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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

ALÔ, ACIONISTA

Vem provento por aí: Banco do Brasil (BBAS3) vai pagar R$ 985 milhões em JCP; saiba quem terá direito à bolada

Poderá receber o pagamento de R$ 0,34552 por papel BBAS3 o investidor que possuir ações da companhia em 12 de dezembro

Camille Lima
Camille Lima
28 de novembro de 2022
9:27
Banco do Brasil concurso

O Banco do Brasil (BBAS3) anunciou nesta segunda-feira (28) que vai antecipar os proventos do quarto trimestre e distribuirá R$ 985,98 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP) a seus acionistas já no próximo mês.

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O montante corresponde ao valor de R$ 0,34552 por ação BBAS3, mas vale relembrar que o JCP está sujeito à retenção de Imposto de Renda (IR) na fonte.

Terão direito a receber o pagamento os investidores que estiverem na base acionária da companhia em 12 de dezembro.

Depois da data de corte, os papéis passarão a ser negociados "ex-direitos" e sofrerão por um ajuste na cotação.

Isto é, o investidor pode optar por comprar os papéis até a data limite e receber a remuneração ou esperar pelo dia 13 do próximo mês e adquirí-los por um valor menor, mas sem o direito aos JCP.

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Como não haverá movimentações na central de depósitos de renda variável da B3 em 30 de dezembro, o Banco do Brasil fará o pagamento dos proventos no dia 29 do mesmo mês.

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Há poucas semanas, o JP Morgan decidiu fazer uma análise dos bancos brasileiros na temporada de balanços, incluindo o Banco do Brasil (BBAS3), o Bradesco (BBDC4) e o Nubank — e o resultado mostra o banco digital em uma possível situação mais favorável do que a dos grandes bancos.

Os analistas consideraram o saldo das operações de crédito que passaram a ser inadimplentes acima de 90 dias no trimestre, o NPL creation, no termo em inglês.

Trata-se de um número diferente do índice de inadimplência comum, que consiste no saldo da carteira vencida há mais de 90 dias dividido pelo total da carteira de crédito.

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Considerando o NPL creation, o Nubank estaria até melhor que o Bradesco e o Banco do Brasil no segmento de consumo.

Vale destacar que o banco fez adaptações na análise da inadimplência e ressalta que a metodologia tem algumas limitações, uma vez que as métricas de cada banco são diferentes.

De acordo com o JP Morgan, sem um ajuste de mix de produtos e público, o Nubank registra um desempenho pior da inadimplência do que os grandes bancos.

Fazendo um ajuste que exclui hipotecas e folha de pagamento, o Bradesco e o Banco do Brasil aparecem com inadimplência pior do que o Nubank, segundo o JP Morgan.

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“Em suma, quando verificamos os empréstimos para pessoas físicas ajustados pelo mix, vemos Bradesco e Banco do Brasil gravitando em torno de 14-15% de perdas contra 11% do Nubank”, disse o banco, em relatório.

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