Em busca de expansão, Oncoclínicas (ONCO3) cria joint venture com a Unimed Nacional para tratamento de câncer
Novo negócio aumenta consideravelmente a capilaridade da Oncoclínicas (ONCO3), que terá oportunidade de atingir os 18,5 milhões da parceira em todo o Brasil

Em um setor que não para de se movimentar, a Oncoclínicas (ONCO3) acaba de criar uma joint venture com a Unimed Nacional. A união vai ampliar consideravelmente a atuação das duas empresas, já que permitirá que todas as 340 cooperativas médicas da Unimed tenham parcerias com a Oncoclínicas no tratamento de câncer.
Antes, a parceria entre ambas era mais limitada e voltada ao desenvolvimento do mesmo modelo. Agora, ele será replicado em todo o país.
Nesse caso, a Oncoclínicas — que detém 50,1% do capital da JV — poderá, por exemplo, atuar em mercados onde ainda não opera, aumentando sua capilaridade. E a demanda também é garantida, uma vez que a Unimed já conta com pelo menos 18,5 milhões de clientes no Brasil.
De acordo com o comunicado arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), isso não quer dizer que qualquer Unimed terá os serviços de gestão oncológica feita a partir da parceria. Cada cooperativa que integra o sistema irá decidir se deseja participar desse novo modelo, já que elas trabalham de maneira independente.
Assim, caso uma Unimed regional queira contar com a parceria da Oncoclínicas, será criada uma nova joint venture específica, que terá a Unimed Nacional e a JV criada pelas duas empresas a nível nacional como sócias.
Com cada unidade podendo decidir se o negócio faz sentido ou não, a participação — de 50,1% para a Oncoclínicas e 49,99% para a Unimed — na estrutura da joint venture recém-criada também pode ser alterada. Isso porque a alocação de capital necessária para as futuras parcerias e seus acordos comerciais pode mudar.
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A finalização do acordo ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Oncoclínicas (ONCO3) em ritmo acelerado
Além de parceria com a Unimed, só neste ano a Oncoclínicas (ONCO3) já firmou duas aquisições no mercado, avançando na expansão da jornada de prevenção e cuidados oncológicos.
Em janeiro, ela comprou o laboratório Microimagem por R$ 8 milhões. No mês seguinte, foi a vez de levar a clínica Cemise, com atuação no Sergipe, por aproximadamente R$ 150 milhões.
Neste ano, ela também conseguiu concluir a compra da rival Unity, que custou R$ 1,1 bilhão, além de comprar 49% da espanhola Medsir por 5,75 milhões de euros.
As ações ONCO3
Os papéis ONCO3 reagem positivamente ao anúncio feito pela empresa. Às 11h21, as ações operavam em alta de 1,13%, cotadas a R$ 7,18. No ano, a baixa é de 36,26%, enquanto no mês o ativo sobe 12,2%.

De acordo com dados compilados pela plataforma TradeMap, das nove recomendações existentes para o papel, oito são de compra e um é de manutenção.
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