BR Properties (BRPR3) vai distribuir R$ 732 milhões aos acionistas com nova redução de capital e aprova grupamento de ações
Essas iniciativas fazem parte de um pacote de estratégias adotadas pela companhia desde que recebeu dinheiro pela venda de cerca de 80% de seu portfólio

De caixa ainda cheio após vender a maior parte de seus ativos para a Brookfield, a BR Properties (BRPR3) fará uma nova redução de capital de R$ 732 milhões com restituição de cerca de R$ 63,05 por ação aos acionistas.
A proposta foi aprovada pelos investidores em assembleia realizada na última sexta-feira (30). O encontro de acionistas também deu sinal verde para que a companhia realize um grupamento de ações na proporção de 25 para 1.
Essas iniciativas fazem parte de um pacote de estratégias adotadas pela companhia desde que recebeu dinheiro pela venda de cerca de 80% de seu portfólio para o fundo canadense, em maio de 2022, por quase R$ 6 bilhões.
De lá para cá, a BR Properties realizou a venda das torres comerciais e amortizou todas as emissões de dívida existentes, com o objetivo de transformar a posição de dívida líquida em uma de caixa líquido. Além disso, a companhia fez, há pouco mais de seis meses, uma distribuição bilionária de capital aos acionistas.
Ainda assim, a empresa considera que há um "capital excessivo" e optou por distribuí-lo aos investidores. Assim como realizar um grupamento para ajustar a liquidez dos papéis BRPR3 após a redução no capital social.
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Vale destacar que, com a proporção da operação definida, quem detiver um número de ações que não seja múltiplo de 25 terá uma janela de, ao menos, 30 dias, para ajuste da posição acionária no mercado.
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O ajuste não é obrigatório, e as eventuais frações frações de ações resultantes do grupamento serão identificadas, separadas, agrupadas em números inteiros pela BR Properties. A empresa venderá os "pacotes" em leilão a ser realizado na B3 e o crédito da venda será rateado proporcionalmente aos titulares das frações.
Saída de árabes desencadeou reduções de capital na BR Properties
Vale destacar que a transação com a Brookfield que desencadeou as reduções de capital também marcou a saída de boa parte do capital do fundo soberano de Abu Dhabi (ADIA) da empresa.
O ADIA investiu no ativo há sete anos por meio do GP Capital Partners VI — que detém 60% da empresa —, mas já vinha dando indícios de que pretendia desfazer-se de seu portfólio no país.
Antes de receber a proposta da Brookfield, os gestores consideraram duas opções: fechar o capital da BR Properties ou vender os ativos separadamente.
A primeira alternativa foi descartada porque exigiria a injeção de capital na empresa. Já a segunda demandaria um grande esforço de negociação e poderia terminar com ofertas apenas para os principais imóveis da carteira.
É importante destacar que, durante o primeiro trimestre do ano passado, as ações da companhia operaram com um desconto de 41% em relação ao Valor Patrimonial Líquido (NAV). Ou seja, as cotações ficariam bem abaixo do valor intrínseco do negócio.
Por isso, a transação com o fundo canadense chegou na hora certa para arrematar, de uma só vez, boa parte do portfólio.
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