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O conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, irá até Brasília na segunda-feira (05) e deve se reunir com a equipe de transição do novo governo e com membros da administração atual
A Casa Branca confirmou: um dos homens de confiança do presidente dos EUA, Joe Biden, vem ao Brasil na segunda-feira (05) para encontros com a equipe de transição de Luiz Inácio Lula da Silva e com membros da administração de Jair Bolsonaro. Mas o que o conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, quer por aqui?
A assessoria do presidente eleito também confirmou a reunião neste sábado (03), embora tenha informado que não há definição de horário e local exato para o encontro — que pode ocorrer no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) ou no hotel onde Lula se hospeda às margens do Lago Paranoá.
Embora não tenha um lugar definido até o momento, a visita de Sullivan tem endereço certo: discutir como os EUA e o Brasil continuarão a trabalhar juntos por desafios em comum, especialmente o combate às mudanças climáticas.
Mas não é só o meio ambiente que deve dominar a agenda das conversas entre o norte-americano e os brasileiros. A preservação da segurança alimentar, a promoção da democracia e a gerência da imigração regional também devem fazer parte das questões discutidas entre as autoridades.
A Casa Branca ressaltou que a viagem de Sullivan à Brasília dará continuidade ao primeiro diálogo entre Biden e Lula em outubro deste ano, quando o presidente norte-americano se comprometeu a abrir os canais de comunicação entre os dois países durante a transição.
Na reunião com Lula, Sullivan pretende também formalizar o convite de Biden para que o presidente eleito se encontre com o chefe da Casa Branca — o que pode acontecer antes mesmo da posse.
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Lula disse que pretende viajar para Washington para se encontrar com Biden ainda este mês, após a diplomação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcada para o próximo dia 12. A posse acontece em 1 de janeiro de 2023.
Admirador do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, Bolsonaro demorou mais de 30 dias para reconhecer a vitória de Biden nas eleições dos EUA, em 2020.
O posicionamento é considerado por muitos especialistas políticos como um dos maiores erros diplomáticos de Bolsonaro e também o motivo para o afastamento do Brasil de seu segundo maior parceiro comercial.
Ainda assim, Sullivan e outros membros do departamento de Segurança Nacional dos EUA devem se reunir com Flávio Rocha, secretário de Assuntos Estratégicos do governo Bolsonaro.
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