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Consumidor tem direito de devolver produto comprado online, mas nesta compra internacional, ressarcimento está demorando demais

Quem costuma fazer compras pela internet sabe: vez ou outra o produto adquirido vai decepcionar, seja porque não era o que você imaginava, seja porque não vestiu ou calçou bem, quando se trata de itens de vestuário.No caso de compras feitas em sites asiáticos, como Shein, Shopee e Aliexpress, não faltam memes e brincadeiras nas redes sociais sobre como alguns produtos não têm absolutamente nada a ver com o que é mostrado na foto do anúncio.
Quando é assim, o consumidor tem, por Lei, o chamado direito de arrependimento, e deve poder devolver o item e ser reembolsado, desde que faça o pedido de devolução ao vendedor em até sete dias após receber a compra. As lojas podem ainda oferecer o direito de troca do produto, para aqueles casos, por exemplo, em que basta um ajuste de tamanho.
Ao receber o pedido de devolução do cliente, o vendedor disponibiliza um código de logística reversa, que cobre as despesas do frete de devolução pelos Correios. Ao consumidor, resta apenas o trabalho de comparecer a uma agência e postar o produto.
Porém, no meio de toda essa logística, pode ser que ocorra algum problema e o consumidor tenha problemas para receber seu dinheiro de volta. Esse é o caso tratado na coluna da Dinheirista desta semana.
Antes de passar para a pergunta, lembre-se de que, se você quiser ver suas dúvidas sobre dinheiro respondidas neste espaço, basta enviá-las para adinheirista@seudinheiro.com. Agora vamos à dúvida, retirada de um caso relatado no site Reclame Aqui:
Bem, primeiro de tudo vale lembrar que essa taxação – a cobrança de imposto de importação – não está incorreta neste caso.
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Até existe uma isenção para compras do exterior feitas por pessoas físicas, mas apenas se o valor da compra for inferior a US$ 50 e o vendedor também for uma pessoa física.
Atualização: na última sexta-feira (30), após a publicação do vídeo da Dinheirista, o Ministério da Fazenda publicou uma portaria isentando de imposto de importação todas as compras internacionais no valor de até US$ 50 feitas online por pessoas físicas, independentemente de o vendedor ser pessoa física ou jurídica. A medida entra em vigor em agosto.
Algum tempo atrás, o governo Lula até tentou acabar com essa isenção, alegando que sites de e-commerce internacionais, como a Shein, burlavam a regra vendendo como pessoas físicas e garantindo a isenção.
No entanto, após um bocado de polêmica, o governo voltou atrás e manteve a isenção, ao mesmo tempo em que as varejistas asiáticas que atuam no Brasil se comprometeram a tributar as compras devidamente. Assim, os usuários acabaram relatando de fato uma percepção de que a taxação das compras feitas nesses sites se tornou mais frequente.
No seu caso, porém, estamos falando de uma compra de R$ 500, algo em torno de US$ 100 no câmbio atual, o que significa que os produtos seriam taxados de qualquer maneira.
Agora, respondendo diretamente à sua pergunta, você está se valendo do seu direito de arrependimento. Nessas situações, o consumidor e o vendedor devem acertar como será feita a devolução e o reembolso.
Segundo a advogada Renata Abalém, diretora jurídica do Instituto de Defesa do Consumidor e do Contribuinte (IDC) e membro da Comissão de Direito do Consumidor da OAB/SP, caso não seja combinada de antemão uma data de reembolso, a empresa precisa fazer o ressarcimento assim que receber a mercadoria.
Abalém recomenda verificar junto à empresa se a mercadoria já foi recebida. Mas, caso o contato com a Shein não renda frutos, o que parece ser o caso, você pode acionar o Procon do seu estado, munida de comprovações das suas tentativas de contato com a empresa, como prints das conversas e e-mails, das regras de devolução etc..
A segunda pergunta da Dinheirista desta semana é sobre um filho que fez dívidas em nome dos pais – e agora a irmã se preocupa que isso prejudique sua futura herança. Veja:
A resposta para essa pergunta você encontra no vídeo a seguir, a partir do minuto 03:53:
A Dinheirista, pronta para resolver suas aflições financeiras (ou te deixar mais desesperado). Envie a sua dúvida para adinheirista@seudinheiro.com.
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