Esquenta dos mercados: Sem refresco, petróleo vai ao preço mais alto em 13 anos e ações caem nas bolsas internacionais com ameaça de sanções ao setor energético da Rússia; saiba o que movimenta a semana
Mercado inicia semana sob a tensão das ameaças feitas à Rússia pelo secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, durante o fim de semana

A semana começa sem refresco para os mercados financeiros. Os preços do petróleo seguem em disparada neste início de semana depois autoridades norte-americanas terem ventilado a possibilidade de sanções ao setor de óleo e gás da Rússia.
A cotação do petróleo já vinha em alta nas últimas semanas diante dos temores de escassez de oferta em meio à invasão da Rússia pela Ucrânia.
Na última sexta-feira (04), o Ibovespa seguiu seus pares internacionais e fechou o dia no vermelho com queda de 0,60%, aos 113.389 pontos. A moeda americana subiu 1%, a R$ 5,0783.
Mas os investidores ainda têm preocupações além da guerra. O mundo está a menos de dez dias da reunião do principal Banco Central do mundo e as atenções para o aperto monetário — que pode ser influenciado pelos caminhos tomados no conflito — começam a dar sinais de preocupação do mercado.
Por fim, a semana é marcada por indicadores de inflação, tanto aqui quanto nos Estados Unidos. Para fechar o panorama, os balanços locais não devem dar descanso à bolsa brasileira.
Saiba tudo que movimenta os mercados nesta semana:
Leia Também
Por trás da disparada
A situação deteriorou-se durante o fim de semana, depois que o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse em entrevista à CNN que o governo norte-americano e seus aliados na Europa estariam estudando proibir as importações russas de petróleo e gás natural.
“Agora estamos conversando com nossos parceiros e aliados europeus para analisar de maneira coordenada a perspectiva de proibir a importação de petróleo russo, garantindo que ainda haja um suprimento adequado de petróleo nos mercados internacionais”, disse Blinken.
Em linha com os comentários do secretário de Estado, a presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, anunciou em carta a seus membros da bancada democrata que a casa está “explorando uma legislação dura” para proibir a importação de petróleo russo, uma medida que “isolaria ainda mais a Rússia da economia global”.
[captacao]
Consequências imediatas
Na noite de domingo, a cotação do Brent, cujo preço é a referência no mercado internacional de petróleo, chegou a US$ 139,13. Trata-se do nível mais alto desde julho de 2008.
A disparada perdeu parte da força durante a madrugada, mas a alta ainda é acentuada. Por volta das 6h15, o barril do Brent subia cerca de 7%, na faixa dos US$ 126.
Já o ouro subia 1,75% na manhã de hoje, pouco acima da marca de US$ 2 mil.
Nos mercados de ações, a queda era generalizada. As bolsas asiáticas fecharam em baixa acentuada, os índices da Europa abriram em forte queda e os futuros de Nova York sinalizavam abertura no vermelho.
No mercado de criptomoedas, o bitcoin (BTC) recua de volta à faixa dos US$ 38 mil enquanto o ethereum (ETH) busca manter o nível de suporte de US$ 2.500.
Indicadores lá fora
Os investidores estão em contagem regressiva para a reunião do Federal Reserve, o Banco Central americano. A decisão sobre a política de juros deve sofrer os impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia, o que pode fazer analistas recalibrarem suas estimativas.
A expectativa geral é de que o BC dos Estados Unidos eleve os juros em 25 pontos-base e inicie o ciclo de aperto monetário de maneira mais branda. Contudo, com a inflação nas máximas históricas, o Fed pode precisar utilizar todas as reuniões para alterar a política monetária dos EUA.
Inflação por lá
Por falar na inflação, nesta semana saem os números de preços ao consumidor (CPI, em inglês) nos Estados Unidos. Mesmo que o Fed tenha uma preferência pelo PCE, quaisquer dados de consumo ajudam a balizar a decisão de juros.
Com o CPI divulgado só na quinta-feira (10), o foco dos próximos dias fica para a balança comercial dos EUA, na terça-feira (08), e no relatório Jolts de emprego, na quarta-feira (09).
Balança da China
Durante a madrugada no Brasil, a China divulgou surpreendentes dados da balança comercial de janeiro e fevereiro. O país registrou alta de 16,3% nas exportações, acima das previsões do The Wall Street Journal de expansão de 15,4%.
Dessa forma, o superávit comercial da China totalizou US$ 115,95 bilhões entre janeiro e fevereiro, abaixo das estimativas de US$ 120,50 bilhões de especialistas ouvidos pelo Dow Jones Newswires.
Brasil de olho na Petrobras
No cenário local, os investidores acompanham os desdobramentos da indicação de Rodolfo Landim, atual presidente do Flamengo, para presidência do Conselho de Administração da Petrobras (PETR3 e PETR4).
Além disso, está marcada para esta terça-feira a reunião sobre uma possível alteração na cobrança de impostos sobre o preço dos combustíveis.
De acordo com informações do Broadcast, os ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira, da Economia, Paulo Guedes, e de Minas e Energia, Bento Alburquerque, bem como o presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna, devem participar da reunião.
E a inflação por aqui
O dado forte da semana vai para a divulgação da inflação de fevereiro, medida pelo IPCA.
Sem maiores indicadores para os próximos dias, os investidores aguardam também os balanços da semana.
Agenda da semana
Segunda-feira (07)
- China: Balança comercial de janeiro (00h)
- Banco Central: Boletim Focus semanal (8h25)
- Estados Unidos: Crédito ao consumidor de janeiro (17h)
Terça-feira (08)
- FGV: IGP-DI de fevereiro (8h)
- Estados Unidos: Balança comercial de janeiro (10h30)
Quarta-feira (09)
- IBGE: Pesquisa industrial mensal de janeiro (9h)
- Estados Unidos: Relatório Jolts de emprego em janeiro (12h)
Quinta-feira (10)
- FGV: Primeira prévia do IGP-M (8h)
- França: Taxa de desemprego da OCDE em janeiro (8h)
- Estados Unidos: Preços ao consumidor, medido pelo CPI (10h30)
- Estados Unidos: Pedidos de auxílio-desemprego (10h30)
Sexta-feira (11)
- IBGE: IPCA de fevereiro (9h)
Balanços da semana
Você pode conferir o calendário completo aqui.
Segunda-feira (07)
- Sem balanços programados
Terça-feira (08)
Após o fechamento:
- Marfrig
- Unidas
Quarta-feira (09)
Após o fechamento:
- CSN
- CSN Mineração
- Natura
- Via
Quinta-feira (10)
Após o fechamento:
- C&A
- Santos Brasil
- Tenda
- Braskem
Sexta-feira (11)
Após o fechamento:
- Gol
FÓRMULA MILIONÁRIA
De inquilina a dona: Coca-Cola compra imóvel do ALZR11 por R$ 140 milhões; veja ganho por cota
30 de outubro de 2026 - 11:52A CONTA CHEGOU
Casas Bahia (BHIA3) coloca aluguéis em dia, mas FII reduz projeção de dividendos; entenda o porquê
30 de outubro de 2026 - 10:19PESSIMISMO CONTINUA
Ibovespa tem 4º pregão seguido de baixa, com queda de 17% desde a eleição; em NY, dia também foi tingido de vermelho
29 de outubro de 2026 - 18:17Conteúdo Empiricus
Enquanto muitos investidores focam nos dividendos, este mercado bilionário bate recordes de crescimento na B3 em 2026
29 de outubro de 2026 - 14:00DE OLHO NO GRINGO
Um fundo imobiliário, duas versões: o que falta para os FIIs ‘falarem a língua’ do investidor estrangeiro?
29 de outubro de 2026 - 7:30SANGRIA ESTANCOU?
Vale investir na Bolsa depois da ‘segunda-feira sangrenta’? Estrategista da Monte Bravo diz quais setores olhar, mas tem um ativo preferido
27 de outubro de 2026 - 18:40PECHINCHAS NA BOLSA
Tombo da Bolsa após as eleições abre oportunidades, e Itaú BBA lista 7 ações para incluir na carteira agora
27 de outubro de 2026 - 16:08A RAZÃO DA QUEDA
A derrocada da bolsa: estudo mostra que crises globais estão por trás dos maiores tombos do Ibovespa
26 de outubro de 2026 - 18:15RESSACA ELEITORAL
Fundos imobiliários sentem mudança de humor dos mercados com vitória de Lula e devolvem todo ganho desde o 1º turno
26 de outubro de 2026 - 16:04O QUE VEM POR AÍ
Tombo de 20% do Ibovespa e dólar acima de R$ 5,50 são os novos normais? JP Morgan diz o que o investidor deve esperar
26 de outubro de 2026 - 15:31DA PRIMAVERA AO OUTONO?
Dólar a R$ 6, bolsa em queda de até 30% e juros mais altos: o que Wall Street espera do Brasil após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 13:51SANGRIA NA BOLSA
Ibovespa cai 14%, dólar sobe a R$ 5,40, mas nem todo mundo perdeu — entenda o caos nos mercados
26 de outubro de 2026 - 12:29DEPOIS DA BONANÇA, A TEMPESTADE
Ibovespa em choque: várias ações derretem mais de 40% após virada de Lula no segundo turno, apenas 6 sobem
26 de outubro de 2026 - 12:10BOTÃO DE PÂNICO
‘Circuit breaker’: o que é botão do pânico da bolsa, acionado após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 10:48MODO DEFESA
Salve-se quem puder: Ibovespa pode tombar 17% após reeleição de Lula, avalia BTG; quais ações podem escapar?
26 de outubro de 2026 - 10:17NA CONTRAMÃO
Gavekal, importante casa de análise gringa, recomenda compra de ativos no Brasil após vitória de Lula; ações caem 30% lá fora
26 de outubro de 2026 - 10:01REPORTAGEM ESPECIAL
Lula venceu, e a festa da bolsa pode acabar: o que esperar dos investimentos agora?
25 de outubro de 2026 - 22:48MERCADOS
Petrobras despenca 12%, Vale cai 4% e EWZ tomba 19%: a reação imediata à vitória de Lula — e o que vem por aí
25 de outubro de 2026 - 22:28Conteúdo Empiricus
O teto do INSS hoje é de R$ 8.475,55, mas grupo de investidores recebeu o dobro com esse sistema; entenda
25 de outubro de 2026 - 11:00TOUROS E URSOS #293