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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

COMPRAR OU VENDER

Não é tão queridinha assim? Bank of America rebaixa e corta preço-alvo da Weg — saiba se é hora de pular fora de WEGE3

Potencial de valorização da empresa baixou para 12%. No mês, os papéis acumulam queda de 6,5%, mas no ano há ganho de 18%.

Carolina Gama
29 de novembro de 2022
17:43 - atualizado às 12:58
Comprar ou vender Weg WEGE3
Imagem: Shutterstock/Montagem: Maria Eduarda Nogueira.

Há alguns meses, a Weg foi considerada a empresa com mais chance de se beneficiar com a crise de energia na Europa e a com a guerra de Vladimir Putin contra a Rússia. Mas parece que o cenário mudou — e WEGE3 já não tem mais tanto espaço para continuar a escalada de ganhos como antes. 

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Pelo menos é isso que acha o Bank of America (BofA), que rebaixou a recomendação das ações para neutra e cortou o preço-alvo de R$ 44 para R$ 42, o que representa um potencial de valorização de 12% com relação ao fechamento de segunda-feira (29). 

Os papéis da Weg fecharam hoje em alta de 0,56%, cotados a R$ 37,71. No mês, no entanto, WEGE3 acumula baixa de 6%; no ano, o ganho é de 18%. 

Não há mais espaço para a Weg (WEGE3)?

O múltiplo de preço/lucro (P/E) das ações da Weg (WEGE3) saltou para 32 vezes, sendo que, há alguns meses, estava em torno de 29 vezes — níveis muito acima da média histórica para o papel, de 25 vezes. 

Nas projeções do BofA, a tendência agora é que a receita da empresa desacelere em 2023 na comparação com os anos anteriores e que, após o recente bom desempenho, as ações da Weg não tenham mais espaço para manter o ritmo, pelo menos nos próximos 12 meses. 

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Dois fatores principais explicam essa possível desaceleração da companhia em 2023, segundo o Bank of America: 

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  • Várias divisões da Weg alcançaram um platô de curto prazo, devido a uma demanda mais fraca ou ao atingimento da capacidade máxima das plantas;
  • Repasse parcial dos aumentos de custos de matérias-primas para os consumidores nos próximos trimestres.

Pedidos firmes, mas exterior fraco

Assim como outras empresas que atuam em nível global, a Weg (WEGE3) não deve escapar dos efeitos de uma economia mundial em desaceleração, segundo o BofA. 

Enquanto a carteira de pedidos de produtos de ciclo longo da Weg permanece robusta ao longo de 2023 — cerca de 35% da receita consolidada —, a força da demanda de produtos de ciclo curto — cerca de 65% da receita — depende da economia global.

Segundo o banco, se as incertezas aumentam lá fora, o crescimento pode ser impactado e surpreender negativamente. 

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Vale lembrar que a própria Weg alertou no terceiro trimestre que já percebeu menos pedidos de países europeus específicos, embora ainda não seja relevante. A Europa representa de 14% a 15% da receita da empresa — a grande maioria é proveniente de exportações do Brasil e da China. 

No longo prazo, o BofA espera que a Weg continue registrando forte crescimento de receita, expandindo a presença de seu portfólio, bem como ganhando participação em mercados no exterior. 

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