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O problema de inadimplência do fundo Genial Logística (GLOG11) caminha para ser solucionado, mas o inquilino já avisou que deve deixar o imóvel
Depois de crescer durante meses, a lista de fundos imobiliários caloteados pelos inquilinos acaba de perder um membro: o FII Genial Logística (GLOG11) recebeu uma parte dos aluguéis atrasados de um de seus ativos, o Galpão B.
Em comunicado enviado ao mercado na última quarta-feira (22), o fundo confirmou que recebeu neste mês os valores referentes ao uso do espaço em abril.
O fundo imobiliário destacou ainda que, apesar da locação do mês de maio, que venceu em 12 de junho, ainda não ter sido quitada, o inquilino comprometeu-se a pagar o aluguel até a próxima quinta-feira (29).
"Caso este pagamento não seja efetuado, os impactos serão calculados e informados oportunamente ao mercado em geral e aoS cotistas", cita o comunicado.
É importante relembrar, mesmo com o problema de inadimplência caminhando para ser solucionado, o GLOG11 já havia recebido no início de maio uma notificação extrajudicial que formalizou o interesse do locatário em devolver cerca de dois terços da área por ele ocupada.
Os termos da desocupação ainda estão sendo negociados, mas, atualmente, a locação integral do Galpão B2 representa 37,7% do resultado mensal do FII, ou R$ 0,26 por cota.
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O Genial Logística não é o único FII que enfrenta a perspectiva de um espaço vazio no portfólio. Dois fundos imobiliários de escritórios comunicaram ontem a chegada de uma notificação da Tegra para a rescisão antecipada de um contrato de locação do Condomínio WT Morumbi.
A companhia ocupa duas unidades, ou cerca de 3 mil metros quadrados, do empreendimento. As áreas em questão fazem parte do portfólio dos fundos Hedge AAA (HAAA11) e Santander Renda de Aluguéis (SARE11).
O primeiro FII estima que a locação em questão representa 4,7% de sua receita imobiliária. Considerando o aviso prévio, multa por rescisão antecipada e outros dispositivos previstos em contrato, o HAAA11 calcula um impacto negativo de R$ 0,04 por cota no rendimento.
Já o SARE11 diz que não será impactado financeiramente até junho de 2024. Após essa data, deve haver uma queda de cerca de R$ 0,06 por cota na distribuição de rendimentos.
A gestão do fundo acrescenta que, com a devolução das unidades, a vacância do imóvel WT Morumbi equivalerá a 19,2% de sua Área Bruta Locável (ABL). Já a vacância do portfólio de lajes corporativas do SARE11 subirá para 16,9%.
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