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Poderá receber o pagamento de R$ 0,34552 por papel BBAS3 o investidor que possuir ações da companhia em 12 de dezembro
O Banco do Brasil (BBAS3) anunciou nesta segunda-feira (28) que vai antecipar os proventos do quarto trimestre e distribuirá R$ 985,98 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP) a seus acionistas já no próximo mês.
O montante corresponde ao valor de R$ 0,34552 por ação BBAS3, mas vale relembrar que o JCP está sujeito à retenção de Imposto de Renda (IR) na fonte.
Terão direito a receber o pagamento os investidores que estiverem na base acionária da companhia em 12 de dezembro.
Depois da data de corte, os papéis passarão a ser negociados "ex-direitos" e sofrerão por um ajuste na cotação.
Isto é, o investidor pode optar por comprar os papéis até a data limite e receber a remuneração ou esperar pelo dia 13 do próximo mês e adquirí-los por um valor menor, mas sem o direito aos JCP.
Como não haverá movimentações na central de depósitos de renda variável da B3 em 30 de dezembro, o Banco do Brasil fará o pagamento dos proventos no dia 29 do mesmo mês.
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Há poucas semanas, o JP Morgan decidiu fazer uma análise dos bancos brasileiros na temporada de balanços, incluindo o Banco do Brasil (BBAS3), o Bradesco (BBDC4) e o Nubank — e o resultado mostra o banco digital em uma possível situação mais favorável do que a dos grandes bancos.
Os analistas consideraram o saldo das operações de crédito que passaram a ser inadimplentes acima de 90 dias no trimestre, o NPL creation, no termo em inglês.
Trata-se de um número diferente do índice de inadimplência comum, que consiste no saldo da carteira vencida há mais de 90 dias dividido pelo total da carteira de crédito.
Considerando o NPL creation, o Nubank estaria até melhor que o Bradesco e o Banco do Brasil no segmento de consumo.
Vale destacar que o banco fez adaptações na análise da inadimplência e ressalta que a metodologia tem algumas limitações, uma vez que as métricas de cada banco são diferentes.
De acordo com o JP Morgan, sem um ajuste de mix de produtos e público, o Nubank registra um desempenho pior da inadimplência do que os grandes bancos.
Fazendo um ajuste que exclui hipotecas e folha de pagamento, o Bradesco e o Banco do Brasil aparecem com inadimplência pior do que o Nubank, segundo o JP Morgan.
“Em suma, quando verificamos os empréstimos para pessoas físicas ajustados pelo mix, vemos Bradesco e Banco do Brasil gravitando em torno de 14-15% de perdas contra 11% do Nubank”, disse o banco, em relatório.
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
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