🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Flavia Alemi

Flavia Alemi

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pela FIA. Trabalhou na Agência Estado/Broadcast e na S&P Global Platts.

Bom resultado

Lucro do Itaú (ITUB4) vem dentro do esperado, mas despesas com provisões crescem

Lucro do Itaú (ITUB4) ultrapassou R$ 8 bilhões, mas ainda ficou abaixo do estrelado Banco do Brasil (BBAS3). Confira os números

Flavia Alemi
Flavia Alemi
10 de novembro de 2022
18:19 - atualizado às 15:13
Agência do Itaú (ITUB4); o banco acertou a compra de 35% da corretora Avenue
Imagem: Shutterstock

Na corrida pelo título de melhor resultado entre os bancos, o Itaú (ITUB4) acabou ficando em segundo lugar. O lucro líquido gerencial da instituição chegou a R$ 8,079 bilhões no terceiro trimestre de 2022, o que representa um aumento de 19,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Houve aumento também na comparação com o segundo trimestre, mas de 5,2%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas o montante ainda ficou abaixo do Banco do Brasil (BBAS3), que obteve lucro ajustado de R$ 8,360 bilhões no terceiro trimestre e foi a grande estrela do período.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) do Itaú, uma medida importante da saúde dos bancos, cresceu para 21%, vindo de 20,8% no segundo trimestre e de 19,7% no mesmo período do ano passado. Houve, ainda, aumento da carteira de crédito total, que alcançou R$ 1,111 trilhão.

Confira a cobertura dos grandes bancos:

E todo esse crescimento foi possível com deterioração mínima da inadimplência, que cresceu apenas 0,1 ponto percentual em relação ao trimestre passado, para 2,8%.

O resultado do Itaú se descolou em grande medida do Bradesco (BBDC4), que nesta semana reportou um verdadeiro tombo no lucro e no ROE, além de uma inadimplência feroz que ainda não atingiu o pico. O resultado se refletiu numa queda de 17% da ação no pregão do dia seguinte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Margem com clientes sobe, mas com mercado despenca

O aumento consistente do lucro do Itaú foi motivado pelo aumento da margem financeira com clientes, que cresceu 6,4% no trimestre e 33% na comparação com o mesmo período de 2021.

Leia Também

A margem com o mercado, no entanto, caiu 20,6% no trimestre devido a menores ganhos na tesouraria da América Latina. Este pode ser um ponto de atenção que pode desagradar investidores e analistas.

Itaú aumenta provisões contra inadimplência

A expansão contínua da carteira de crédito, com maior originação em produtos de crédito ao consumo e sem garantias, estimulou também um crescimento das despesas de provisão contra calotes, que saltaram 49,8% na comparação com o mesmo período de 2021 e 5,9% no trimestre.

O índice de cobertura, por sua vez, chegou a 215%, queda de 3 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No terceiro trimestre, a inadimplência total, isto é, as dívidas vencidas há mais de 90 dias, subiu de 2,7% para 2,8% entre os trimestres, uma deterioração pequena, se comparada a outros pares.

O índice total considera a inadimplência de toda a operação do Itaú no Brasil e na América Latina, o que notadamente puxa o número para baixo. Separando o índice, é possível verificar que a inadimplência apenas no Brasil está mais forte e chegou a 3,2%, uma alta de 0,2 ponto percentual entre trimestres.

Já na América Latina, a inadimplência está em trajetória de queda e encerrou setembro em 1,3%, 0,4 ponto percentual a menos que no trimestre encerrado em junho.

Venda de carteiras

Além do aumento das provisões, o Itaú promoveu a venda de carteiras ativas sem retenção de riscos com valor de face de R$ 606 milhões. Essa venda trouxe impacto positivo de R$ 53 milhões no custo do crédito.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Do total, R$ 437 milhões referem-se a uma carteira de pessoas físicas que estava com atraso superior a 90 dias, dos quais R$ 269 milhões ainda se encontrariam ativos ao final de setembro de 2022, não fosse a venda.

Os R$169 milhões restantes correspondiam a carteiras ativas em dia e com atraso curto de pessoas jurídicas, e não trouxeram impacto material nos indicadores de inadimplência.

Carteira de crédito do Itaú aumenta

Como dito acima, a carteira de crédito do Itaú se expandiu, puxada, principalmente, pelo segmento de pessoas físicas. Essa carteira cresceu 3,4% no trimestre, impulsionada pelos créditos pessoal, imobiliário e consignado. Em 12 meses, a carteira desse segmento cresceu 27%, com destaque para crédito pessoal, cartão de crédito e crédito imobiliário.

A carteira de pessoas jurídicas, cuja inadimplência costuma ser historicamente menor que a de pessoas físicas, cresceu a um ritmo mais lento, apenas 1,9% no trimestre e 13,8% em 12 meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Receitas estáveis

Quanto às receitas de prestação de serviços e seguros, houve, praticamente, estabilidade no trimestre. De acordo com o Itaú, as receitas maiores com cartões e seguros não foram suficientes para superar o impacto da queda de faturamento com banco de investimento e administração de recursos. No total, essas receitas chegaram a R$ 12,250 bilhões, queda de 0,2% no trimestre e de 5,9% na comparação com o mesmo período de 2021.

Falando especificamente das receitas com serviços de conta corrente, houve queda de 3,7% no trimestre e de 4,5% em 12 meses, o que, segundo o Itaú, foi resultado de uma agenda proativa do banco que tem aumentado isenções e reduções nos valores cobrados dos clientes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VAI PAGAR?

Raízen (RAIZ4): S&P Global rebaixa rating para ‘calote seletivo’ após pedido de recuperação de R$ 65 bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 9:43

O plano da Raízen poderá envolver uma série de medidas, como uma capitalização pelos seus acionistas e a conversão de parte das dívidas em participação acionária

RESULTADO

Casas Bahia (BHIA3) corta prejuízo em 82% no 4T25, mas ainda amarga perda bilionária no ano; veja os destaques do balanço

12 de março de 2026 - 7:57

Receita cresce, margens avançam e varejista ganha participação de mercado em meio a avanços no plano de reestruturação

DEPOIS DA RE

Nada é tão ruim que não possa piorar: Citi abandona ações do GPA (PCAR3) e Fitch corta rating

11 de março de 2026 - 19:47

O banco tinha recomendação de venda para o papel, enquanto a agência de classificação de risco rebaixou a nota de crédito da varejista em moeda local de CCC para C

CRESCIMENTO ESTRUTURAL

Já deu para a WEG (WEGE3)? Por que analistas veem menos gatilhos para a ação no curto prazo mesmo com tese positiva

11 de março de 2026 - 19:23

Itaú BBA e Santander mantêm visão positiva para a empresa, citando o ciclo global de investimentos em redes elétricas, mas apontam riscos e pressões no horizonte mais próximo

SD ENTREVISTA

Espaçolaser (ESPA3) tem lucro maior no 4T25, vê ano de virada e quer estar pronta para a volta das small caps na bolsa, diz CFO

11 de março de 2026 - 19:07

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Fabio Itikawa diz que empresa entra em 2026 mais eficiente, menos alavancada e pronta para atrair investidores

VAI PINGAR NA CONTA?

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3) vêm aí — mas há condição para o pagamento aos acionistas

11 de março de 2026 - 18:45

A companhia é afetada pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, com custos do combustível e de frete na linha de frente dos impactos

AMIGOS, AMIGOS, NEGÓCIOS À PARTE

Cobrança de R$ 170 milhões da Casas Bahia empurrou o Grupo Pão de Açúcar para a recuperação judicial; entenda a discussão entre as ex-parceiras

11 de março de 2026 - 17:33

“Hoje, na data do protocolo deste procedimento, a companhia não tem condições de realizar o pagamento sem interromper as suas operações”, disse o Pão de Açúcar

VACAS MAGRAS

Além do Oriente Médio, EUA e China também afetam os frigoríficos e até o preço da carne do seu churrasco

11 de março de 2026 - 15:07

Situação dos rebanhos nos EUA e tarifas da China também afetam o cenário para a carne bovina; JBS, MBRF e Minerva podem sofrer, e, em 2026, o seu churrasco deve ficar ainda mais caro

REESTRUTURAÇÃO FINANCEIRA

Pedido pra cá, pedido pra lá: Quais as diferenças (nem sempre sutis) entre recuperação judicial e extrajudicial

11 de março de 2026 - 14:59

As diferenças estão na forma como essas negociações acontecem e no grau de participação do Judiciário no processo.

AMBIÇÃO GLOBAL

Revolut quer virar “banco de verdade” em 100 países — e acaba de destravar a licença em casa

11 de março de 2026 - 12:48

Fintech recebe licença bancária no Reino Unido e lança oficialmente o Revolut Bank UK, acelerando o plano de se tornar uma plataforma financeira global

RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL

Para quem o GPA (PCAR3) deve R$ 4,5 bilhões? Lista de credores vai de Itaú a Casas Bahia

11 de março de 2026 - 12:45

Varejista entrou em recuperação extrajudicial e suspendeu os pagamentos por 90 dias para tentar reorganizar suas finanças

CAMINHO TORTUOSO

Como a Raízen (RAIZ4) chegou até a recuperação extrajudicial? As discussões que levaram a gigante dos combustíveis a renegociar dívidas de R$ 65 bilhões

11 de março de 2026 - 11:04

A maior produtora global de açúcar e etanol de cana já havia dito que estava avaliando a reestruturação da sua dívida e que uma recuperação extrajudicial estava entre as possibilidades

EM BUSCA DE FÔLEGO

Raízen (RAIZ4) tenta parar o relógio de R$ 65 bilhões em dívidas: empresa pede trégua em pedido de recuperação extrajudicial

11 de março de 2026 - 7:44

Joint venture de Cosan e Shell busca 90 dias de suspensão de pagamentos enquanto negocia reestruturação com bancos e investidores

DE CARA NOVA

De ex-CEO do Banco do Brasil a ex-S&P: os três conselheiros que devem ajudar a acelerar a transformação do Bradesco

10 de março de 2026 - 19:48

A movimentação, que já havia sido antecipada ao mercado no mês passado, traz nomes de peso do setor financeiro para o colegiado

VEREDITO DO MERCADO

A Vale ainda tem espaço para subir mais? O tripé que chama atenção do gringo para os ADRs da mineradora

10 de março de 2026 - 18:15

Analistas do Itaú BBA e do Citigroup reforçam a tese positiva para a mineradora após encontro com o CEO e o diretor de RI da companhia

MRV DAY

MRV (MRVE3) quer pôr uma pedra no ‘problema Resia’ para focar no futuro: “certeza que será maravilhoso”, diz CEO

10 de março de 2026 - 16:43

No MRV Day, gestão contou os planos para acabar de vez com o peso da operação nos EUA. O objetivo é concentrar esforços no mercado brasileiro para impulsionar margens e retorno aos acionistas

SUBIU DEMAIS?

Hora de tirar o pé das Havaianas? Citi rebaixa ação da Alpargatas (ALPA4) após rali de quase 120% na B3

10 de março de 2026 - 14:41

Analistas dizem que o turnaround funcionou — mas o mercado já parece ter colocado essa melhora na conta; veja a tese

CONFIANÇA RENOVADA

Embraer (EMBJ3) pode voar ainda mais alto: JP Morgan eleva preço-alvo e vê potencial de alta de 30%

10 de março de 2026 - 13:09

Banco revisa estimativas após resultados do 4º trimestre e mantém recomendação de compra para a fabricante brasileira de aeronaves

CRISE FINANCEIRA

Cosan (CSAN3) trava queda de braço com Shell sobre capitalização da Raízen (RAIZ4): “Formato atual não resolve”, diz CEO

10 de março de 2026 - 11:58

Cosan diz que modelo proposto não ataca o nó estrutural da Raízen e defende mudanças mais profundas na companhia de energia e combustíveis

TENTATIVA DE RESPIRO

Após rombo bilionário do Master, Banco de Brasília (BRB) tenta captar R$ 8,9 bilhões para reforçar o caixa

10 de março de 2026 - 11:24

Os objetivos do BRB são reforçar a estrutura de capital, fortalecer os indicadores patrimoniais e ampliar a capacidade de crescimento das operações

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar