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Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

BALANÇO

Méliuz (CASH3) aprofunda prejuízo com R$ 18 milhões negativos no resultado do terceiro trimestre; confira os destaques da companhia

Já a receita líquida cresceu 64% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, 24% na comparação com o 2T22 e chegou a R$ 97,8 milhões

Larissa Vitória
Larissa Vitória
8 de novembro de 2022
18:37 - atualizado às 19:18
Celular com logo da Méliuz na tela branca
Imagem: Shutterstock

Nós já te contamos aqui que a Méliuz (CASH3) foi do céu ao inferno desde sua oferta inicial de ações, há poucos mais de dois anos. E, segundo indica o balanço divulgado nesta terça-feira (8), a empresa de cashback deve continuar no mundo inferior por mais um trimestre.

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A companhia registrou prejuízo líquido de R$ 18 milhões no terceiro trimestre, aprofundando o prejuízo de R$ 2,9 milhões do mesmo período do ano passado. O resultado, porém, é 36% menor que o reportado no trimestre imediatamente anterior.

A situação é a mesma para o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, da sigla em inglês): o indicador ficou negativo em R$ 40,3 milhões, ante R$ 9,3 milhões também negativos no 3T21, mas melhorou 23% na base trimestral.

Já a receita líquida cresceu 64% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, 24% na comparação com o 2T22 e chegou a R$ 97,8 milhões.

Serviços financeiros

O terceiro trimestre foi o primeiro no qual o novo aplicativo da Méliuz esteve disponível para todos os usuários. O número de contas digitais acumuladas cresceu 49% em relação ao segundo trimestre deste ano e chegou a um total de 1,7 milhão.

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Houve também um avanço de 546% na frente de cartões de créditos emitidos, com 23,5 mil. Já o salto do volume transacionado (TPV) foi ainda maior, de 697%, para R$ 57,1 milhões.

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"Estamos satisfeitos com os resultados e reafirmamos nossa posição de sermos conservadores na concessão de crédito, aumentando gradativamente o número de usuários que terão acesso ao produto", destaca a administração da companhia em comunicado.

Ainda assim, a receita líquida de serviços financeiros caiu para R$ 4,7 milhões, contra os R$ 8,6 milhões registrados no 3T21. A Méliuz afirma que a redução "já era esperada" e reflete a despriorização do cartão co-branded.

Méliuz (CASH3) estuda IPO para Bankly

Por falar em serviços financeiros, a Méliuz trouxe outras novidades para os acionistas recentemente. A empresas comunicou ao mercado no final do mês passado que está estudando uma possível segregação das operações do Bankly por meio de uma listagem das ações (IPO) como companhia independente.

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"O propósito da potencial transação é liberar o pleno potencial dos negócios de soluções de pagamento e banking da Companhia, permitindo que operem de forma autônoma, com administração separada e foco nos seus respectivos modelos de negócios e oportunidades de mercado", disse a Méliuz em fato relevante publicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

No documento, a Méliuz aponta que a transação, se concretizada, permitirá acesso direto ao mercado de capitais e outras fontes de financiamento a cada um dos negócios da companhia.

Vale relembrar que a empresa comprou o Bankly em maio de 2021, em uma operação que envolveu apenas troca de ações. Na transação, os acionistas do Bankly - que, na época, se chamava Acesso Bank - ficaram com 8% da empresa de cashback.

Foi com essa aquisição que a Méliuz pôde trazer para dentro do seu app alguns serviços financeiros. Hoje é possível, por meio do app, não apenas fazer compras e coletar cashback, mas fazer Pix, carregar créditos no celular, pagar boletos, negociar bitcoin e até pedir empréstimo pessoal.

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A Méliuz também lançou um cartão de crédito próprio após o sucesso da parceria com o Banco Pan, que oferecia cartões co-branded.

A empresa ressalta que a transação ainda depende da conclusão do estudo e, posteriormente, das aprovações de acionistas, credores e órgãos reguladores. Para tocar o estudo, a Méliuz contratou o banco de investimento Lazard como assessor financeiro e o escritório Pinheiro Neto Advogados como assessor jurídico.

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