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Apoiadores de Lula acreditavam que o debate era uma “armadilha” e tiveram tese reforçada após verem tabelinha entre Bolsonaro e Padre Kelmon
A decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de faltar ao debate de sábado (24) no SBT acabou se tornando um dos principais temas tratados pelos candidatos.
Lula alegou conflito de agenda para não comparecer ao evento e disse que a organização demorou para fechar uma data, o que foi contestado pelos veículos que coordenaram o debate.
O evento contou com a presença dos candidatos Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil), Felipe d'Avila (Novo) e Padre Kelmon (PTB). Todos eles criticaram Lula por não comparecer ao debate.
“O povo lamenta a ausência do fujão de não comparecer e se defender de acusações, que são gravíssimas", afirmou Bolsonaro, que também chamou Lula de “presidiário”.
Ciro Gomes lembrou que Lula e o PT estão acusando até ele de conivência com o fascismo, mas ressaltou que o “representante do fascismo” estava no debate, enquanto o “campeão da democracia” se ausentou.
“Como um democrata se ausenta de um debate?”, questionou Ciro ao deixar os estúdios do SBT.
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Ao longo de todo o debate, Padre Kelmon bateu bola com Bolsonaro e, em dado momento, chegou até a defendê-lo contra os ataques dos adversários.
Numa das tabelinhas, Bolsonaro e Kelmon tentaram relacionar os casos de perseguição religiosa na Nicarágua com Lula, dizendo que o petista é amigo íntimo do presidente daquele país, Daniel Ortega.
“Nunca vi em nenhum momento o pessoal da esquerda brasileira criticar. São amigos, mas quando cometem atrocidades ninguém diz nada”, acusou Kelmon.
No final do segundo bloco, quando Bolsonaro estava sob ataque dos outros candidatos, Kelmon interveio.
“Todos os candidatos estão atacando um só: o presidente da República. Cinco contra um. Mas agora são cinco contra dois, porque somos da direita, o PTB é o único partido cristão e conservador do País”, disse o candidato do PTB.
Nas redes sociais da campanha de Lula, a tática adotada parece ter sido a de ignorar o debate por completo. No mesmo horário, o candidato fazia comício em Itaquera, na zona leste de São Paulo.
Os apoiadores do petista acreditavam que o debate era uma “armadilha” e tiveram essa tese reforçada após assistirem ao candidato Padre Kelmon atuar como defensor de Bolsonaro.
Dados iniciais de audiência mostram que o debate de sábado (24) atingiu 6,7 pontos na Grande São Paulo. Foi a segunda maior audiência do horário na televisão aberta, atrás apenas da Rede Globo. Cada ponto corresponde a 74.666 residências. O debate foi organizado por um grupo de veículos de imprensa formado por SBT, CNN, Veja, Nova Brasil FM, Estadão e Rádio Eldorado.
Antes do primeiro turno, que acontece no próximo domingo (2), a Globo realiza mais um debate. A presença de Lula, até segunda ordem, está confirmada.
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