🔴 CHANCE DE MULTIPLICAR O SEU CAPITAL POR 7,5X COM 1 CLIQUE – CONHEÇA A FERRAMENTA

Carolina Gama
Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.
DISPUTA DOS BANCÕES

XP está mais otimista com o Itaú (ITUB4), mas ainda prefere outra ação no setor bancário — saiba qual

A corretora vê maior competição no segmento nos próximos anos, à medida que as fintechs amadureçam as operações, tanto em tamanho quanto em diversidade de produtos e serviços

Carolina Gama
14 de junho de 2022
14:06 - atualizado às 14:45
pista de corrida entre bancos Itaú, Santander, Banco do Brasil; carreira
A "corrida" dos bancos - Imagem: Montagem Andrei Morais / Envato

Mar calmo não faz bom marinheiro. E, nas águas revoltas do cenário macroeconômico, o Banco do Brasil (BBAS3) e o Itaú Unibanco (ITUB4) conseguiram furar as ondas e estar bem posicionados para navegar pelo ambiente atual, segundo a XP. 

A corretora manteve a recomendação de compra para as ações BBAS3 — a preferida do setor — com preço-alvo de R$ 34,60, o que representa um potencial de valorização de 70% com relação ao fechamento de segunda-feira (13). 

Segundo a XP, o impacto do cenário atual nos resultados do BB será limitado, em grande parte graças ao portfólio mais defensivo e protegido contra eventuais aumentos na inadimplência. 

Quanto ao Itaú, a corretora elevou a recomendação para os papéis ITUB4 de neutro para compra, com preço-alvo de R$ 31,00 — um ganho implícito de 30,2% com relação ao fechamento de segunda-feira (13).

Segundo a XP, o Itaú tem uma carteira bem posicionada para crescer, mantendo a inadimplência sob controle.

Banco do Brasil (BBAS3): top pick da XP

Não é por acaso que o Banco do Brasil (BBSA3) é o preferido da XP entre os bancos brasileiros. 

O BB é o mais preparado para enfrentar os desafios macroeconômicos de curto prazo, segundo a corretora, que destaca os seguintes pontos positivos: 

  • Líder de mercado em linhas de crédito que estão apresentando crescimento robusto, principalmente crédito rural e consignado; 
  • Detentor do maior índice de cobertura entre os grandes bancos brasileiros;
  • Dono do custo de captação mais barato. 

Mas o Banco do Brasil não está livre de riscos e, segundo a XP, o maior deles no momento é a eleição — embora não seja grande o suficiente para tirar o selo de top pick da corretora. 

Sendo um banco controlado pelo governo, o Banco do Brasil enfrenta, constantemente, desafios de governança devido a possíveis interferências na estratégia de alocação de capital. 

No entanto, a XP vê o forte momentum de lucro e valuation descontado diminuindo o potencial impacto deste risco.

Diante dessas condições, a corretora não descarta maior volatilidade das ações BBSA3 no segundo semestre deste ano. 

Itaú (ITUB4): por que é hora de comprar?

Além de bem posicionado e com a inadimplência sob controle, o Itaú (ITUB4) também apresenta uma boa exposição das linhas de crédito ao consumo, segundo a XP. 

Esse fator, junto com o histórico de rentabilidade líder no setor, deve abrir o caminho para o Itaú liderar a frente de crédito nos próximos anos. 

A corretora lembra que, ao longo dos últimos anos, o banco investiu parte de seus recursos na exploração de serviços e estratégias inovadoras — permitindo surfar nas tendências futuras do setor financeiro e se beneficiar delas.

Além disso, a implementação de novas tecnologias deve permitir que o Itaú mantenha a eficiência no longo prazo.

E os concorrentes de Banco do Brasil (BBSA3) e Itaú (ITUB4)?

A XP também avaliou os concorrentes de Banco do Brasil (BBSA3) e Itaú (ITUB4).

No caso do Bradesco (BBDC4), a recomendação da corretora é neutra, com preço-alvo de R$ 22,00 — o que representa um potencial de valorização de 17% com relação ao fechamento de segunda-feira (13). 

Embora as operações do Bradesco estejam preparadas para enfrentar os desafios macroeconômicos no curto prazo sem impactos significativos sobre os resultados, a XP vê um potencial de valorização limitado para a ação. 

Apesar de ter maior exposição a empréstimos de grandes corporações — cerca de 40% da carteira de crédito expandida —, o Bradesco é um dos maiores bancos de varejo do Brasil e vem aumentando gradualmente a exposição às linhas de crédito ao consumidor. 

Do lado negativo, segundo a XP, essas linhas têm um perfil de risco maior e podem levar o banco a aumentar o provisionamento — o índice de cobertura de 232% se aproxima dos níveis pré-pandemia. 

No caso do Santander (SANB11), a recomendação é de venda e preço-alvo de R$ 32, o que representa um potencial de valorização de 5% com relação ao fechamento de segunda-feira (13).

A visão negativa da XP para o Santander é explicada por alguns fatores: 

  • Abordagem mais restritiva à originação de crédito, com crescimento da carteira menor que seus pares; 
  • Menor índice de cobertura entre os grandes bancos brasileiros; 
  • Receitas de tarifas mais baixas. 

Um panorama do setor na visão da XP

Segundo a XP, a competição evoluirá gradativamente nos próximos anos, à medida que as fintechs amadureçam as operações tanto em tamanho quanto em diversidade de produtos e serviços. 

Enquanto isso, os grandes bancos brasileiros estão em condições de proteger sua participação de mercado, embora em alguns casos haja alguma redução da lucratividade. 

A XP destacou alguns pontos para o setor:

• Apesar de as tarifas terem ficado pressionadas nos últimos anos pela competição com as fintechs, esse fator foi compensado pelo aumento do volume de transações e da base de clientes — permitindo que os bancos tradicionais continuassem a apresentar crescimento das receitas com tarifas.

• Um balanço patrimonial robusto traz uma vantagem competitiva para os bancos tradicionais oferecerem produtos específicos para o varejo e para as empresas, especialmente relacionados a crédito e produtos nos quais o ticket médio costuma ser muito alto para as fintechs ou instituições financeiras menores. 

• O longo histórico de um grande número de produtos permite aos grandes bancos ter uma melhor avaliação do risco de crédito dos clientes, e o portfólio diversificado traz uma maior resiliência para os resultados. Esta situação difere da maioria das fintechs, que apresentam prejuízos nos estágios iniciais e dependem de aportes de capital adicionais.

Compartilhe

ATENÇÃO, ACIONISTA!

Dividendos e JCP: Banco do Brasil (BBAS3) anuncia pagamento de R$ 781 milhões em proventos; confira prazos

26 de agosto de 2022 - 18:54

A distribuição do montante será feita em antecipação ao terceiro trimestre de 2022, de acordo com informações do próprio banco

Market Makers

Banco do Brasil (BBAS3) está ‘ridiculamente barato’, diz Sara Delfim, da Dahlia

25 de agosto de 2022 - 18:00

Analista e sócia-fundadora da Dahlia Capital, Sara Delfim retorna ao Market Makers ao lado de Ciro Aliperti, da SFA Investimentos, para detalhar suas teses de investimento

Hora de comprar

Ação do Banco do Brasil (BBAS3) ainda está barata e Itaú BBA revisa preço-alvo para cima

23 de agosto de 2022 - 11:40

Destaque da temporada de balanços, o Banco do Brasil conta com recomendação de compra de suas ações da ampla maioria dos analistas

MENOS LUCRO

Lula fala em enquadrar Banco do Brasil (BBAS3) e quer lucro menor que concorrentes privados

17 de agosto de 2022 - 17:09

Líder nas pesquisas, Lula disse que, em um eventual novo governo, irá “orientar” o Banco do Brasil; ações BBAS3 fecham em queda

BOMBOU NAS REDES

Banco do Brasil ‘vence’ Bradesco em rentabilidade e ações disparam 53% no ano — estatal ainda pagará R$ 2 bilhões em dividendos e analista alerta: BBAS3 supera Nubank (NUBR33)

15 de agosto de 2022 - 13:49

Após resultados fortíssimos no segundo trimestre, as ações do Banco Brasil estão em disparada. Descubra se vale a pena comprar os papéis

SEXTOU COM O RUY

Investir em estatal vale a pena? Uma reflexão sobre como o Banco do Brasil (BBAS3) subverteu as máximas dos manuais de investimentos

12 de agosto de 2022 - 5:57

Banco do Brasil (BBAS3) negocia com múltiplos baixos demais para a qualidade dos resultados que tem apresentado e ainda guarda um bom potencial de valorização

MISSÃO CUMPRIDA

Banco do Brasil tem lucro de R$ 7,8 bilhões no 2T22 e cumpre promessa de se equiparar a bancos privados em rentabilidade

10 de agosto de 2022 - 19:12

Lucro do Banco do Brasil aumentou 54,8% em relação ao mesmo período de 2021 e rentabilidade sobre o patrimônio líquido superou a do Bradesco

BALANÇO

BB Seguridade tem salto no lucro e anuncia data para pagar dividendos; banco recomenda compra de BBSE3

8 de agosto de 2022 - 12:06

A holding de seguros do Banco do Brasil lucrou R$ 1,4 bilhão no segundo trimestre e vai distribuir mais de R$ 2 bilhões em dividendos no dia 29 de agosto

A NATA DA B3

Suzano (SUZB3) ou Klabin (KLBN11): veja qual empresa de papel é a ação mais recomendada para julho — e confira as principais indicações das corretoras

5 de julho de 2022 - 7:03

O candidato ideal para substituir o plástico e atrair um mercado que valoriza cada vez mais a agenda ESG é o principal produto da ação mais recomendada para julho

SEGURO AGRO É POP?

Banco do Brasil (BBAS3) e BB Mapfre criam plataforma digital para o agronegócio

27 de junho de 2022 - 10:17

A Broto será focada na cadeia produtiva do setor, aproveitando a proximidade do Banco do Brasil (BBAS3) com o segmento

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar