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ELEIÇÕES 2022

Bolsonaro alfineta banqueiros e diz que ações do governo contam mais do que “assinar cartinha”; confira o recado enviado pelo presidente

Chefe do Planalto fez referência aos manifestos em defesa da democracia articulados em reação à ofensiva sem provas do governo sobre a lisura do sistema eleitoral brasileiro — e que contou com a assinatura de banqueiros

O ex-presidente Jair Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro - Imagem: Alan Santos/PR

Na tentativa de se aproximar do setor financeiro em evento promovido nesta segunda-feira (08) em São Paulo pela Febraban, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que os banqueiros precisam julgá-lo pelas suas ações.

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"Não assinar cartinha", alfinetou, em referência aos manifestos em defesa da democracia articulados em reação à ofensiva sem provas do governo sobre a lisura do sistema eleitoral brasileiro - e que contou com a assinatura de banqueiros.

"Vocês têm que olhar na minha cara, ver minhas ações e me julgar por aí. Não assinar cartinha. A carta tem o objetivo sério de devolver o País para as mãos daqueles que fizeram mal feitos conosco", afirmou Bolsonaro na Febraban, em crítica aos manifestos organizados por Fiesp e USP. 

"Quem quer ser democrata não tem que assinar cartinha, não", reiterou.

Bolsonaro e a democracia

Bolsonaro defendeu-se e disse que nunca agiu contra a democracia. 

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"Mandei prender deputado?", questionou, em nova crítica ao Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou prisão de oito anos e nove meses ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) por ataques à democracia. 

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O parlamentar, contudo, recebeu perdão presidencial menos de 24 horas depois da decisão. 

"Onde está a ditadura? Está no Executivo?", seguiu Bolsonaro, no evento com banqueiros.

Mais sobre o evento

Bolsonaro deixou as dependências da Febraban, em São Paulo, acompanhado do ministro da Economia, Paulo Guedes, onde participaram de almoço com representantes da indústria financeira.

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O almoço durou cerca de duas horas. Bolsonaro, candidato à reeleição, esteve também acompanhado do candidato ao governo de São Paulo Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e do ex-ministro da Ciência e Tecnologia e candidato ao Senado, Marcos Pontes (PL).

Antes de deixar o local, o presidente fez algumas selfies com apoiadores no hall do prédio e depois saiu pelo elevador privativo sem falar com a imprensa.

Veja também: Lula ou Bolsonaro — quem a Faria Lima apoia nas eleições 2022?

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