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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Bolsas hoje

Bolsas têm dia negativo no exterior com dados industriais fracos; mercados monitoram tensões geopolíticas após falas duras de Putin

Dados industriais ruins no Japão e na Europa motivam quedas nos principais índices; futuros de NY operam majoritariamente no vermelho

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
21 de fevereiro de 2023
8:34 - atualizado às 15:05
Bolsa de Valores Ibovespa
Bolsa brasileira permanece fechada, mas bolsas estrangeiras apontam para dia negativo. Imagem: Shutterstock

Hoje a B3 permanece fechada por conta do feriado de Carnaval, mas as bolsas americanas voltam a funcionar após a pausa para o Dia do Presidente, nos Estados Unidos. Na Europa e na Ásia os mercados também operam normalmente. E todos eles tiveram, têm ou terão majoritariamente um dia negativo.

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Em Nova York, os índices futuros operam no vermelho na volta do feriado. Enquanto os do Dow Jones e do Nasdaq caem mais de 0,80%, o do S&P 500 recua 0,75%.

Já na Ásia, as bolsas fecharam mistas, com o baixo volume por conta do feriado americano. Na China, o índice Hang Seng recuou 1,71%, pressionado pelas ações de tecnologia, enquanto o Xangai Composto e o Shenzen Composto avançaram 0,49% e 0,19%, respectivamente.

Ações de telecomunicações chinesas lideraram os ganhos, dando continuidade a um rali de ontem, após notícias do fim de semana de que a China Telecom está desenvolvendo um "chatbot", software de diálogo baseado em inteligência artificial. O papel da China Telecom teve alta de 2,5% e o da China Mobile saltou 3,4%.

Já o principal índice da bolsa australiana, o S&P/ASX 200, caiu 0,21% após a ata de política monetária confirmar que o banco central do país prevê novas altas de juros.

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Em Tóquio, o índice Nikkei teve baixa de 0,21%, após a divulgação do PMI (Índice de Gerentes de Compras) Industrial do país ter mostrado retração para 47,4 em fevereiro, menor nível em mais de dois anos. PMIs inferiores a 50 mostram recuo na atividade, enquanto números superiores a 50 demonstram expansão.

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Quem também reage a PMIs industriais em fevereiro ruins são as bolsas europeias. O índice pan-europeu Stoxx 50 recuava cerca de 0,50% há pouco. Os principais índices operam majoritariamente em queda após a divulgação de um recuo de 48,8 para 48,5 no PMI Industrial da zona do euro. O PMI de serviços, por outro lado, avançou de 50,8 para 53, fazendo com que o índice composto, que reúne ambos, subisse de 50,3 para 52,3.

Houve divulgação de PMIs também na Alemanha e no Reino Unido. Na Alemanha, o PMI Industrial também mostrou recuo em terreno de retração (de 47,3 para 46,5), enquanto o de serviços avançou de 50,7 para 51,3. Com isso, o PMI composto passou de retração (49,9) em janeiro para expansão (51,1) em fevereiro.

Já no Reino Unido, o PMI Industrial avançou, mas manteve-se em patamar de retração, passando de 47 para 49,2. O de serviços subiu de 48,7 para 53,3, e o composto, de 48,5 para 53.

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O Índice ZEW de expectativas econômicas na Alemanha foi de 28,1 em fevereiro, acima da estimativa do mercado, que era de 24,5.

De olho no duro discurso de Putin

A visita-surpresa do presidente americano Joe Biden à Ucrânia às vésperas do aniversário de um ano da invasão russa irritou Vladimir Putin e seus correligionários.

Em resposta, o presidente da Rússia foi bastante duro e ameaçador em seu discurso anual sobre o estado na nação nesta terça-feira.

Putin acusou o Ocidente de ter começado a guerra e disse que Moscou está usando a força para encerrá-la. O líder russo disse ainda que o Ocidente está ciente de que é "impossível derrotar a Rússia no campo de batalha", por isso lança "ataques de informação agressivos" ao "interpretar mal fatos históricos", atacando a cultura, a religião e os valores russos.

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*Com Estadão Conteúdo

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