vitória
Larissa Vitória
18 de setembro de 2023
7:03 - atualizado às 14:12
Fotografia colorida de Diego Villar, CEO da Moura Dubeux, em um dos escritórios da companhia
Diego Villar está na Moura Dubeux há 12 anos e ocupa o cargo de CEO desde 2019 - Imagem: Divulgação

Os estímulos e melhorias no Minha Casa Minha Vida animaram as construtoras de baixa renda e levaram até mesmo empresas focadas em outros segmentos a voltarem a planejar lançamentos para o programa habitacional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas, na contramão desse movimento, a Moura Dubeux (MDNE3), maior incorporadora do Nordeste, seguirá fora do segmento. O que não impediu as ações da companhia de praticamente dobrarem de valor neste ano na B3.

Os analistas acreditam que devem vir mais altas por aí. A XP iniciou na semana passada a cobertura dos papéis MDNE3 com recomendação de compra e prevê uma alta de mais de 50% em 2024, com preço-alvo de R$ 16,50.

E a corretora não é a única que aposta em um novo rali para os papéis. O Santander também elevou o preço-alvo para a mesma cifra, enquanto o Itaú BBA subiu a projeção para R$ 16 por papel — o potencial de upside é de 47%.

A Moura Dubeux até tem planos de concentrar os esforços de novos negócios além da alta renda — seu nicho tradicional de atuação. Mas o foco será em um público que hoje não é atendido por políticas governamentais e também conta com uma enorme demanda por imóveis: a classe média.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Não que no Nordeste não haja um grande número de famílias desejando um imóvel Minha Casa Minha Vida, mas sim porque elas não têm o recurso necessário para adquiri-lo. Já a classe média, posto condições de capacidade de absorção, é o maior segmento endereçável”, afirma Diogo Villar, CEO da Moura Dubeux, em entrevista ao Seu Dinheiro.

Leia Também

Dados levantados pela empresa em seus mercados — que incluem sete dos nove estados do Nordeste — mostram que o segmento é o de maior potencial para o mercado residencial quando considerada a capacidade financeira dos consumidores.

Qual é o ‘Mood’ da classe média?

Acostumada a lançar produtos para públicos de maior renda, a Moura Dubeux precisou adaptar seus sistemas construtivos para atender a esse mercado, que, segundo Villar, ficou desassistido nos últimos anos. E até criou uma marca própria para a nova frente: a Mood.

Uma das causas para o escanteamento do segmento foi a elevação dos custos de construção, especialmente durante a pandemia de covid-19. A alta dos preços inviabilizou projetos na maioria das grandes incorporadoras brasileiras. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O próprio poder aquisitivo da classe média também foi afetado por esse momento inflacionário: o preço do metro quadrado subiu e a renda não acompanhou. Tivemos ainda um agravante que foi a alta da taxa de juros, o que exige maior comprometimento de renda”, aponta o CEO.

Considerando esse cenário — e para oferecer um imóvel que caiba no bolso da classe — Villar afirma que foi necessário uma inversão na lógica de projetos antes de arriscar um lançamento.

Em vez de começar o desenvolvimento do produto pela solução de engenharia, a Moura Dubeux buscou estudar por meio de pesquisas quais são os atributos que o cliente reconhece como um diferencial e por quais ele pode pagar.

Um mercado de R$ 1,5 bilhão para a Moura Dubeux

Com os resultados do levantamento em mãos, a incorporadora lançou um empreendimento ainda sob a bandeira da Moura Dubeux e em uma região já consolidada para sentir o mercado. O projeto foi um sucesso de vendas e levou a um segundo teste de mercado igualmente bem-sucedido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Finalizados os testes, a companhia decidiu escalar regionalmente os empreendimentos por meio da Mood. Para Villar, a iniciativa abre uma avenida de crescimento para produtos de classe média e classe média baixa, considerando famílias que ganham de R$ 12 mil a R$ 16 mil mensais.

“Essa é a renda de quem quer um imóvel novo com os atributos de qualidade e que ele realmente reconhece como algo de valor. Esse público não se vê dentro de um produto MCMV e precisava ser atendido, então a Mood nasceu dessa premissa.”

O CEO indica que, ainda com base nas pesquisas, hoje existem 100 mil famílias no Nordeste que se enquadram na faixa de renda alvo. Retirando da conta quem já tem casa ou está com a renda comprometida e não comprará imóveis nos próximos 24 meses, a empresa estima que esse mercado comporta de R$ 1 bilhão a R$ 1,5 bilhão anual em lançamentos.

A DINHEIRISTA - Ajudei minha namorada a abrir um negócio e ela me deixou! Quero a grana de volta, o que fazer?

Alavancagem e dividendos da Moura Dubeux

A nova empreitada exige investimentos, assim como as outras marcas dentro da Moura Dubeux que seguirão lançando projetos — como a operação e a Beach Class, voltada para o mercado de segunda residência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse sentido, a empresa deve ir novamente na contramão do setor, que foi inundado por uma série de ofertas de ações nos últimos três meses

“Sempre estamos de olho no mercado e somos abordados com as possibilidades de levantar recursos, mas o que percebemos hoje é que a nossa estrutura de capital é adequada para os planos”, destaca Villar.

O CEO afirma ainda que, considerando o cenário de taxa de juros e riscos, a Moura Dubeux não pretende elevar muito os níveis de endividamento e quer manter a alavancagem entre 10% a 20% do patrimônio líquido mesmo em meio à expansão.

Se a dívida mantiver-se controlada, outro evento importante no horizonte da empresa é iniciar o pagamento de dividendos aos acionistas nos próximos dois anos. Para isso, também é preciso que a empresa zere o prejuízo que acumulava até a abertura de capital, três anos atrás.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Se todos os planos que desenhamos permanecerem encaminhados, essa virada se dará entre setembro e outubro do ano que vem. Isso abrirá espaço para o ciclo de pagamento de dividendos no início de 2025.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MUDANÇA DE ROTA

Vale a pena voltar para a Azul (AZUL53)? Bradesco BBI melhora recomendação após reestruturação bilionária

24 de fevereiro de 2026 - 15:30

Banco eleva recomendação para neutra após reestruturação reduzir dívida, juros e custos de leasing; foco agora é gerar caixa e diminuir alavancagem

MUDANÇA NO CONTROLE

Quem é David Neeleman, fundador da Azul (AZUL53) que deixou de controlar a empresa e vive nova fase financeira

24 de fevereiro de 2026 - 15:27

Reestruturação da Azul dilui participação do fundador, que segue no Conselho de Administração

A MENOR MARGEM EM 10 ANOS

Gerdau (GGBR4) tem resultados estáveis, mas ações caem no Ibovespa — operação no Brasil está com margens “em crise”

24 de fevereiro de 2026 - 12:30

Enquanto a operação nos EUA se manteve forte e resiliente, o lado brasileiro foi “notavelmente fraco”, avaliam os analistas do BTG Pactual

GRANA EXTRA

Americanas (AMER3) vai vender até R$ 468 milhões em imóveis e usar parte do valor para amortizar debêntures

24 de fevereiro de 2026 - 12:03

Os debenturistas podem receber de R$ 94,9 milhões a R$ 174,2 milhões, segundo as regras, para a amortização ou resgate das debêntures

NA BERLINDA?

Minerva (BEEF3) ainda promete quase 30% de alta — mas XP decide ligar sinal amarelo antes do balanço do 4T25. Ação ainda vale o risco?

24 de fevereiro de 2026 - 10:01

Preço-alvo cai e corretora alerta para riscos crescentes no curto prazo; veja o que está em jogo no 4T25, segundo os analistas

250 MIL M²

Novo bairro, novo interessado: BTG oferece à Tecnisa (TCSA3) R$ 260 milhões por 26% da Windsor, dos Jardins das Perdizes

24 de fevereiro de 2026 - 9:33

A Tecnisa detém 52,5% do capital social da Windsor, responsável pelo novo “bairro” planejado de São Paulo

PRÉVIA DO BALANÇO

Mercado Livre (MELI34) já está afiado na arte da guerra, mas e os resultados? O que esperar do balanço do 4T25

24 de fevereiro de 2026 - 6:01

Depois de alguns trimestres lutando contra a concorrência acirrada de asiáticas e Amazon, a plataforma argentina entra em mais uma divulgação de resultados com expectativas de margens pressionadas, mas vendas fortes e México em destaque

RETORNO AO ACIONISTA

Gerdau (GGBR4) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4) anunciam juntas mais de R$ 260 milhões em dividendos; recompra de ações entra no pacote de anúncios

23 de fevereiro de 2026 - 19:36

Além dos proventos, a companhia aprovou um programa para recomprar até 55 milhões de ações preferenciais e 1,4 bilhão de ações ordinárias

MAIS RECURSOS

Riachuelo (RIAA3) prepara follow-on para levantar até R$ 400 milhões e expandir lojas: JP Morgan diz o que fazer com as ações

23 de fevereiro de 2026 - 18:40

Empresa distribuiu os recursos provenientes da venda do shopping Midway, no valor de R$ 1,6 bilhão, aos acionistas e agora busca levantar capital para expandir lojas

VAI TROCAR DE DONO?

Grupo Ultra vai vender a joia da coroa? Ipiranga entra no radar de gigantes globais do petróleo, diz jornal

23 de fevereiro de 2026 - 17:59

Segundo coluna de O Globo, Ultrapar teria contratado o BTG Pactual para avaliar a venda da rede de postos

JOIA RARA?

‘Escondido’ entre os gigantes, este banco pode entregar mais de 70% de valorização, aposta a XP

23 de fevereiro de 2026 - 16:48

Com foco no crédito consignado e rentabilidade acima da média do setor, esse banco médio entra no radar como uma tese fora do consenso; descubra quem é

VACA LEITEIRA?

Dona da Vivo, Telefônica Brasil (VIVT3) turbina retorno após balanço do 4T25 — com direito a JCP, recompra e devolução bilionária aos acionistas

23 de fevereiro de 2026 - 14:42

A dona da Vivo confirmou R$ 2,99 bilhões em JCP, propôs devolver R$ 4 bilhões e ainda aprovou recompra de R$ 1 bilhão; ação renova máxima histórica na B3

FIM DE UM CICLO

Pátria zera posição na SmartFit (SMFT3) após 15 anos com venda de R$ 900 milhões em ações, diz jornal

23 de fevereiro de 2026 - 14:25

Com a operação, o Pátria encerra um ciclo iniciado há cerca de 15 anos na rede de academias, em mais um movimento típico de desinvestimento por parte de gestoras de private equity após longo período de participação no capital da companhia

APOSTA NOS METAIS BÁSICOS

De olho no cobre: Vale (VALE3) anuncia investimento de US$ 3,5 bilhões em Carajás e atualiza projeções de caixa; confira os números

23 de fevereiro de 2026 - 13:15

Plano prevê aumento gradual dos investimentos até 2030 e reforça foco da mineradora nos metais da transição energética

VEJA O QUE DIZ O CEO

Azul (AZUL53): depois da recuperação judicial relâmpago, fusão com Gol sai de cena de vez e aérea mira no “crescimento responsável”

23 de fevereiro de 2026 - 12:30

Após concluir o Chapter 11 em apenas nove meses, a Azul descarta fusão com a Gol e adota expansão mais conservadora, com foco em rentabilidade e desalavancagem adicional

AGORA VAI?

Na corrida para a privatização, Copasa (CSMG3) emite debêntures de R$ 2 bilhões e define bancos responsáveis pela oferta secundária de ações

23 de fevereiro de 2026 - 11:50

Enquanto discussões sobre a desestatização avançam, a Copasa também emite papéis direcionados para investidores profissionais

REFORÇO DE CAPITAL

Após quase triplicar na B3, Banco Pine (PINE4) lança follow-on e quer levantar até R$ 400 milhões na bolsa

23 de fevereiro de 2026 - 11:13

Após um rali expressivo na bolsa nos últimos meses, o banco anunciou uma oferta subsequente de ações para fortalecer balanço; veja os detalhes

DE OLHO NA BOLSA

Cosan (CSAN3) considera IPO da Compass Gás e Energia, em meio a crise na Raízen (RAIZ4)

23 de fevereiro de 2026 - 10:34

A empresa de distribuição de gás surgiu quando a Comgás, maior distribuidora de gás natural do país localizada em São Paulo, foi adquirida pela Cosan em 2012

AMIANTO NO TALCO?

Natura paga US$ 67 milhões para encerrar processo da Avon nos EUA relacionado a acusações de câncer causado por talco

23 de fevereiro de 2026 - 9:40

A Natura diz que o pagamento para encerrar o caso da Avon não se constitui em reconhecimento de culpa; acusação é de que produtos dos anos 1950 estavam contaminados com amianto

ENTREVISTA COM CEO

Exclusivo: CEO do Bradesco (BBDC4) rebate críticas ao resultado: “disseram que não tínhamos mais como crescer, mas mostramos o contrário”

23 de fevereiro de 2026 - 6:12

Após dois anos no comando do banco, Marcelo Noronha detalhou com exclusividade ao Seu Dinheiro o plano para reduzir custos, turbinar o digital e recuperar o ROE

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar