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Na avaliação de Miguel Gularte, CEO da BRF (BRFS3), a recuperação da companhia vai acontecer mais cedo do que o previsto pelo mercado
Miguel Gularte, CEO da BRF (BRFS3), fala com otimismo sobre o futuro da empresa. Ainda que as projeções dos analistas sobre o setor frigorífico venha com uma série de ressalvas nos últimos tempos, o executivo garante que os tempos são melhores, especialmente após a reabertura do mercado chinês.
Durante evento promovido pelo Credit Suisse em São Paulo nesta terça-feira (31), Gularte afirmou que os dados mais recentes que recebeu sobre as comemorações do Ano Novo chinês apontam que o país asiático — um dos principais mercados da BRF — já chegou aos mesmos níveis de consumo do período pré-pandemia.
Segundo ele, após o relaxamento de medidas contra o Covid-19 e uma alta nos casos nos últimos meses, a situação já foi normalizada e as pessoas voltaram a viajar e frequentar bares restaurantes, o que ajuda bastante empresas de alimentos como a BRF.
"São números extremamente animadores e um negócio que vai continuar crescendo conforme a normalização da oferta. Durante a pandemia conseguimos expandir nossa capacidade orgânica de produção e tivemos novas habilitações de plantas", disse, ressaltando que a melhora dos números da empresa virão antes do que o mercado espera.
O executivo aproveitou a presença no evento para dizer que o atual conselho de administração da BRF trabalha em harmonia, uma sinalização que pode ser importante para o mercado se considerado o histórico de embates da companhia em gestões anteriores.
No último um ano, as ações da BRF (BRFS3) já enfrentam uma queda de 64,53%. O número reflete as desconfianças do mercado com a empresa, que incluem os riscos de execução da estratégia da nova gestão e um mercado mais desafiador.
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"Acreditamos que ganhos sustentáveis e mais visibilidade dos planos da nova gestão podem levar a companhia a passar por uma nova reavaliação, levando os papéis para patamares mais próximos do topo histórico”, escreveram os analistas do Goldman Sachs em relatório recente.
A nova gestão da companhia tomou posse em setembro e deve seguir buscando melhorias operacionais nos próximos meses em diversas áreas, já que os prejuízos e a alta alavancagem da BRF afastaram os investidores.
No pregão de hoje, as ações da dona da Sadia subiam 5,44% às 17h33, cotadas a R$ 7,94.

Segundo dados compilados pela plataforma TradeMap, das 14 recomendações existentes para BRFS3, quatro são de compra, nove são de manutenção e apenas uma é de venda.
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