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O fundo Pátria Logística não recebeu o aluguel de um imóvel locado para a Rio Branco Alimentos, dona da marca Pif Paf
Destaque em junho por apresentar a maior valorização do IFIX no período, o fundo imobiliário Pátria Logística (PATL11) volta aos holofotes por um motivo bem diferente: um calote no portfólio.
O fundo comunicou ao mercado na última sexta-feira (2) não ter recebido o aluguel do ativo Ribeirão das Neves, localizado em São Paulo.
O imóvel em questão está locado para a Rio Branco Alimentos, dona da marca Pif Paf. Endividado, o frigorífico virou notícia nos últimos meses por colocar à venda um de seus ativos para quitar parte de suas obrigações financeiras.
A empresa também já havia notificado ao fundo imobiliário em dezembro que planejava encerrar antecipadamente o contrato de locação do imóvel. A desocupação está prevista para ocorrer neste mês.
É importante destacar que o aluguel do ativo Ribeirão das Neves representa cerca de 13% da receita imobiliária do PATL11. A cifra equivale a, aproximadamente, R$ 0,09 por cota.
"Informamos que a equipe de gestão já está tomando as medidas cabíveis para o recebimento do aluguel devido", afirma o comunicado.
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E o Pátria Logística não foi o único FII a lidar com a inadimplência nos últimos dias: o Genial Logística (GLOG11), que mal havia deixado a lista de fundos imobiliários caloteados, já está de volta.
O fundo imobiliário, que recebeu parte dos aluguéis devidos por um de seus inquilinos há pouco mais de uma semana, registrou uma nova inadimplência do mesmo locatário.
Segundo comunicado enviado ao mercado na sexta-feira, o ocupante do Galpão B não pagou o aluguel que venceu no dia 29 de junho.
Dias antes, o locatário havia quitado valores devidos desde abril e comprometeu-se a pagar o próximo boleto. Mas a promessa não foi cumprida e o novo calote anulou o impacto positivo que a regularização anterior teria nas cotas.
Vale relembrar que o GLOG11 já havia recebido no início de maio uma notificação extrajudicial que formalizou o interesse do inquilino em devolver cerca de dois terços da área por ele ocupada.
Os termos da desocupação ainda estão sendo negociados. Atualmente, a locação integral do Galpão B2 representa 37,7% do resultado mensal do FII, ou R$ 0,26 por cota.
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