🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Liliane de Lima

É repórter do Seu Dinheiro. Jornalista formada pela PUC-SP, já passou pelo portal DCI e setor de análise política da XP Investimentos.

EFEITO-DOMINÓ

O que são os Treasurys e por que a alta das taxas nos EUA derruba a bolsa brasileira e faz o dólar disparar?

Os títulos do Tesouro norte-americano são considerados o investimento mais seguro do mundo e operam no maior patamar desde 2016

Liliane de Lima
3 de outubro de 2023
17:43 - atualizado às 14:50
Treasurys; títulos do Tesouro dos Estados Unidos
Imagem: Pexels

*CORREÇÃO: Por um erro da redação, a matéria original informava de forma incorreta que a dívida dos EUA é de US$ 32,3 bilhões. O correto é US$ 32,3 trilhões. Segue a íntegra da nota corrigida:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O rendimento dos Treasurys com vencimento de dez anos atingiu o maior patamar desde agosto de 2007 nesta terça-feira, a 4,7589%. O título de 30 anos também opera no nível mais alto em 16 anos, a 4,934%. 

A disparada das taxas nas últimas semanas provocou um efeito-dominó no mercado e ajuda a explicar a queda da bolsa brasileira e a alta do dólar, que voltou a ser cotado na casa dos R$ 5,10.

Mas, afinal, o que são esses Treasurys? Por que as taxas não param de subir e por que os rendimentos desses papéis influenciam os mercados em todo o mundo? É o que Seu Dinheiro explica para você nesta reportagem.

O que são os Treasurys?

Os Treasurys são como são chamados os títulos do Tesouro dos Estados Unidos, ou seja, títulos da dívida do governo norte-americano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em linhas gerais, os Treasurys são considerados o investimento mais seguro do mundo, pelo fato de o governo dos EUA nunca ter dado calote na história e ainda ser o emissor da moeda — no caso o dólar. 

Leia Também

Assim como os títulos do Tesouro brasileiro, os Treasurys possuem diferentes vencimentos, sendo os mais relevantes os de 2, 10 e 30 anos.

Ou seja, ao comprar Treasurys o investidor empresta dinheiro para o governo dos Estados Unidos, com a perspectiva de receber algum retorno financeiro nesses períodos, dada uma taxa negociada diariamente.

Essas taxas, também chamadas de yields (rendimentos) variam de acordo com a perspectiva dos investidores para a trajetória da taxa de juros da maior economia do planeta. Vale lembrar que a faixa atual dos juros está entre 5,25% a 5,50% ao ano. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em momentos de maior incerteza nos mercados, os Treasurys costumam ser usados pelos investidores como “porto seguro”, o que também influencia os yields.

Crescimento econômico, risco político, humor do mercado, quantidade de compradores e vendedores de títulos do mercado também são alguns indicadores que refletem a confiança dos investidores. 

Entre os títulos de médio e longo prazos, o rendimento de 10 anos é a referência do mercado, já que serve como parâmetro para as taxas de hipotecas e termômetro da confiança dos investidores. 

Além disso, o juro norte-americano ajuda a estabelecer o valor do dólar no mercado internacional. Em linhas gerais, pode ser considerado também como custo de oportunidade de investimento em dólar. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

TOUROS E URSOS - Por que o Ibovespa (ainda) não decolou? Uma entrevista exclusiva com Felipe Miranda

Por que os Treasurys estão disparando? 

Em resumo, os investidores estão preocupados com o ritmo acelerado da economia norte-americana e da inflação resistente.

Esse cenário pode obrigar o Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, a subir ainda mais os juros, que vêm em escalada depois de permanecerem perto de zero por mais de uma década.

Dado que a política monetária e as perspectivas futuras sobre a economia precificam os títulos do Tesouro, os rendimentos dos Treasurys passaram a refletir o cenário mais pessimista, com a disparada das taxas.

Mas, não é só isso. O “fantasma” do calote na dívida voltou a assombrar os investidores nas últimas semanas — o que afeta, principalmente, os títulos do Tesouro de prazos mais longos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A dívida pública dos Estados Unidos aumentou para mais de US$ 32,3 trilhões neste ano, o que corresponde a quase 120% do Produto Interno Bruto (PIB).

No último fim de semana, o Congresso entrou em acordo, novamente, para aprovar um projeto de lei sobre os gastos do governo a tempo de evitar a paralisação das atividades. O movimento aconteceu próximo ao prazo final, de 30 de setembro.

O endividamento americano elevado, a indisciplina fiscal e a dificuldade de negociação entre os partidos Republicano e Democrata no Congresso Nacional para definir um orçamento voltaram a aumentar a aversão dos investidores à maior economia do mundo. 

Em consequência, esses fatores são precificados na curva de juros e taxas de retorno (yields) dos Treasurys mais longos, como os de vencimentos para 10 e 30 anos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Por um lado, não há ‘falta de demanda’ para os títulos americanos nem risco efetivo no curto prazo; por outro lado, a extrapolação desse nível de endividamento e déficits fiscais em 20 ou 30 anos preocupa, e os investidores exigem um retorno maior”, afirma William Castro, estrategista-chefe da Avenue. 

Por último, vale mencionar que o ajuste técnico do Fed também entra na conta, ou melhor, na precificação dos Treasurys. Como parte da política monetária, o BC norte-americano vem vendendo títulos e, consequentemente, retirando dinheiro (liquidez) do mercado. 

Nos últimos meses, o Fed reduziu em cerca de US$ 700 bilhões a posição em títulos do Tesouro, segundo dados da Avenue.

Por que a alta dos títulos do Tesouro dos EUA derruba a bolsa e faz o dólar disparar?

Os Estados Unidos são a maior economia do mundo, e os títulos do Tesouro do país, principalmente os de longo prazo, são um “termômetro” dos investidores sobre a trajetória da economia norte-americana. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mesmo com o receio em relação à dívida norte-americana, os Treasurys se mantêm como o investimento considerado mais seguro do mundo.

E quando o rendimento dos Treasurys aumenta, acaba atraindo capital de todo o planeta, inclusive aquele que está no Brasil.

O primeiro impacto disso é na bolsa. Em um cenário de juros elevados dos títulos norte-americanos, os investidores podem obter mais retorno sem precisar se expor a mercados considerados “exóticos” como o brasileiro.

Logo, os ativos de maior risco, como as ações, se tornam menos atrativos. Não por acaso, a B3 registrou, apenas em agosto, uma saída de pouco mais de R$ 13 bilhões, maior patamar desde março de 2020.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No caso do Brasil, outro fator também entra em cena: o endividamento público doméstico, em meio ao impasse de tramitação e aprovação de pautas econômicas no Congresso Nacional.

Por fim, tudo isso acaba também por fortalecer o dólar, já que a saída de recursos do país diminui o volume em circulação da moeda norte-americana no país.

O que pode acontecer agora? 

A continuidade do avanço dos rendimentos dos Treasurys ou uma inversão do movimento só deve acontecer à medida que os dados econômicos dos Estados Unidos apontarem um desaquecimento mais forte, segundo os analistas ouvidos pelo Seu Dinheiro

Ou seja, a inflação e os dados do mercado de trabalho na maior economia do mundo precisam mostrar sinais mais claros de desaceleração para o Fed se convencer de que a política “higher for longer” não será necessária. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Uma desaceleração mais forte deve reduzir essa percepção de que os juros vão ficar altos por mais tempo. Se, de fato, apontar para uma recessão adiante, o Fed vai ter que reduzir os juros, e essa ideia do ‘higher for longer’ começa a ser relativizada”, afirma William Castro, da Avenue. 

Segundo Castro, os títulos mais longos já sofreram uma correção à medida que o mercado assumiu um cenário de inflação mais elevada em nível global, de forma estrutural. Ou seja, boa parte do ajuste nas taxas dos Treasurys já aconteceu e, portanto, o espaço para novas surpresas é menor.

Para Victor Inoue, chefe de produtos na WIT Invest, no curto prazo os rendimentos dos Treasurys devem seguir em níveis altos. Enquanto isso acontecer, o dólar tende a se fortalecer em relação a uma série de moedas, incluindo o nosso real. 

Isso também deve afetar a taxa terminal da Selic, no fim do ciclo de corte promovido pelo Comitê de Política Monetária (Copom). “Se antes a expectativa era de uma Selic abaixo dos dois dígitos no final de 2024, hoje as projeções são entre 9% a 10,5% ao ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
REPORTAGEM ESPECIAL

A Selic vai cair — mas isso resolve o drama das empresas mais endividadas da bolsa? Gestores não compram essa tese 

19 de janeiro de 2026 - 6:09

Para especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, alívio nos juros ajuda no curto prazo, mas o destino das ações mais alavancadas depende de outro vetor macroeconômico

ESTRATÉGIA EM FOCO

Fundo TVRI11 vende agência do Banco do Brasil (BBAS3) por R$ 13 milhões; veja lucro por cota para os acionistas

16 de janeiro de 2026 - 11:42

De acordo com a gestora, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do fundo imobiliário

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Uma surpresa e um ‘soluço’: de Direcional (DIRR3) a Cyrela (CYRE3), quem se destacou na nova leva de prévias operacionais?

16 de janeiro de 2026 - 11:05

Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam

PERSPECTIVAS EM 2026

FIIs em ano eleitoral: o que esperar de tijolo, papel e outros segmentos, segundo o BTG Pactual

15 de janeiro de 2026 - 16:51

As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira

HORA DE COMPRAR?

Movida (MOVI3) dá spoiler dos resultados do quarto trimestre e ações pisam no acelerador; veja o que agradou

15 de janeiro de 2026 - 15:53

Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa

ÚLTIMA CHAMADA?

A Selic vai cair e ficar parado no CDI pode custar caro. Veja as apostas do BTG e do Santander para ações, renda fixa, crédito e FIIs em 2026

14 de janeiro de 2026 - 19:04

Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias

ENTENDA

Lojas Renner: combo de dividendos e despesas ‘na rédea’ fazem Citi elevar recomendação para LREN3 para compra

14 de janeiro de 2026 - 12:40

Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas

MAIOR ALTA DO IBOVESPA

MRV (MRVE3): caixa volta a respirar na prévia operacional do 4T25 e BTG vê mais sinais positivos do que negativos. Hora de comprar?

14 de janeiro de 2026 - 10:52

No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia

BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

POR QUE É TÃO RUIM?

Maior queda do Ibovespa: saída de CFO do Pão de Açúcar (PCAR3) deixa CEO novato com “bombas” na mão

9 de janeiro de 2026 - 17:21

A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista

SUBINDO NA BOLSA

Alívio para Minerva (BEEF3): Sinal verde para acordo entre UE e Mercosul abre portas depois de a China cortar asinhas do Brasil

9 de janeiro de 2026 - 12:49

Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo

UM PORTO-SEGURO NA BOLSA?

Banco revela um dos setores mais promissores da bolsa em 2026; descubra as ações preferidas dos analistas

8 de janeiro de 2026 - 19:02

Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar