🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O que uma proposta de casamento para Gisele Bündchen tem a ver com a fusão entre Eneva e Vibra?

Eu provavelmente precisaria nascer de novo para me casar com a Gisele, mas a proposta de fusão que a Eneva (ENEV3) fez para a Vibra (VBBR3) tem seus méritos

8 de dezembro de 2023
6:33 - atualizado às 14:45
A modelo Gisele Bundchen, entre os logos da Vibra e da Eneva
A modelo Gisele Bundchen, entre os logos da Vibra e da Eneva - Imagem: Montagem/Reprodução Facebook

Domingo à noite, depois de uma rodada emocionante do Brasileirão e de duas ou três cervejas, surge a ideia brilhante: mandar uma proposta para a Gisele Bündchen

"Cara Gisele, o que você acha de se casar comigo? Juntamos os nossos bens — eu entro com o meu Chevrolet Astra 2005 e minha casa financiada, você com os R$ 2 bilhões de patrimônio —, então dividimos tudo 50% - 50% e somos felizes para sempre. Topa?"

Olha, eu até me acho um cara legal, mas é difícil imaginar que ela aceitaria uma proposta dessas. 

Tudo indica que eu precisaria melhorar (muito) os termos – mais provavelmente precisaria nascer de novo, mais bonito e rico quem sabe…

Mas o fato é que, à primeira vista, acho que ela não teria muito a ganhar nessa união — a não ser por algumas dicas de investimento, não é mesmo Gi? 😉

Vibra, você aceita se casar comigo?

É claro que tudo isso é uma brincadeira. Mas ajuda a entender um pouco a proposta de fusão que a Eneva (ENEV3) fez para a Vibra (VBBR3), exatamente num domingo à noite.

Leia Também

Segundo a proposta da Eneva, cada uma teria 50% da companhia resultante, ainda que naquele momento a Vibra tivesse um valor de mercado aproximadamente 20% maior, e uma dívida muito menor também.

Logo de cara, fica claro que, pelo menos no que diz respeito à relação de troca, os termos eram claramente pouco atrativos para a Vibra. A empresa entraria na "sociedade" com a maior parte do capital, mas teria apenas metade das ações. 

Mas e com relação aos aspectos operacionais? Alguém sairia ganhando mais? 

Essa análise é bem mais complicada, pois envolve o exercício de tentar adivinhar o resultado de uma fusão complexa de duas companhias que já são bastante complexas sozinhas. 

Para a Eneva, seria a chance de monetizar sua reserva de gás, que segue crescendo dado que os despachos seguem em níveis muito baixos.

Fonte: Eneva. Elaboração: Seu Dinheiro

Eneva fica mais previsível e menos endividada com a Vibra

Lembre-se que, apesar das receitas fixas interessantes, é nos despachos e na queima do gás que a Eneva consegue usar o seu maior diferencial competitivo (produção própria do combustível com custos muito baixos).

Sem os despachos para vender o gás para os consumidores de energia elétrica, a Vibra e sua vasta rede de distribuição poderiam ajudá-la a encontrar compradores.

Ou seja, de uma hora para outra, o mercado pararia de modelar a Eneva com base nos despachos em função do nível dos reservatórios (que seguem desfavoráveis) para um modelo no qual a venda do gás poderia ser bem mais constante e previsível, com melhora do perfil de geração de caixa. 

Ainda, a maior geração de caixa da Vibra no curto prazo ajudaria a Eneva a reduzir sua alavancagem (hoje acima de 4x dívida líquida/Ebitda). Além disso, contribuiria para gerar recursos para os investimentos em algumas térmicas que ainda estão em construção.

Bom também para a Vibra

Também há vantagens para a Vibra. Na teoria, ela passaria a ter acesso a um combustível crucial para o processo de transição energética (o gás) com custos bastante baixos. Lembre-se que cada vez mais discute-se a substituição de combustíveis como diesel e óleo combustível por outros menos poluentes, como o gás natural.

Além da rede de postos BR, a Vibra tem milhares de grandes indústrias como clientes B2B. Ou seja, um vasto portfólio para distribuir o gás produzido pela Eneva com custos muito competitivos.

É importante destacar esse ponto porque, diferente do que temos lido por aí, a Vibra poderia sim se aproveitar de algumas vantagens que surgiriam dessa junção de forças.

Mas em nossa visão, também nos aspectos operacionais as vantagens da fusão são maiores para a Eneva neste momento.

Por isso, mesmo com recomendação de compra para a Eneva em várias séries da Empiricus e, portanto, mais propenso a puxar a sardinha para o nosso lado, tenho de reconhecer que há mais vantagens para ela do que para a Vibra nessa eventual fusão.

Assim a proposta de uma participação de 50% - 50% parece desajustada. Ainda mais levando em consideração que a Vibra já valia 20% mais quando ela foi feita.

Casamento Eneva e Vibra: nesses termos, a resposta é não

Por esse motivo, logo depois de a Eneva divulgar a proposta ao mercado, dissemos que seria muito difícil a Vibra aceitar aqueles termos (50% - 50%). O que se confirmou pouco tempo depois, quando ela recusou formalmente a proposta da Eneva.

De qualquer maneira, é importante destacar que, apesar de rejeitar a proposta, a Vibra deixou a porta aberta para novas conversas, como mostra o trecho abaixo retirado da resposta da companhia para a Eneva:

"Não entramos no mérito estratégico de uma possível fusão neste momento. Contudo, as potenciais sinergias indicadas na Proposta precisam ser aprofundadas".

Aqui entra mais uma observação de nossa parte, e que talvez tenha contribuído para a negativa da Vibra. Na proposta enviada pela Eneva, sentimos falta de aspectos quantitativos. Mais especificamente, alguma ideia do valor presente dessa reserva de gás, assumindo que ela tenha uma monetização razoavelmente garantida.

Estamos falando de mais de 40 bilhões de metros cúbicos de gás. Apenas como base de comparação, em São Paulo as tarifas de distribuição para grandes consumidores chega a R$ 2,5/m3, como mostra a tabela abaixo da Comgás (sem contar a tarifa fixa cobrada pela infraestrutura). 

Tarifas estimadas para um cliente com consumo mensal de 3 milhões de m3. Fonte: Comgás

Em nossas estimativas, atualmente os custos variáveis de produção de gás da Eneva na Bacia do Parnaíba estão em torno de R$ 0,25/R$ 0,30 por metro cúbico. 

As variáveis da conta

Mas é claro que a conta não é tão simples, especialmente porque quando se trata de gás natural, o grande gargalo sempre foi o transporte da molécula. Por isso, inclusive, as petroleiras sempre preferiram reinjetar, ou mesmo queimar, o gás em suas operações. 

Aliás, essa é a grande virtude do modelo R2W da Eneva, no qual as usinas termelétricas já estão do lado das reservas, o que faz o custo do gás entregue na usina ser próximo de R$ 0,45/R$ 0,50 por metro cúbico, extremamente barato. 

Se esse gás fosse vendido para clientes distantes das reservas, precisaria colocar na conta plantas para liquefação e armazenagem, caminhões para transporte, ou mesmo gasodutos. Com isso, os custos obviamente aumentariam bastante, mas ainda com potencial de geração de valor.

Só que fazer essa conta não é trivial, nem para a Vibra, nem para o mercado, e talvez nem para a Eneva.

Aguardando os novos capítulos

Ainda que a primeira resposta tenha sido negativa, não descartamos novas aproximações em um futuro próximo. Talvez até para tentar quantificar esse potencial a ser destravado.

Aliás, nos últimos dias surgiram notícias de que investidores das duas companhias estariam conversando sobre o assunto para tentar chegar em algum acordo. 

De qualquer forma, tudo indica que, se a Eneva quiser um "sim", vai ter que melhorar as condições e ser um pouco mais convincente sobre as vantagens dessa união, que pode destravar bastante valor para ela.

Mas com um bom potencial de crescimento pela frente mesmo que continue "solteira" e um valuation que já embute um despacho bastante baixo, a Eneva (ENEV3) segue na carteira do Double Income, focada em geração de renda. 

Aliás, quem tiver esses outros dois ativos sugeridos na série Double Income até o fechamento do pregão desta sexta-feira (8) terá direito a receber bons rendimentos antes mesmo do Natal. Aproveite.

  • Outras 5 opções de investimentos para buscar geração de renda com dividendos a partir de dezembro: conheça as ações recomendadas pelo analista Ruy Hungria acessando este relatório totalmente gratuito.

Um grande abraço e até a próxima semana!

Ruy

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ONDE INVESTIR 2026

Onde investir em 2026? Tudo que você precisa saber para montar sua carteira para este ano

25 de janeiro de 2026 - 8:00

Evento do Seu Dinheiro traz estratégias para investir em ações, FIIs, criptoativos, renda fixa e ativos internacionais neste ano

MERCADOS NA SEMANA

Bolsa brasileira nas alturas: Cogna (COGN3) lidera altas do Ibovespa, enquanto só uma dupla de ações fecha semana no vermelho

24 de janeiro de 2026 - 12:10

Nesta semana, o Ibovespa superou os 180 mil pontos pela primeira vez. Entenda o que esteve por trás da performance positiva da bolsa nos últimos dias

ONDE INVESTIR 2026

Não basta escolher o ativo perfeito: o segredo para ganhar dinheiro com investimentos é outro — veja a fórmula para 2026

24 de janeiro de 2026 - 10:00

No evento Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro, Marcelo Bolzan, da The Hill Capital, fala o segredo para surfar um ano de corte de juros em 2026 e proteger sua carteira de riscos desnecessários

FAZENDO HISTÓRIA TODO DIA

Fome do estrangeiro pela bolsa brasileira leva o Ibovespa aos 180 mil pontos na máxima do dia; dólar vai a R$ 5,2862 

23 de janeiro de 2026 - 18:44

Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias

OS FIIS DE EXTREMA À FARIA LIMA

Vacância em queda e aluguéis em alta: lajes corporativas e galpões logísticos aqueceram em 2025 — e isso é só o começo

23 de janeiro de 2026 - 17:05

A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente

VEJA OS DADOS DE 2025

Surpresa até para a Anbima: mercado de capitais bate recorde de R$ 838,8 bilhões em 2025, puxado pela renda fixa, com FDICs em destaque

22 de janeiro de 2026 - 18:05

Volume recorde foi puxado pela renda fixa, com avanço dos FIDCs, debêntures incentivadas e maior liquidez no mercado secundário, enquanto a bolsa seguiu travada. Veja os dados da Anbima

ABERTURA DE CAPITAL

Precursor do Pix, PicPay lança oferta na Nasdaq com foco em open finance, seguros e jogos para rivalizar com bancos digitais

22 de janeiro de 2026 - 17:00

Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores

MERCADOS

Foguete não tem ré: Ibovespa quebra novo recorde histórico e supera os 177 mil pontos. Entenda o que impulsiona o índice

22 de janeiro de 2026 - 14:49

Em meio a transferências globais de capital, o principal índice da B3 renovou máximas históricas puxado pelo fluxo estrangeiro, dólar em queda e expectativa de juros mais baixos nos EUA

ONDE INVESTIR 2026

FIIs de tijolo serão os destaques de 2026, mas fiagros demandam cautela; veja os melhores fundos imobiliários para investir neste ano

22 de janeiro de 2026 - 13:00

Em evento do Seu Dinheiro, especialistas da Empiricus e da Vinci falam das oportunidades para o setor em 2026 e recomendam fundos promissores

ONDE INVESTIR EM 2026

Nubank (ROXO34), Localiza (RENT3) e mais: as 10 ações para investir em 2026, com cortes na Selic e eleições à vista

21 de janeiro de 2026 - 18:00

Em painel do evento Onde Investir em 2026, do Seu Dinheiro, grandes nomes do mercado analisam os cenários para o Ibovespa em 2026 e apontam as ações que podem se destacar mesmo em um ano marcado por eleições

MERCADOS HOJE

Ibovespa bate os 171 mil pontos pela primeira vez: o que está por trás da disparada do índice?

21 de janeiro de 2026 - 14:04

Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores

DE MALAS PRONTAS

PicPay, fintech da J&F, dos irmãos Batista, busca levantar mais de R$ 2,34 bilhões em IPO nos EUA

20 de janeiro de 2026 - 12:29

O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA

MEXENDO NA CARTEIRA

XP Malls (XPML11) vai às compras? FII de shoppings mira captação de R$ 400 milhões com emissão de cotas, com espaço para buscar ainda mais

20 de janeiro de 2026 - 11:46

A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais e será realizada sob o regime de melhores esforços

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Sabesp (SBSP3): mercado projeta destruição bilionária de valor, mas JP Morgan vê exagero e mostra ‘saídas’ para a empresa

19 de janeiro de 2026 - 10:38

Após cair mais de 6% em cinco pregões com o temor de escassez hídrica, as ações da Sabesp passaram a embutir um cenário extremo de perdas, mas para o JP Morgan o mercado ignora a proteção do modelo regulatório

REPORTAGEM ESPECIAL

A Selic vai cair — mas isso resolve o drama das empresas mais endividadas da bolsa? Gestores não compram essa tese 

19 de janeiro de 2026 - 6:09

Para especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, alívio nos juros ajuda no curto prazo, mas o destino das ações mais alavancadas depende de outro vetor macroeconômico

ESTRATÉGIA EM FOCO

Fundo TVRI11 vende agência do Banco do Brasil (BBAS3) por R$ 13 milhões; veja lucro por cota para os acionistas

16 de janeiro de 2026 - 11:42

De acordo com a gestora, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do fundo imobiliário

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Uma surpresa e um ‘soluço’: de Direcional (DIRR3) a Cyrela (CYRE3), quem se destacou na nova leva de prévias operacionais?

16 de janeiro de 2026 - 11:05

Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam

PERSPECTIVAS EM 2026

FIIs em ano eleitoral: o que esperar de tijolo, papel e outros segmentos, segundo o BTG Pactual

15 de janeiro de 2026 - 16:51

As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira

HORA DE COMPRAR?

Movida (MOVI3) dá spoiler dos resultados do quarto trimestre e ações pisam no acelerador; veja o que agradou

15 de janeiro de 2026 - 15:53

Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa

ÚLTIMA CHAMADA?

A Selic vai cair e ficar parado no CDI pode custar caro. Veja as apostas do BTG e do Santander para ações, renda fixa, crédito e FIIs em 2026

14 de janeiro de 2026 - 19:04

Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar