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O valor de firma (enterprise value) estimado para 100% do Hospital Santa Clara é de R$ 234 milhões, incluindo o imóvel do hospital e o endividamento
Muitas pessoas costumam continuar em ritmo de feriado após folgar no trabalho, mais desaceleradas e tranquilas — definitivamente, isso não faz parte do ritmo seguido pelo Mater Dei (MATD3).
A pausa de Carnaval mal acabou e a empresa já retomou os trabalhos a todo o vapor, fechando sua terceira compra de 2022 e a sexta desde o IPO. Ontem (02), a companhia anunciou a aquisição de mais um hospital em Uberlândia.
O negócio envolve a compra de participação entre 75% e 80% do Hospital e Maternidade Santa Clara (HSC), um dos hospitais mais tradicionais da cidade mineira.
O valor de firma (enterprise value) estimado para 100% do HSC é de R$ 234 milhões — o montante inclui o imóvel do hospital em si e o endividamento do Santa Clara. O múltiplo da transação foi de R$ 1,35 milhão por leito.
A transação ainda estabelece que a maioria dos médicos sócios do HSC devem permanecer em suas posições.
Vale lembrar que a conclusão da operação ainda está sujeita ao cumprimento de condições precedentes, como a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
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O objetivo desta aquisição é fortalecer o hub de assistência médico-hospitalar da companhia na região do Triângulo Mineiro e também Centro-Oeste, bem como aumentar as sinergias geográficas e operacionais.
Isso porque, com o HSC, o Mater Dei amplia sua presença regional, que começou com a compra do Hospital Santa Genoveva e do CDI, em Uberlândia (MG), seguida do Hospital Premium, em Goiânia (GO).
“Estamos dando prosseguimento à nossa estratégia de fortalecer a marca Mater Dei em Uberlândia, consolidando a nossa atuação que foi iniciada com a aquisição do Hospital Santa Genoveva e do Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI)”, disse Henrique Salvador, presidente da Rede Mater Dei.
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A compra é bem vista pelo analistas do Goldman Sachs, que se mostraram otimistas com a estratégia do Mater Dei em aumentar a presença na região Centro-Oeste do país.
"Em nossa visão, diversificar sua exposição geográfica será fundamental para que o Mater Dei possa diluir o risco de concorrência", afirmou o banco em relatório.
Apesar do negócio ser positivo, segundo os analistas, o múltiplo de transação de R$ 1,35 milhão por leito ficou levemente abaixo da mediana de fusões e aquisições hospitalares desde 2020.
Mesmo assim, o banco mantém a recomendação de compra de MATD3, com preço-alvo de R$ 23 por papel. O valor representa um potencial de valorização de 46,5% em relação à cotação da ação no último fechamento, de R$ 15,70.
"Vemos como uma proposta atraente de risco-recompensa, considerando a qualidade de alto nível do ativo e as perspectivas de crescimento de orgânico e inorgânico".
O Hospital Santa Clara (HSC), fundado em 1949, é um hospital geral de alta complexidade, reconhecido como um dos mais tradicionais de Uberlândia (MG).
O hospital possui uma estrutura de mais de 10 mil metros quadrados, incluindo áreas de pronto atendimento, unidades de terapia intensivas (UTIs), centro cirúrgico e obstétrico e outras.
Sua equipe é composta por mais de 700 funcionários, além de um corpo clínico de 400 médicos, que atendem mais de 40 especialidades.
O HSC reportou uma receita líquida de R$ 137 milhões no período de 12 meses encerrado em outubro de 2021.
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