Você pode ter uma renda semanal de até 500 dólares na sua conta; descubra como aqui

Cotações por TradingView
2023-01-20T10:39:28-03:00
Carolina Gama
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.
NO PRECINHO

JP Morgan cravou: a bolsa brasileira está barata — veja os setores mais atraentes

Cálculos do banco mostram que a bolsa brasileira está sendo negociada a um múltiplo implícito de 7,1 vezes em um horizonte de 12 meses ante a média dos últimos 10 anos de 10,8 vezes

19 de janeiro de 2023
17:03 - atualizado às 10:39
Alavanche de dinheiro na bolsa
Imagem: Montagem: Alice Almeida

A bolsa brasileira está barata e quem crava isso é o JP Morgan. Telecomunicações, commodities, saúde e consumo discricionário estão entre os setores particularmente mais baratos no universo de cobertura do banco. 

Segundo cálculos do JP Morgan, a bolsa brasileira está sendo negociada a um múltiplo implícito de 7,1 vezes em um horizonte de 12 meses, sendo que a média dos últimos 10 anos é de 10,8 vezes — um indicador de que o mercado acionário do país está barato, ao menos em bases históricas.

"É um dos mais baratos entre os emergentes; só Colômbia, Grécia, Egito, Hungria e Turquia têm múltiplos menores", escrevem os analistas, ponderando que, apesar dessas evidências, é comum ouvir que o Brasil não está barato, tanto no lado setorial quanto no de ações em específico — uma postura pessimista que é especialmente compartilhada por investidores locais.

Os setores mais atraentes e os mais estratégicos

De um lado, telecomunicações, commodities, saúde e consumo discricionário são os setores mais baratos da bolsa atualmente. Do outro — embora o JP Morgan reforce que não há um segmento específico que seja realmente caro — tecnologia e industrial estão na ponta contrária. 

Do ponto de vista da empresa, o banco lista PRIO (antiga PetroRio) (PRIO3), Braskem (BRKM5) e Assaí (ASAI3) entre as avaliações consideravelmente acima da média.

Do ponto de vista estratégico, os setores que o JP Morgan mais aprecia são financeiro, commodities, consumo discricionário e básico. 

  • Não perca dinheiro em 2023: o Seu Dinheiro conversou com os principais especialistas do mercado financeiro e reuniu neste material as melhores oportunidades de investimentos em ações, BDRs, fundos imobiliários e muito mais. ACESSE AQUI GRATUITAMENTE

No setor financeiro, a avaliação tem sido atraente, pois os titulares têm negociado na faixa mais baixa dos níveis históricos — e aqui a preferência é pelo Itaú, que está enfrentando o ciclo de qualidade de ativos melhor que os concorrentes, apesar de não ser o mais barato do setor. 

No caso das commodities, essa é uma oportunidade para obter exposição à reabertura chinesa. O banco, no entanto, reconhece que os preços do minério de ferro já mudaram bastante desde novembro e vê a Vale (VALE3) e outras empresas do setor como particularmente atraentes do ponto de vista de preço. Além da Vale, o banco também vê Gerdau (GGBR4) com bons olhos.

Dentro dos nomes de consumo, o JP Morgan enxerga potencial de valorização em Ambev (ABEV3), Lojas Renner (LREN3) e Raia Drogasil (RADL3).

Bolsa: os descontos de cada setor

  • Consumo Discricionário: desconto médio de 53%. O setor é o mais barato, segundo o JP Morgan, altamente influenciado pelos problemas contábeis de Americanas (AMER3) e também pelo Magazine Luiza. Lojas Renner e Vibra Energia estão entre as mais atraentes.
  • Energia: desconto médio de 36%. A Petrobras (PETR4) está a menos da metade de sua avaliação histórica, enquanto a PRIO (PRIO3) é a única empresa negociando acima da média. Olhando para o preço/lucro (P/L), o setor tem negociado com desconto há dois anos.
  • Telecomunicações: desconto médio de 26%. O setor está sendo negociado com um prêmio, mas em linha com seus pares globais. A Telefônica (VIVT3) e a Tim (TIMS3) estão com valor da firma (EV/Ebitda) atual abaixo dos níveis médios, em 3,6x versus 4,6x, mas o banco não considera Telefônica barata. 
  • Financeiro: desconto médio de 22%. O setor está com desconto principalmente devido ao Banco do Brasil (BBAS3), que é uma das ações mais baratas da América Latina — embora todos os outros nomes do setor também estejam sendo negociados com desconto.
  • Saúde: desconto médio de 15%. Rede D'Or (RDOR3), Hypera (HYPE3) e Hapvida (HAPV3) não são consideradas ações baratas pelo JP Morgan. 
  • Produtos básicos: desconto médio de 13%. Segundo o banco, o desconto pode ser explicado pela Ambev (ABEV3) e Raia Drogasil (RADL3), que estão negociando descontadas e são as principais escolhas do JP Morgan.
  • Commodities: desconto médio de 7%. Vale (VALE3) está sendo negociada em linha com a média histórica, mas CSN (CSNA3), Klabin (KLBN4), Gerdau (GGBR3) e Suzano (SUBZ3) estão abaixo da média. A ação mais barata do setor é a Gerdau, segundo o banco.
  • Tecnologia: desconto médio de 3% em relação à média. O setor é composto apenas por Totvs (TOTS3), e o banco não vê o papel como barato na comparação com os demais.
  • Industrial: desconto médio de 1%. A Weg (WEGE3) é a principal razão pela qual o setor está sendo negociado com prêmio. O banco não vê a empresa como cara nem barata, mas considera WEGE3 um nome de alto crescimento e qualidade. Já Rumo (RAIL3) e Localiza (RENT3) estão baratas quando comparadas aos níveis históricos. 
  • Prestadores de serviço: opera sem desconto, sendo negociando ligeiramente acima da média (10,2x vs. 9,6x). A Eletrobras (ELET3) é uma das principais escolhas do JP Morgan. 

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

Repercussão do resultado

Itaú (ITUB4) acertou em provisionar 100% da exposição à Americanas, dizem analistas; ações disparam na bolsa

8 de fevereiro de 2023 - 12:56

Ao se prevenir totalmente de calote da Americanas no balanço do 4T22, Itaú evita que efeito contamine resultados de 2023

CORRIDA PLATINUM

Uber supera expectativas no 4º trimestre e encerra 2022 com balanço 5 estrelas; ações disparam nas bolsas

8 de fevereiro de 2023 - 12:09

A empresa encerrou os últimos três meses do ano passado com um lucro líquido de US$ 595 milhões, contrariando as expectativas de prejuízo dos analistas

VESPEIRO POLÍTICO

CEO do Itaú (ITUB4) fala sobre disputa entre Lula e presidente do BC: “é do jogo”

8 de fevereiro de 2023 - 11:44

Milton Maluhy, CEO do Itaú, vê a equipe do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, “na direção correta”, mas defende definição rápida da meta de inflação

TEMPOS DIFÍCEIS

Entenda o que está acontecendo com a Marisa (AMAR3) após a renúncia do presidente e alerta financeiro — ações caem mais de 5% na B3

8 de fevereiro de 2023 - 11:12

A Marisa (AMAR3) não detalhou quais as suas dificuldades financeiras que demandam melhorias na estrutura de capital

NOVIDADE BEM RECEBIDA

Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra movimenta mais de R$ 60 milhões na primeira semana de negociação

8 de fevereiro de 2023 - 11:07

O título mais negociado foi o Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2030, representando 40,12% do total (24 milhões). Quase 8 mil pessoas negociaram os títulos

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies