Dólar bate na casa dos R$ 5,20 na semana, mas acumula desvalorização 2% no ano — veja o que pode mexer com a moeda nos próximos dias
A divisa norte-americana terminou os cinco primeiros pregões de outubro com valorização de 2,69% — um movimento que segue o fortalecimento global
Quem tem planos de viajar no final do ano deve ter ficado de cabelo em pé por conta do dólar. A moeda norte-americana superou os R$ 5,20 na sexta-feira (7), depois de passar por uma semana turbulenta — marcada pela disparada dos yields (rendimento) dos Treasuries de dez anos, como são conhecidos os títulos de dívida do governo dos EUA.
O principal motivo por trás dos solavancos no mercado, mais uma vez, foi a leitura de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deve subir os juros mais uma vez este ano e a visão de que a taxa deve permanecer mais elevada por mais tempo.
O gatilho mais recente que reforçou essa visão foi a divulgação do payroll, o principal relatório de emprego dos EUA, que mostrou que a maior economia do mundo criou 336 mil vagas em setembro, muito acima das projeções de 170 mil para o período.
- Renda diária com dólar? Aprenda em tutorial gratuito como você pode ter ganhos médios de R$ 1.1103 por dia com modalidade de investimento envolvendo a moeda americana
Como foi a semana para o dólar
O dólar começou a semana com alta de 0,79% em relação ao real, quando atingiu R$ 5,0667 — mantendo os maiores níveis desde 31 de maio.
Na ocasião, leituras acima do esperado de índices gerente de compras (PMIs) industriais nos EUA em setembro levaram ao aumento das chances de uma nova alta da taxa básica do país pelo Federal Reserve neste ano.
Na terça-feira (03), o movimento de fortalecimento da moeda norte-americano continuou. O mercado de câmbio doméstico foi tragado pela onda de aversão ao risco no exterior, com mergulho das bolsas em Nova York, escalada das taxas dos Treasuries. A divisa encerrou o dia no maior patamar desde 28 de março, a R$ 5,1603 — alta de 1,73%.
Leia Também
Na quarta-feira (04), o dólar interrompeu a sequência de dois pregões de alta, em que acumulou valorização de 2,53% e voltou a níveis vistos em fins de março. A moeda norte-americana encerrou o dia praticamente estável, a R$ 5,1530, uma queda de 0,03%.
Na véspera da divulgação do payroll e com a agenda interna esvaziada, o dólar voltou a subir. Na quinta-feira (05) encerrou a sessão com alta de 0,31%, a R$ 5,1692 — o maior valor de fechamento desde 27 de março.
Na sexta-feira (05), a moeda norte-americana entrou na casa de R$ 5,20. Com a melhora do apetite ao risco lá fora, na esteira de releitura de números do payroll, o dólar acabou perdendo um pouco da força e encerrou a sessão em baixa de 0,14%, cotada a R$ 5,1622.
Apesar do refresco, a divisa terminou a semana com valorização de 2,69% — em linha com o fortalecimento global. Essa foi a maior alta semanal desde a primeira semana de agosto, quando subiu 3,05%.
O que vem por aí
Na semana que vem, o mercado de câmbio deve continuar sendo marcado pelo futuro da política monetária nos EUA.
No final do pregão de sexta-feira, os investidores fizeram uma releitura do payroll e as bolsas ao redor do mundo acabaram invertendo o sinal e fechando em alto, inclusive por aqui.
Acontece que a próxima semana deve ser marcada pela divulgação do índice de preços ao consumidor norte-americano (CPI, na sigla em inglês) de setembro.
Embora o indicador não seja o preferido do Fed para medir a inflação, deve trazer pistas sobre o que o banco central dos EUA fará na reunião de novembro.
Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils
Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda
Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?
Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões
Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto
Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?
Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas
Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem
Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante
Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira
País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas
FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano
Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis
As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas