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O desempenho positivo da Braskem nesta manhã vem na esteira de notícias sobre a Petrobras e a venda da participação da Novonor na companhia
As ações da Braskem (BRKM5) operam em forte alta nesta segunda-feira (18) e lideram a ponta positiva do Ibovespa, enquanto a Via (VIIA3) — agora nomeada de Grupo Casas Bahia — mantém a trajetória de queda livre na bolsa brasileira hoje.
Por volta das 12h38, os papéis subiam 7,75%, negociados a R$ 23,63. No ano, as ações da petroquímica acumulam leve desvalorização de 1,5%.
O desempenho positivo da Braskem nesta manhã vem na esteira de notícias sobre a Petrobras e a venda da participação da Novonor (antiga Odebrecht) na companhia.
De acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a Petrobras (PETR4) já teria definido o “sócio ideal” na petroquímica e enviado o nome dos “escolhidos” para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a coluna, a petroleira acredita que a melhor oferta feita por estrangeiros pela fatia na Braskem é a proposta da estatal de petróleo de Abu Dhabi Adnoc e do fundo norte-americano Apollo Global Management.
De acordo com o jornal, além da proposta financeira superior — que pode envolver cerca de US$ 7,2 bilhões —, a estatal ainda enxerga outras vantagens na proposta da Adnoc e do Apollo em relação à oferta da Unipar.
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Entre os pontos positivos, estariam a capacidade de investimento e conhecimento do setor da estatal de Abu Dhabi.
“Precisamos de um sócio com a mesma visão que a nossa”, afirma um dirigente da Petrobras, citando a Adnoc, de acordo com o Globo.
Entretanto, apesar das notícias, a Petrobras afirmou que a diretoria executiva ou do conselho de administração ainda não tomaram qualquer decisão sobre o assunto.
Mesmo assim, a estatal destacou que o processo de due diligence — etapa fundamental para fusões ou aquisições — já está em curso.
A diligência prévia abre caminho para um eventual exercício de tag along — isto é, o direito de o outro sócio vender a sua participação nas mesmas condições — ou para o direito de preferência na hipótese de venda das ações detidas pela Novonor na companhia.
Parece que o chão não é o limite — pelo menos, não para as ações da Via (VIIA3).
Depois de despencar mais de 35% na semana passada, as ações da dona da Casas Bahia e do Ponto estendem as quedas para o pregão desta segunda-feira, com recuo de 2,63% por volta das 12h38, negociadas a R$ 0,74.
No acumulado de 2023, a desvalorização da varejista na B3 supera a marca de 68%.
O desempenho negativo do Grupo Casas Bahia ainda reflete a captação menor que a esperada na oferta de ações da companhia.
Isso porque, ainda que fosse esperado que a Via teria que aceitar um desconto para emplacar a oferta devido à demanda mais fraca, o follow-on acabou captando bem menos do que o projetado.
Com um preço de R$ 0,80 por ação — cerca de 28% abaixo da cotação no último fechamento — e a emissão de 78.649.283 novos papéis, a oferta movimentou R$ 623 milhões.
Inicialmente, a dona da Casas Bahia pretendia levantar quase R$ 1 bilhão com a operação.
Vale destacar que o setor de varejo opera misto na sessão desta segunda-feira (18). Enquanto a Via (VIIA3) segue amargando perdas na bolsa brasileira, o Magazine Luiza (MGLU3) figura entre as principais altas do Ibovespa.
Por volta das 12h38, as ações do Magalu avançavam 4,84%, a R$ 2,60. No ano, os papéis MGLU3 recuam 1,8%.
Para 2026, a expectativa é de 15 novas unidades Riachuelo, em postos que já estão praticamente fechados, disse Miguel Cafruni, diretor financeiro, em entrevista ao Seu Dinheiro.
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