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Redução da oferta de novas unidades da criptomoeda costuma ter forte impacto sobre o mercado; há ainda mais espaço?

Rali das criptomoedas? Disparada do Bitcoin? Um milhão de reais começando em 2024? Essas são algumas das estimativas para especialistas do mercado de criptomoedas para o ano que vem…
E muitas dessas projeções utilizam o halving, como é conhecido o fenômeno de redução da emissão de novos Bitcoin, como o principal gatilho para a alta.
O raciocínio é um velho conhecido de quem acompanha o criptomercado:
Mas será que essas apostas realmente podem se concretizar no próximo ano ou não passam de narrativas para chamar sua atenção para investir em criptoativos?
Nesta matéria, nos propomos a investigar o tal "rali" dos ativos digitais esperado para o próximo ano com a ajuda de Felipe Miranda, economista pela FEA-USP e CEO da Empiricus Research, maior casa de análise independente do Brasil.
Antes de tudo, precisamos explicar o que é o halving do Bitcoin e quais são seus verdadeiros efeitos.
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A primeira coisa que deve ficar clara é que o halving envolve duas questões principais: o supply (fornecimento) do bitcoin e a sua mineração. Felipe Miranda explica:
"O Bitcoin possui um sistema de incentivos próprio que garante a escassez e finitude da oferta da moeda, bem como o processamento de transações através da sua rede de nós mineradores".
Se o dinheiro em papel é impresso por instituições financeiras, a “confecção” de criptomoedas é chamada de mineração, que funciona como um processo para validar e incluir novas transações no blockchain, um banco de dados público que registra o histórico de movimentações dos usuários. O blockchain é formado por pedaços de códigos (os blocos), que ficam ligados entre si (a rede).
"Entenda mineração como o ato de gastar energia e poder computacional para encontrar um segredo criptográfico único que permitirá ao minerador postar um bloco novo na blockchain" explica o CEO da Empiricus.
A recompensa disso? A cada bloco minerado, o minerador recebe uma quantia de BTC que varia de acordo com o tamanho do blockchain.
É nesse contexto que entra o halving, evento no qual reduz a oferta do bitcoin em 50% a cada quatro anos.
Em outras palavras, a cada 210.000 blocos minerados (que se dá por volta de quatro anos), a recompensa por bloco cai pela metade.
Para você ter uma ideia, quando o bitcoin foi lançado, a recompensa era de 50 BTCs, atualmente o equivalente a 1,8 milhão de dólares. Hoje, é de 6,25 BTCs. E após o próximo halving, esperado para acontecer em abril de 2024, a recompensa passa a ser de 3,125 BTCs.
Historicamente, o halving demarcou a metade de cada grande ciclo de valorização do Bitcoin, como você pode ver no gráfico abaixo:
Perceba que o histórico do Bitcoin é de valorizar um ano antes e, principalmente, depois do halving.
No último evento em 2020, o preço do BTC saltou 2.7 vezes antes e 7.8 vezes depois do movimento. E a expectativa é que, até o halving de 2024, o BTC salte 2.3 vezes, para depois se multiplicar em 4.2 vezes após o movimento.
Ao que parece, isso já começou a acontecer, dado que o BTC acumula um retorno de 158% em 2023.
Então, sim: o argumento de ralis do bitcoin terem acontecido antes e após o halving são verdadeiros. E quando o BTC valoriza, a tendência é que a maioria das criptomoedas siga o mesmo ciclo de alta (veja como acessar algumas indicações aqui).
Entretanto, dado que o halving é apenas uma redução na emissão atual de bitcoin, em tese, ele deveria se tornar cada vez menos relevante para o preço ao longo dos anos.
Isso porque, a cada ciclo que passa, há mais Bitcoins já emitidos e o “corte” de emissão se torna menor, ou seja, o impacto dessa restrição de oferta sobre a moeda vai diminuindo…
Então, o que mais poderia explicar as tamanhas valorizações do bitcoin?
Para Felipe Miranda, a resposta para isso vai muito além:
Coincidentemente ou não, o halving tem ocorrido bem próximo de viradas no ciclo de liquidez global, é o que chama atenção do economista.
No gráfico abaixo, plotamos a variação anual do Bitcoin e do M2, medida de dinheiro em circulação das quatro regiões econômicas mais relevantes do mundo: Estados Unidos, Europa, Japão e China.
Perceba como o bitcoin reage fortemente a um ambiente de política monetária mais frouxa, apresentando, quase sempre, uma alta correlação com a variação do M2:
"Mais uma vez, o BTC parece estar respondendo a uma flexibilização da política monetária ao redor do mundo, e que deve continuar conforme as taxas de juros nos EUA se aproximam de um corte, já em 2024", afirma Miranda.
Em última reunião do Fed, o seu presidente, Jerome Powell, sinalizou que os aumentos dos juros do país podem ter chegado ao fim.
E se a análise de Miranda estiver certa, podemos estar na iminência de uma disparada da maior criptomoeda do mundo.
Fonte: Reprodução G1
Fonte: Reprodução Valor Econômico
E não é só isso.
Além do halving e da expectativa de queda de juros, ainda há outro gatilho contribuindo para a tese de rali das criptomoedas em 2024: o lançamento de ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos.
Felipe Miranda elabora: "com a entrada de gigantes institucionais como BlackRock, Fidelity, dentre outros, certamente uma parte do capital de fundos de hedge, fundos de pensão e family offices deverá acessar esse mercado via os inéditos ETFs à vista nos Estados Unidos".
Estudos da CoinShares estimam que com os ETFs de bitcoin à vista, haverão cerca de US$14,4 bilhões de dólares em novos fluxos, possivelmente levando o preço do bitcoin aos arredores de US$ 140 mil dólares por BTC. Atualmente, o BTC está no patamar dos US$ 40 mil.
É o que afirma a equipe de especialistas de criptomoedas da Empiricus Research.
158% foi o retorno do Bitcoin só em 2023. E esse é apenas o começo da nova onda de lucros que está por vir, segundo os especialistas.
Eles estão tão confiantes com o bull market, que já preparam uma lista com as melhores criptomoedas para investir em 2024. Você pode acessá-la clicando aqui:
Muito além do bitcoin – estas são as criptomoedas que podem criar uma nova geração de milionários começando em 2024.
Quem afirma isso é Paulo Camargo, um dos especialistas por trás carteira com maior rentabilidade da Empiricus, a Exponencial Coins.
O histórico da carteira é de entregar retornos exponenciais para seus leitores com criptomoedas fora da caixa, mas com elevado potencial de valorização. Um exemplo foi a indicação da cripto AXS, que rendeu mais de 30.000% de retorno para quem seguiu as recomendações da casa à risca.
"Aconteceu em 2011, 2015, 2019 e agora vai acontecer em 2024. Inevitavelmente quem comprar essas moedas até janeiro tem tudo para ficar milionário - Paulo Camargo
Para acessar a lista de criptomoedas que pode mudar o seu patamar financeiro em 2024, basta clicar no botão abaixo. É rápido, online e gratuito:
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