O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Enquanto boa parte das ações das novatas amarga perdas pesadas, gestores e analistas avaliam que é possível separar o joio do trigo e encontrar ativos de qualidade por um preço baixo; confira as principais apostas
Em uma maré ruim — seja da vida ou do mercado — é natural que o ser humano seja instantaneamente tomado por um sentimento de que tudo vai mal e não há conserto. Afinal, quem nunca? Mas pelo menos na bolsa o melhor momento de fazer um bom investimento e surfar uma boa onda costuma ser justamente quando ninguém está disposto a entrar na água.
Para os especialistas, esse pode ser o caso da safra de IPOs de 2020 e 2021, ou pelo menos de alguns dos 73 novos nomes que estrearam na B3 na fase de euforia com os juros baixos no país.
Enquanto boa parte das ações das novatas amarga perdas pesadas em relação às cotações da abertura de capital, gestores e analistas avaliam que é possível separar o joio do trigo e encontrar ativos de qualidade por um preço baixo.
Alguns exemplos são Rede D’Or (RDOR3) e Petz (PETZ3), citadas por profissionais do mercado como exemplos de papéis que, apesar da queda desde o IPO — baixa de 41,7% e de 16,9%, respectivamente — ainda oferecem bons fundamentos e devem ter uma reversão de cenário em algum momento.
A Vamos (VAMO3), que atua no ramo de aluguel de caminhões, ônibus, máquinas e equipamentos agrícolas, também é apontada como uma das oportunidades na bolsa, mas é exceção em termos de preço — desde o IPO, ela subiu 130,8%.
Marcelo Ornelas, gestor de renda variável da Kínitro Capital, afirma que hoje possui uma pequena parcela dos papéis da Petz na carteira. Além dela, também gosta de outras novatas, como Smart Fit (SMFT3).
Leia Também
A rede de academias acumula queda de mais de 40% desde o IPO, em julho do ano passado, mas o gestor aponta que que a empresa deve se aproveitar de datas boas para a conquista de novos clientes, como os meses que antecedem o verão e o Carnaval.
"São datas importantes que foram afetadas pela pandemia nos últimos anos, mas a partir de agora as perspectivas são boas", diz Ornelas.
O gestor aponta que também tem bastante confiança em Orizon (ORVR3) e Grupo GPS (GGPS3), com ambas presentes em seu portfólio. No caso da Orizon, a principal aposta é de que a companhia aproveite o marco do saneamento para expandir seus negócios, já que trabalha com gestão de resíduos.
Outros gestores e analistas também destacaram a Ambipar (AMBP3), que atua no mesmo segmento da Orizon e vem enfileirando aquisições com o dinheiro captado no IPO, em julho de 2020.
“Orizon e Ambipar são bons nomes porque têm negócios que crescem e conseguem fazer aquisições também”, diz Danielle Lopes, sócia e analista de ações da Nord Research.
A Moura Dubeux (MDNE3) é outro exemplo de ação que acumula forte queda desde o IPO, mas conta com a confiança dos analistas. Na semana passada, o Santander iniciou a cobertura dos papéis da incorporadora com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 9,50 — potencial de alta de 50,7% considerando o último fechamento.
A exposição da incorporadora a regiões pouco disputadas e a liderança no mercado imobiliário nordestino são dois pontos centrais na tese de investimento do Santander.
Os analistas do banco espanhol apontam, inclusive, que o papel está "barato" com seu valuation de 0,4 vezes P/VPA — o indicador mostra o desconto que um ativo oferece quando comparado com seu valor patrimonial.
Em geral, empresas capazes de gerar receita de maneira constante porque de alguma maneira trabalham com itens de consumo essencial e também ligadas ao agronegócio acabam chamando mais a atenção dos gestores entre essa safra mal sucedida de IPOs.
Não por acaso, as ações dessas empresas estão entre as que possuem melhor desempenho entre as novatas da bolsa. Companhias como 3R Petroleum (RRRP3), Boa Safra (SOJA3), Grupo Vittia (VITT3) e Petrorecôncavo (RECV3) surgem como pontos fora da curva quando comparadas aos demais nomes que foram ao mercado nos últimos anos.
"No caso das petroleiras, ficamos otimistas enquanto o petróleo estiver em patamares elevados", afirma a analista da Nord.
A forte queda das ações das empresas da safra mais recente de IPOs pode até ter aberto uma oportunidade de compra agora, mas não esconde o fato de que algo deu muito errado.
Afinal, por mais difícil que tenha sido o cenário para investimentos de risco nos últimos meses, como explicar perdas que ultrapassam os 80% no valor de mercado de companhias como Mobly (MBLY3; -86,8%), Get Ninjas (NINJ3; -84,3%) e Westwing (WEST3; -80,1%)?
Na avaliação de gestores e analistas, não dá para dizer que tais empresas não possuem futuro ou não valiam tudo isso. O que houve foi um erro de origem, ou seja, no preço que as ações dessas companhias chegaram à bolsa, além de um cenário macroeconômico totalmente imprevisível.
"Claro que pode ter decepção com dados específicos das empresas, mas elas todas vieram ao mercado com preços não realistas e muito inflados, principalmente aquelas do setor de tecnologia, que são negócios mais arriscados e com retornos consistentes no longo prazo", explica Leonardo Rufino, sócio e gestor da Mantaro Capital.
Há também a avaliação de que diversas dessas empresas vieram a mercado antes do tempo. Várias delas sequer passaram por todos os estágios que uma companhia atravessa antes de chegar ao mercado de capitais, como um investimento prévio de um fundo de private equity.
Na prática, esses fundos são responsáveis por investir em empresas de capital fechado e prepará-las para uma eventual abertura de capital no futuro, ganhando depois com a venda dessa participação, que pode ocorrer justamente em um IPO na bolsa.
"São empresas que nem estavam num estágio ou ciclo de negócios suficientemente maduro para buscar dinheiro no mercado dessa maneira.", diz Jorge Oliveira, gestor de renda variável da BlueLine Asset Management.
Apesar dos problemas de algumas empresas estreantes, as perspectivas para os IPOs na bolsa brasileira eram até boas para os anos seguintes. Logo no início de 2021 foram 15 aberturas de capital, que deixaram os investidores na expectativa — será que superaríamos o boom de 2007, quando a B3 bateu um recorde de 64 novas empresas?
Mas de lá pra cá, a promessa de retomada da economia global após a pandemia deu lugar a uma série de novos obstáculos. Entre eles a guerra na Ucrânia, uma recessão global que parece inevitável e talvez aquele que seja o maior problema para o mercado de renda variável: a inflação alta, que obriga os bancos centrais a subirem os juros e, por consequência, tira a atratividade dos investimentos de risco.
No Brasil, a proximidade da eleição também preocupa o mercado, já que o período é marcado pela volatilidade e ainda não há informações sobre o projeto econômico dos dois líderes das pesquisas — Lula e Bolsonaro.
No mercado, é comum alguns especialistas comentarem que o mundo todo errou nas projeções para avaliar o quanto os juros teriam de subir para controlar a inflação generalizada, seja nos países emergentes ou desenvolvidos. E isso também tem atrapalhado a vida de quem foi buscar financiamento via abertura de capital.
Tiago Cunha, gestor de renda variável da ACE Capital, relembra a mudança de trajetória que essas companhias enfrentaram desde então.
"O custo de oportunidade de dinheiro no mundo há dois anos e pouco era bom, com taxas de juros baixíssimas que traziam apetite de risco e dinheiro disponível para investir. Os fundos captavam, tínhamos alta representatividade de ações nas carteiras e isso justificava a quantidade de operações no mercado. Tudo isso mudou", diz.
Para ele, boa parte do movimento de supressão de valor dessas empresas já está bem precificado nos níveis atuais e isso não significa que elas não possuem valor, mas sim que precisarão encontrar um caminho viável para seguir enquanto o mercado em si não encontra um contexto melhor.
Se o valor das empresas que fizeram IPO na bolsa brasileira desde meados de 2020 já caiu demais, é de se esperar que em algum momento eles retornem aos níveis anteriores, certo? Não é bem assim.
É possível sim que algumas dessas companhias consigam recuperar valor, e eu inclusive já mencionei nesta reportagem várias candidatas. Mas considerando que praticamente todos os IPOs da época saíram com preços inflados e mal precificados, as chances de recuperar tais patamares em boa parte dos casos é quase inexistente.
Porém, mesmo aquelas que não estão na lista das mais promissoras podem surpreender. Uma das possibilidades é caso elas consigam usar o dinheiro captado dos sócios na bolsa e que ainda está em caixa para crescer via fusões e aquisições.
"A solução pode ser usar esse dinheiro para comprar outras empresas e trazer negócios com valuation mais barato para dentro de casa, criando um negócio novo com um preço mais justo. Se a empresa tem esse dinheiro e compra num preço bom, isso cria valor para o acionista que entrou no IPO", comenta Jorge Oliveira, gestor de renda variável da BlueLine Asset Management.
Para Marcelo Ornelas, gestor de renda variável da Kínitro Capital, outra condição necessária para que essas empresas consigam recuperar valor é a trajetória das taxas de juros no Brasil e no mundo. Afinal, não dá para falar de fluxo em renda variável com retornos seguros acima de 10% na renda fixa.
"Quando a parte macroeconômica melhorar e tivermos taxas de juros muito baixas outras vez, o cenário também muda. Se ficar muito barato, o investidor compra porque o mercado é cíclico mesmo", diz Ornelas.
Em qual momento as taxas de juros ficarão extremamente baixas outra vez ainda é um mistério, uma vez que nenhum banco central no mundo fala em cortar juros atualmente. Enquanto aqui no Brasil já podemos vislumbrar pelo menos uma pausa no aumento nas próximas reuniões do Copom, em outros países isso não está muito claro.
Seja como for, há poucas dúvidas de que a queda das ações abriu oportunidades preciosas de investimento. Um exemplo curioso do que esse contexto do mercado permitiu aconteceu há poucas semanas com a Locaweb (LSWA3).
Em maio, a General Atlantic, que é uma gestora de private equity — com investimento, principalmente, em empresas de capital fechado — decidiu aproveitar a forte queda das ações para aumentar a participação na empresa de tecnologia.
Com a compra feita diretamente em um leilão na B3, a General Atlantic passou a deter quase 11% dos papéis LWSA3.
Outro exemplo recente de negócio envolvendo empresas listadas foi a oferta anunciada pelo fundo Mubadala pelo controle da operação brasileira do Burger King (BKBR3).
"Com o preço atraente, não faz sentido olhar para venture capital agora se há oportunidades como essa com maior liquidez", afirma o gestor da Kínitro Capital.
Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril
Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda
O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional
XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo
Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital
Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento
Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período
Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã
Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental
Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda
Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica
Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas
Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG
Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom
Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira
Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano
Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities
CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas