De onde vieram os R$ 4,2 bilhões que engordaram o balanço do Santander (SANB11) do 1T23?
Banco registrou uma reversão bilionária de provisões. Mas de onde ela veio?

Os resultados apresentados pelo Santander Brasil (SANB11) nesta terça-feira (25) trouxeram um tempero surpresa para os investidores. O banco decidiu reverter provisões da ordem de R$ 4,2 bilhões que diziam respeito a uma medida judicial relacionada a PIS e Cofins. Com isso, o Santander gerou um reforço no balanço do primeiro trimestre de 2023.
Mas em que, exatamente, consiste essa reversão? A explicação passa pela Lei nº 9.718/1998, que modificou a base de cálculo das tributações PIS e Cofins, de modo que elas incidissem sobre todas as receitas das pessoas jurídicas, em vez de apenas sobre as receitas provenientes de prestação de serviços e venda de mercadorias.
O Santander e suas controladas entraram com medidas judiciais contra essa aplicabilidade da lei e em 2015 o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou o recurso do banco contra o PIS, mas indeferiu o pedido sobre a Cofins. Assim, o STF começou a julgar o mérito para decidir sobre o assunto.
Como o relator, o agora ex-ministro Ricardo Lewandowski, deu voto favorável ao Santander, o banco passou a considerar que as perdas financeiras relacionadas a esse caso deixaram de ser prováveis e passaram a ser possíveis. Por isso, decidiu reverter as provisões.
No entanto, o montante de R$ 4,2 bilhões não se converteu em lucro para o banco, de acordo com o CEO, Mário Leão. O executivo afirmou que, caso o Santander tivesse feito isso, teria tido um impacto de R$ 2,5 bilhões no lucro.
Seja como for, o dinheiro veio em boa hora, já que ajudou o banco a reforçar o balanço contra perdas no crédito, em um momento em de alta na inadimplência.
Leia Também
Provisões adicionais
O valor seria suficiente para cobrir com sobras 100% da exposição do banco à Americanas, que pediu recuperação judicial no começo do ano. Porém, de acordo com o Credit Suisse, não foi exatamente isso que aconteceu.
Os analistas apontam que, do total, apenas R$ 720 milhões foram usados para ampliar o colchão de provisionamento contra a Americanas, o que elevaria a cobertura do Santander para o caso para 50%.
Outros R$ 150 milhões referem-se a uma cobertura de 30% da exposição do Santander ao Grupo Petrópolis, que também pediu recuperação judicial neste ano. Além disso, R$ 1,981 bilhão seriam cobertura adicional para a carteira de crédito renegociada, ainda de acordo com o Credit Suisse.
A política interna do Santander no mundo todo não permite que o banco faça comentários sobre casos específicos, inclusive sobre o percentual provisionado para os casos.
Somando as provisões adicionais ao restante do balanço, o total cresceu 138,5% na comparação anual e 49,4% em relação ao quarto trimestre de 2022, chegando a R$ 11 bilhões.
A provisão adicional, segundo Leão, “não tem nome e sobrenome”, mas serve para criar um colchão para casos específicos.
Ações do Santander sobem após balanço
No pregão de hoje da B3, os certificados de ações (units) do Santander (SANB11) reagem em alta de 1,60% ao balanço. A reação dos analistas aos números, porém, não foi das mais animadoras. A maioria considerou o resultado ruim ou fraco, mas dentro do esperado.
Para a analista da Empiricus Larissa Quaresma, os números mostraram que a inadimplência continua pesando sobre o resultado do Santander.
“Além disso, consideramos que o já baixo ROE, de 11%, embute uma baixa qualidade de resultado, ajudado por efeitos não recorrentes”, afirmou.
O Safra lembra que, excluindo os efeitos da reversão, o resultado de créditos de liquidação duvidosa do banco teria totalizado R$ 6,8 bilhões, abaixo do estimado pelos analistas.
SEGUNDO O BTG PACTUAL
Grupo Mateus (GMAT3), Vulcabras (VULC3) e outras: por que a economia nem precisa melhorar tanto para estas ações decolarem logo
6 de outubro de 2026 - 16:20O BONDE DOS ESQUECIDOS?
Comeram poeira! Rali dos bancos na B3 deixa estas duas ações para trás — mas JP Morgan vê espaço para uma nova arrancada
6 de outubro de 2026 - 15:32PUXOU O FREIO
JP Morgan ‘manda vender’ ação do Banco do Brasil (BBAS3) após rali eleitoral — e elege outro bancão para comprar agora
6 de outubro de 2026 - 14:22OTIMIZANDO ONDE DÁ
Na luta para virar o jogo, Hapvida (HAPV3) fecha acordo bilionário com a Roche. Como a parceria pode ajudar a operadora?
6 de outubro de 2026 - 10:31DESPEDIDA COM DATA MARCADA
Adeus, B3: oferta para tirar Helbor (HBOR3) da bolsa recebe aval da CVM e tem leilão marcado; veja os próximos passos
6 de outubro de 2026 - 9:50VEJA AS FAVORITAS
Após eleições, JP Morgan troca campeãs do Minha Casa, Minha Vida por construtoras de média e alta renda
5 de outubro de 2026 - 18:13COMMODITIES
Petrobras (PETR4) ou Vale (VALE3): qual delas se dá melhor caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno
5 de outubro de 2026 - 17:05MODO RELAX
Da esteira para a massagem: Smart Fit (SMFT3) quer comprar até 20% do Buddha Spa. O que está por trás da estratégia?
5 de outubro de 2026 - 9:00FAVORITA DOS ANALISTAS
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja a ação que pode blindar seus investimentos no segundo turno
5 de outubro de 2026 - 6:03A VACA E O FRANGO
JBS (JBSS32) ou MBRF (MBRF3): qual ação tem mais potencial para 2027? Itaú BBA elege sua favorita
4 de outubro de 2026 - 13:13MERCADOS
A ação que fez Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) comerem poeira e dobrou de preço com trade eleitoral de Flávio Bolsonaro
2 de outubro de 2026 - 19:49DE OLHO NAS RIVAIS
Os planos do novo CEO da B3 (B3SA3) para fortalecer a bolsa de valores diante do avanço da concorrência, segundo o BTG
2 de outubro de 2026 - 17:10A LISTA DE DESPEDIDAS VAI AUMENTAR
Mais um adeus à B3: Claro assume Desktop (DESK3) por R$ 1,75 bilhão e prepara OPA. O que muda para quem tem as ações?
2 de outubro de 2026 - 8:53RENDA EXTRA NA CONTA
Enquanto três gatilhos não fazem preço na CPFL (CPFE3), Itaú BBA defende a compra pelos dividendos
1 de outubro de 2026 - 17:45VIRADA À FRENTE
IRB Brasil (IRBR3): mudança tributária abre caminho para dividendos generosos; JP Morgan turbina preço-alvo para ação
1 de outubro de 2026 - 17:28CASA NOVA?
Tenda (TEND3) ‘pega as chaves’ da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida; o que a construtora busca no andar de cima
1 de outubro de 2026 - 14:15O QUE AINDA FALTA?
Queridinha do Barsi, Paranapanema (PMAM3) fecha acordo que acaba com boa parte da dívida bilionária, mas recuperação judicial segue
1 de outubro de 2026 - 13:03FUTURO DA 'FILHA DO DIVÓRCIO'
Todo mundo quer a Farm: ações da Azzas 2154 (AZZA3) lideram as altas no Ibovespa com chuva de propostas no radar
1 de outubro de 2026 - 12:38APOSTAS SAÍRAM DO CARRINHO
Com proibição das bets, duas ações do varejo podem ser as mais beneficiadas, mas Eleven faz alerta para a recuperação do setor
1 de outubro de 2026 - 12:12ROXINHO NÃO VAI ÀS COMPRAS?