Novo Imposto de Renda: Lula deve sancionar hoje mudanças na tabela do IR e reajuste do salário mínimo; veja como calcular o desconto
As novas regras já vigoram desde primeiro de maio, quando uma medida provisória foi editada pelo presidente

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deve sancionar na tarde desta segunda-feira (28) o projeto que reajustou o salário mínimo para R$ 1.320 neste ano, estabelece uma nova política de valorização anual e uma atualização na tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF)
A medida provisória foi aprovada na Câmara e no Senado na semana passada — a MP perderia a validade se não fosse aprovada até esta segunda-feira.
O novo salário mínimo vigora desde o dia 1º de maio, quando a medida provisória foi editada pelo presidente Lula.
O presidente da República também havia publicado um projeto de lei — que acabou sendo acoplado à MP aprovada — estabelecendo a política de valorização do salário mínimo, composta pela correção anual pelo Índice Nacional de Preço dos Consumidores (INPC) mais a variação do PIB consolidado dos dois anos anteriores.
Imposto de renda
O texto também prevê que os trabalhadores que ganham até R$ 2.112 por mês não terão mais que pagar o Imposto de Renda. Foi estabelecida ainda a possibilidade de os contribuintes não isentos optarem por um desconto de R$ 528 em relação ao imposto devido, sem necessidade de comprovar despesas à Receita.
Na prática, pessoas físicas que recebem mensalmente até R$ 2.640, também não terão de pagar IRPF se optarem por essa dedução simplificada. Antes da MP, a faixa de isenção estava fixada em R$ 1.903,98 por mês, valor congelado desde 2015.
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O Ministério da Fazenda estima que a atualização dos valores da tabela mensal do IRPF acarretará uma diminuição de receitas em 2023 de aproximadamente R$ 3,20 bilhões. Para 2024, a redução prevista é de R$ 5,88 bilhões e, em 2025, de R$ 6,27 bilhões.
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Para compensar a perda de arrecadação, conforme exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a equipe econômica contava com a aprovação da tributação das chamadas offshores.
A proposta havia sido incluída na mesma MP que corrige a tabela do imposto de renda, editada no dia 1º de maio. A taxação das offshores foi retirada do texto pelos deputados, durante a aprovação na Câmara.
Após acordo entre Executivo e Congresso, o governo Lula vai editar uma nova MP com tributação de fundos exclusivos, os chamados fundos dos "super-ricos", para servir de fonte de compensação pela perda de receitas com o aumento da faixa de isenção da tabela do IR.
O acordo costurado também prevê que o conteúdo da tributação dos fundos offshore seja transferido para um projeto de lei - que deve ser enviado juntamente com a medida provisória.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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