Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

VAI SUBIR OU CAIR?

Dólar acima ou abaixo dos R$ 5,00? Os 3 fatores que podem fazer a moeda americana disparar nos próximos meses — e um que pode fazê-la cair

Os juros altos nos EUA, o medo de uma recessão global e o descontrole das contas do governo podem fazer o dólar subir mais, mas a China pode ‘salvar’ o real

Renan Sousa
Renan Sousa
10 de maio de 2023
6:32 - atualizado às 14:59
Dólar x Real qual será o preço da moeda norte-americana no futuro
Imagem: Montagem Seu Dinheiro

“Os economistas foram criados para não deixar o pessoal da previsão do tempo errar sozinho”. Sempre que alguém pergunta quanto o dólar irá custar no futuro — seja ele próximo ou não — essa é a primeira frase que sai da boca dos analistas — alguns deles economistas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Diferentemente dos colegas que voltam seus olhos para as nuvens no céu, prever o futuro da moeda norte-americana exige que os especialistas olhem para o cenário macroeconômico. E, ao olhar para a divisa da moeda norte-americana com a brasileira, o tempo fecha na hora. 

O panorama que se apresenta não é favorável, tanto aqui quanto no exterior, para que voltemos a ver o dólar ficar abaixo dos R$ 5,00 novamente até o final do ano. 

Em resumo: as estimativas indicam que o dólar deve permanecer na faixa entre R$ 5,00 e R$ 5,30 até o fim de 2023.

  • AS 3 AÇÕES DO MÊS SEM ENROLAÇÃO: Descubra em dois cliques quais são os papéis mais recomendados para quem quer lucrar antes do fim de maio. Basta apertar aqui.

O número está em linha com a projeção do Boletim Focus do Banco Central. A pesquisa mais recente da autoridade monetária aponta para um número intermediário: o dólar deve fechar 2023 custando R$ 5,20. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas como a cotação do câmbio costuma ser tão imprevisível quanto aquela frente fria que aparece do nada justamente naquele fim de semana em que planejamos passar na praia, também um cenário em que a moeda norte-americana volte a ficar abaixo do nível dos R$ 5,00 não pode ser descartado.

Leia Também

É por isso que nesta reportagem eu trago para você três razões que devem sustentar o dólar acima dos patamares — e um que pode enfraquecer a moeda contra o real. 

1 — Dólar mais caro com os juros americanos

Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil, foi quem esclareceu as principais dúvidas sobre essa questão. Para ele, quem deve exercer maior influência sobre o dólar é o cenário internacional.

O principal fator são os altos juros norte-americanos, que devem continuar altos por um período indeterminado. As taxas por lá estão na faixa entre 5,00% e 5,25% ao ano, o que é considerado alto para os padrões de uma economia do porte dos Estados Unidos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Traduzindo para termos mais simples, o juro alto torna o dinheiro mais caro, ou seja, o dólar tende a se fortalecer frente às demais divisas. “Principalmente ante as moedas de países emergentes”, frisa Rostagno.

Entretanto, apesar de os juros serem um remédio contra a inflação, eles também geram um gargalo na economia — cenário que pode enfraquecer o real frente ao dólar ainda mais. 

  • Já sabe como declarar seus investimentos no Imposto de Renda 2023? O Seu Dinheiro elaborou um guia exclusivo onde você confere as particularidades de cada ativo para não errar em nada na hora de se acertar com a Receita. Clique aqui para baixar o material gratuito.

2 — Em momentos de incerteza, dólar é proteção contra riscos

A atividade econômica dos Estados Unidos vem perdendo tração nos últimos trimestres. As últimas leituras do PIB do país indicam uma queda no ritmo de crescimento. 

Inclusive, o país já se encontra em situação de “recessão técnica”, quando o PIB cai por dois trimestres seguidos. Ainda que algumas dessas leituras ainda sejam preliminares — ou seja, os números podem ser revisados —, o cenário que vem se desenhando está longe do mais positivo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E parte dessa desaceleração econômica se deve justamente à taxa de juros elevada. Outra parcela tem origem nos problemas da cadeia de distribuição global causados pela pandemia de covid-19. 

Seja como for, os Estados Unidos batalham para não entrar em recessão “de fato”. Essa luta não tem um final certo — e, quando o mercado olha para a palavra “incerteza”, há um aumento da busca por ativos de proteção. 

Além do ouro, o dólar americano também é usado como proteção em cenários pouco claros para os operadores do setor. A partir daí, imperam as leis do mercado: a maior demanda pela moeda faz os preços subirem.

3 — Risco fiscal e o dólar

Por fim, o estrategista-chefe do Banco Mizuho avalia que o panorama doméstico não terá tanta influência para baixar o preço do dólar, mas pode influenciar em uma alta maior. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A tendência da economia brasileira perder força é grande. O primeiro trimestre foi positivo impulsionado pelo setor agrícola, mas a economia deve estagnar nas próximas leituras”, diz Rostagno.

Ele destaca que a aprovação do arcabouço fiscal, do jeito que foi entregue ao Congresso, pode ser um dos fatores para o enfraquecimento do real. Isso porque o sucesso do projeto depende mais do aumento da arrecadação do que do corte de despesas. 

A deterioração das contas públicas seria um fator de risco que poderia gerar uma corrida por dólares, com a consequente valorização da moeda norte-americana.

Contraponto: retomada da China é ‘porto seguro’ para o Brasil

O futuro pode parecer pouco favorável. Porém, existe um cenário um pouco mais improvável que pode fazer o dólar cair.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para entendê-lo, é preciso sair dos Estados Unidos e viajar diretamente para a China, o principal parceiro econômico do Brasil.

O dado mais recente mostra que o superávit da balança comercial do Brasil com a China foi de US$ 28,7 bilhões, sendo que os principais produtos exportados para o país são a soja, o minério de ferro e o petróleo — em outras palavras, commodities.

Se o país surpreender com um crescimento econômico elevado e aumento de demanda por esses produtos, a elevação do preço das commodities pode favorecer o Brasil e, consequentemente, a divisa com o dólar.

Mas, ressalta Luciano Rostagno, esse não é o “cenário base”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bônus: como e onde comprar dólar

Se o dólar pode se valorizar, então é uma boa ideia diversificar a carteira com a moeda norte-americana — ou deixá-la debaixo do colchão em caso de crise.

Para o investidor em bolsa, existe a opção de fundos cambiais, negociação no mercado futuro de dólar e fundos de índice (ETF, na sigla em inglês) internacionais. Vale a pena consultar sua corretora de preferência para saber qual a melhor opção para o seu perfil de investidor.

Existe também a possibilidade de comprar usando as contas internacionais em dólar. Nesta reportagem especial, você confere as melhores, contando os prós e contras de cada uma.

Por fim, para você que quer fugir do mercado tradicional e prefere se aventurar pelo setor de criptomoedas, existe a forma tokenizada do dólar. Elas são chamadas stablecoins, as moedas digitais com lastro — e você pode conferir mais sobre elas aqui. O único porém desse método é estar atento aos emissores da stablecoin para não cair em golpes. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CÂMBIO

Dólar: apesar a forte alta na sexta (20), moeda encerra a semana em queda, a R$ 5,3092; veja o que mexeu com o câmbio

21 de março de 2026 - 14:30

Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

SLC Agrícola (SLCE3) já deu o que tinha que dar? Bank of America eleva preço-alvo após rali em 2026; veja se vale a pena comprar

21 de março de 2026 - 12:00

Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA

JCP

Proventos na veia: Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio; veja detalhes

21 de março de 2026 - 9:30

Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril

NO TOPO DO MUNDO

Ibovespa dispara e tem melhor desempenho do mundo em dólar — enquanto Merval, da Argentina, fica na lanterna global

19 de março de 2026 - 19:40

Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda

REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

OS PROBLEMAS DE SEMPRE

Hapvida (HAPV3) tem trimestre ainda pior do que a tragédia do 3T25, e futuro CEO reconhece frustração — mas traça plano para virar o jogo

19 de março de 2026 - 12:40

Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital

ALÉM DO SOL E DO VENTO

Oportunidade atômica: expansão da energia nuclear no mundo abre janela para o investidor brasileiro — e BTG diz por onde você pode começar

18 de março de 2026 - 18:15

Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento

COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar