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FICA OU NÃO?

Qual o futuro de Paulo Guedes? Bolsonaro já tem planos para o atual ministro da Economia

O presidente Jair Bolsonaro (PL) deu a entender que o ministro da Economia, Paulo Guedes, terá papel num eventual segundo governo

O ministro da Economia Paulo Guedes fala sobre Petrobras
O ex-ministro da Economia, Paulo Guedes - Imagem: Edu Andrade/Ascom/ME

O presidente Jair Bolsonaro (PL), manifestou hoje a intenção de manter no cargo o ministro da Economia, Paulo Guedes, se conseguir a reeleição na corrida ao Palácio do Planalto — por ora, as pesquisas de intenção de voto o colocam atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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"No que depender de mim, todos ficam", disse Bolsonaro, ao responder se Guedes seguirá no cargo num segundo mandato, durante podcast do canal Pilhado, no Youtube. O presidente aproveitou para fazer elogios ao ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, e ao ex-secretário da Pesca, Jorge Seif (PL), eleito senador por Santa Catarina.

Ao apresentar promessas à população mais pobre em um novo mandato, Bolsonaro disse que pode garantir a construção de um milhão de casas populares, além da redução dos preços de alimentos e a manutenção em definitivo dos pagamentos de R$ 600 do Auxílio Brasil.

"Com a economia indo bem, poso garantir um milhão de casas populares a partir do ano que vem, posso garantir produtos mais baratos, como o ovo", disse o presidente.

Além de prometer mais investimentos em creches e foco na alfabetização de crianças, Bolsonaro também disse que haverá mais recursos para obras de infraestrutura uma vez ajustada a economia. Ele ainda acusou o ex-presidente Lula, seu adversário no segundo turno, de ter a intenção de taxar as transações financeiras instantâneas do Pix.

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E o ministério de Lula?

Em entrevista coletiva em Belo Horizonte neste domingo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se esquivou de responder sobre uma possível participação de Simone Tebet (MDB) em um eventual governo seu. "Não posso montar governo sem ganhar eleição. Primeiro, precisamos ganhar", disse.

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O petista voltou a se dizer contrário ao teto de gastos, medida que limita o aumento das despesas do governo à variação da inflação. "Responsabilidade não precisa ter lei, precisa ter caráter. Por isso, sou contra o teto de gastos. Fui o único presidente com superávit primário", disse Lula.

Ele também defendeu que o País possa fazer dívidas, com responsabilidade, para investimentos. A senadora e ex-presidenciável Simone Tebet (MDB), agora integrante da campanha de Lula, defende a necessidade de uma âncora fiscal ao País.

Lula vem sendo cobrado a anunciar a composição da equipe econômica, se eleito, mas não tem dado detalhes. "Se apresentar um ministro da Fazenda, perco 10; se apresentar 10, perco 100", disse ele — o nome de Henrique Meirelles tem sido apontado como favorito para assumir a pasta de Paulo Guedes, mas não há confirmação oficial.

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Durante a entrevista, o candidato falou ainda sobre implantar aumento real para salário mínimo de acordo com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e sobre a intenção de acabar com a fila do INSS, se eleito. "Você pode exigir programa econômico para quem nunca governou o País; não para partido que já governou", fazendo referência aos questionamentos sobre o plano econômico.

*Com Estadão Conteúdo

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