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Vale ressalvar que os dados de patrimônio apresentados à Justiça Eleitoral podem estar com valor defasado, visto que alguns candidatos optam por informar o valor da compra de um bem na época, sem fazer a correção da inflação
Oito candidatos às eleições para o governo de São Paulo declararam seus bens ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como parte do processo de registro de candidatura, válido até a próxima segunda-feira (15).
Ao todo, o somatório dos concorrentes na disputa passa de R$ 13,6 milhões, sendo que 38% desse montante são bens exclusivos do atual governador Rodrigo Garcia (PSDB), que declarou ter R$ 5,1 milhões em patrimônio.
O segundo maior patrimônio é do deputado federal Vinicius Poit (Novo) com R$ 2,9 milhões de bens.
Segundo dados do DivulgaCand, plataforma de divulgação de candidaturas e contas eleitorais do TSE, Garcia declarou à Justiça Eleitoral ter uma casa e um apartamento que somam R$ 2,3 milhões.
Além disso, ele tem um veículo no valor de R$ 383 mil, um "título de clube e assemelhado" no valor de R$ 2,5 mil e um total de R$ 2,4 milhões em "cotas ou quinhões de capital e depósito bancário em conta corrente no Brasil".
Ao comparar o patrimônio de hoje com o que Garcia informou em 2018 à Justiça Eleitoral, percebe-se que o tucano obteve um pequeno crescimento de 8% em seus bens, quando o valor é corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — a inflação oficial no Brasil.
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Em relação nominal, quando não se corrige o valor pela inflação, o patrimônio do atual governador paulista cresceu 36%.
Dono do segundo maior patrimônio declarado, de R$ 2,9 milhões, Poit tem um carro de R$ 145 mil, um apartamento de R$ 2,2 milhões e um montante de R$ 619 mil em cotas ou quinhões de capital, investimentos, dinheiro em espécie e outros bens não detalhados.
Em comparação com o valor apresentado em 2018 e corrigido pelo IPCA, Poit teve uma queda em 40% do patrimônio. Na época, ele tinha declarado ter R$ 2,8 milhões em bens; com a correção pela inflação, esse valor chega a R$ 4,9 milhões.
O ex-prefeito de Santana de Parnaíba Elvis Cezar (PDT) declarou possuir um patrimônio de R$ 2,1 milhões.
Cezar disse à Justiça Eleitoral ter um carro de R$ 200 mil, três bens em imóveis — uma casa de R$ 550 mil e outros dois itens não detalhados no valor de R$ 833 mil —, além de mais R$ 597 mil em cotas ou quinhões de capital, depósito bancário e dinheiro em espécie.
Em comparação com o patrimônio informado nas eleições de 2016, pedetista teve queda de 5% em seus bens, corrigindo os valores pelo IPCA.
O ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas (Republicanos), que participa das primeiras eleições, declarou ter R$ 2,3 milhões em bens. Tarcísio informou ter dois veículos — um de R$ 119 mil e outro de R$ 78 mil —, um apartamento de R$ 2,1 milhões e R$ 8 mil em caderneta de poupança e aplicação de renda fixa.
O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio R$ 595 mil. A lista de bens do petista inclui uma casa de R$ 183 mil, uma apartamento de R$ 90 mil e R$ 322 mil em quotas ou quinhões de capital
Carol Vigliar (UP) declarou patrimônio de R$ 205 mil e Altino Júnior (PSTU) informou possuir uma casa no valor de R$ 192 mil. Gabriel Colombo (PCB) declarou não ter bens.
Vale ressalvar que os dados de patrimônio apresentados à Justiça Eleitoral podem estar com valor defasado, visto que alguns candidatos optam por informar o valor da compra de um bem na época, sem fazer uma correção da inflação e descobrir, em reais, o quanto o patrimônio vale nos dias atuais.
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