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O comércio eletrônico registrou cerca de R$ 4,5 bilhões em vendas no Brasil, 14,4% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado

Pelo segundo ano consecutivo, as apostas de faturamento recorde na Black Friday foram frustradas.
Embora o valor médio gasto por pessoa na sexta-feira mais esperada pelo varejo tenha registrado um leve aumento na comparação anual, o faturamento ficou aquém do esperado.
No período entre quinta-feira (23), às 00h, até sábado (25), às 23h59, o comércio eletrônico brasileiro registrou cerca de R$ 4,5 bilhões em vendas, bem abaixo dos R$ 6,9 bilhões esperados. A cifra bilionária foi 14,4% menor do que a do mesmo período do ano passado.
O número de pedidos também apresentou recuo. O volume de “carrinhos” atingiu 6,9 milhões, o que representa uma queda de 15,5% na base anual.
Vale lembrar que a redução do volume de compras já era esperado. Isso porque no ano passado, a Copa do Mundo contribuiu para aumentar as vendas no e-commerce na Black Friday, além das festas de fim de ano.
As informações são da Hora a Hora, da Confi.Neotrust, empresa de inteligência de dados, em parceria com a ClearSale, companhia de inteligência de dados e soluções para prevenção a riscos.
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Vale ressaltar que o levantamento considera apenas as vendas no comércio eletrônico. Ou seja, o volume das lojas físicas não foi incluído na pesquisa.
Segundo o levantamento da plataforma, os produtos mais vendidos nesta edição da Black Friday foram:
Já em relação aos pagamentos, a transferência instantânea, o PIX, não foi o mais utilizado pelos consumidores. Cerca de 56,6% das compras no comércio eletrônico foram realizadas via cartão de crédito.
O PIX ficou em segundo lugar, representando 30,4% das transações. O boleto bancário, por sua vez, foi o meio de pagamento utilizado em 7,9% das vendas.
Por fim, carteiras digitais (e-wallets), cashback, pagamentos no débito e vales representaram cerca de 5,1%.
O levantamento da Hora a Hora em parceria com a ClearSale apontou que o ticket médio, ou seja, o valor gasto por pessoa, na Black Friday 2023 foi de R$ 659,12 — cerca 1,3% maior na comparação com o mesmo período do ano passado.
Nesta edição, as mulheres lideraram as compras. Elas representaram cerca de 59,2% dos consumidores.
Além disso, o volume de compras foi maior entre o público feminino na faixa etária entre 36 e 50 anos, sendo 35,1% do total.
As pessoas de até 25 anos, por sua vez, foram as que menos compraram no auge das promoções na última sexta-feira (24), representando apenas 16,8% dos consumidores.
No âmbito das fraudes, o período sofreu 28,5 mil tentativas de ações fraudulentas, representando em valores aproximadamente R$ 41 milhões. Esse valor é cerca de 20% a menos na comparação com o ano anterior.
O ticket médio das tentativas foi de R$ 1.383,66.
No sábado (25), as categorias mais impactadas pelas ações dos golpistas foram: bebidas (1,5%), joias (1,3%), petshop e supermercados (1,2%), e, por último, ferramentas (1%).
O país que lançou a Black Friday no mundo registrou recorde de vendas no comércio eletrônico neste ano — ao contrário do Brasil.
Nos Estados Unidos, o e-commerce bateu recorde com US$ 9,8 bilhões, 7,5% maior do que o registrado no ano anterior. Os dados são da Adobe Analytics e se restringem apenas ao comércio eletrônico.
Por lá, as categorias mais vendidas da Black Friday foram os eletrônicos — entre eles, smartwatches e televisões —, além de brinquedos e jogos.
*Com informações de CNBC
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