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O preço do novo produto ainda não foi oficialmente divulgado pela companhia, mas, segundo agência de notícias, o valor estudado varia entre US$ 7 a US$ 9 por mês
O aniversário da Netflix (NFLX34) é hoje, mas o presente parece ser dos assinantes da plataforma de streaming. Se uma das maiores queixas envolvendo a empresa era sobre o alto custo de seus planos de assinatura, agora a companhia parece ter encontrado a solução.
A ideia de lançar uma versão acessível e baseada em anúncios foi divulgada pela companhia em abril deste ano. “Sou um grande fã da escolha do consumidor, e permitir que consumidores que gostariam de ter um preço mais baixo e são tolerantes à publicidade consigam o que querem faz muito sentido”, afirmou o co-CEO da Netflix, Reed Hastings.
Pouco depois de um mês desde o anúncio da parceria com a Microsoft para impulsionar as vendas e gerenciar a publicidade, a empresa começou a avaliar os novos preços que irá cobrar em seu “plano mais barato”, suportado por anúncios.
A versão “acessível” do aplicativo contaria com quatro minutos de comerciais por hora, antes e durante os programas, disseram fontes familiarizadas com os planos da empresa à agência de notícias Bloomberg.
Além disso, ao contrário dos planos atuais disponibilizados pela Netflix, a opção mais barata não permite que os usuários baixem conteúdos em seus aparelhos para visualizar de modo offline.
O preço do novo produto da Netflix ainda não foi oficialmente divulgado pela companhia, mas, segundo a reportagem da Bloomberg, o valor estudado deve variar entre US$ 7 a US$ 9 por mês.
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Vale destacar que ainda não é possível determinar quanto a nova versão com anúncios custará por aqui.
O novo preço do plano equivaleria a aproximadamente metade do custo da assinatura mais popular da plataforma, a opção Standard, que hoje está a US$ 15,49 por mês. No Brasil, o mesmo plano — que permite a transmissão de conteúdo em duas telas por vez — está por R$ 39,90.
O plano básico, que possui uma menor qualidade de imagem e permite apenas uma transmissão por vez, custa US$ 9,99 por mês. Para termos de equivalência, por aqui, a mesma assinatura está a R$ 25,90.
Enquanto isso, o preço da opção Premium, com alta definição e transmissão de conteúdo em quatro telas simultaneamente, é de US$ 19,99. Aqui, custa R$ 55,90.
Apesar de a Netflix completar apenas 25 anos nesta segunda-feira (29) — isto é, no alto de sua juventude —, a companhia hoje passa por uma crise de meia-idade, com problemas para enxergar o futuro que a espera daqui um tempo.
Isso porque a gigante dos streamings enfrenta uma queda no número de assinantes em meio à crescente e feroz concorrência no setor.
Apesar de a queda nos usuários ter vindo abaixo das fracas projeções da empresa para o segundo trimestre, a companhia viu cerca de 1 milhão de clientes deixarem de assinar o serviço entre abril e junho deste ano.
De acordo com analistas, a orientação da Netflix para os números de assinantes nos próximos trimestres será ainda mais relevante do que o último resultado.
Isso porque, na análise dos especialistas, outra previsão de perdas de assinantes poderia fazer com que as ações da empresa entrassem em uma espiral de perdas.
Segundo estimativas da StreetAccount, analistas esperam um aumento de 1,8 milhão de assinantes entre julho e setembro, à medida que o portfólio de conteúdo da Netflix cresce e preocupações com os reajustes de preços diminuem.
Ao mesmo tempo em que a Netflix aliviou parte das preocupações em relação ao setor de streaming, a Disney (DISB34) também superou as expectativas do mercado sobre o resultado do segundo trimestre.
Entre abril e junho, o número de novos assinantes do Disney+ foi de 14,4 milhões, contra as projeções de 10 milhões de adições feitas pelos analistas de Wall Street.
O total de assinaturas da plataforma chegou a 152,1 milhões, avanço de 31% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Na ponta oposta, a criadora do Mickey Mouse ainda revelou os novos preços para seus planos de streaming, incluindo uma versão apoiada por publicidade — como a anunciada pela Netflix —, porém mais cara do que o plano atual.
A partir de 8 de dezembro, o Disney+ com comerciais custará US$ 7,99 por mês nos Estados Unidos — valor atualmente cobrado pela plataforma sem anúncios.
O preço do Disney+ sem anúncios aumentará 38%, para US$ 10,99 — um reajuste de US$ 3 mensais.
*Com informações de Business Insider
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