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Bolsonaro havia confirmado no domingo (27) o nome de Braga Netto como seu vice na chapa que disputará a reeleição deste ano, causando um pouco de desconforto entre aliados que esperavam a escolha de Tereza Cristina (PP), ex-ministra da Agricultura
“Ô abre alas que eu quero passar…” O pedido é do general da reserva Walter Braga Netto (PL), que foi exonerado nesta sexta-feira (1) do cargo de assessor especial do gabinete pessoal da Presidência e agora tem caminho livre para a pré-candidatura a vice na chapa do presidente Jair Bolsonaro (PL).
A legislação eleitoral determina que servidores públicos que queiram ser candidatos precisam deixar o cargo no máximo três meses antes das eleições, prazo a vencer no sábado (02).
Para o lugar de Braga Netto, foi nomeado o até então secretário de Justiça, Vicente Santini, ligado à família Bolsonaro.
Em 2020, ele ocupava cargo de secretário executivo da Casa Civil, mas chegou a ser demitido por alguns meses do governo após ter utilizado um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para viajar à Suíça e à Índia, o que gerou uma crise junto à opinião pública.
As mudanças na Presidência constam da edição do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, publicada já no final da manhã, com atraso, devido a problemas técnicos da Imprensa Nacional.
Além de Braga Netto, outros três assessores especiais de Bolsonaro foram exonerados hoje para concorrer nas eleições.
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Mosart Aragão Pereira (PL-SP), tenente de carreira, e Max Guilherme (PL-RJ), ex-sargento do Bope, saíram para se lançar pré-candidatos a deputados federais.
O assessor especial Tércio Arnaud (PL), conhecido pela ligação com o chamado "gabinete do ódio" formado dentro do Palácio do Planalto para atacar adversários de Bolsonaro, saiu do governo para ser candidato a primeiro suplente na chapa de Bruno Roberto (PL), que disputará o Senado pela Paraíba.
Bolsonaro havia confirmado no domingo (27) o nome de Braga Netto como seu vice na chapa que disputará a reeleição deste ano.
Embora a escolha já fosse dada como certa nos bastidores, integrantes do PP, do PL e do Republicanos vinham pressionando para que o presidente optasse por Tereza Cristina (PP), ex-ministra da Agricultura.
Na ocasião, a declaração não foi uma surpresa total, mas não foi combinada e foi vista como uma tentativa de Bolsonaro de mudar o foco do noticiário sobre o caso do gabinete paralelo envolvendo o Ministério da Educação (MEC).
*Com informações do Estadão Conteúdo
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