🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

VOLTA POR CIMA

Embraer engata rota ascendente após crise da covid e rejeição pela Boeing

A retomada global da aviação comercial beneficiou não só a aviação comercial da Embraer, que hoje é responsável por um terço das receitas, mas também a divisão de serviços da empresa

Estadão Conteúdo
6 de fevereiro de 2022
15:39 - atualizado às 16:14
Jato Praetor 500, da Embraer - Imagem: Divulgação

A tormenta vivida pela Embraer em 2020 foi violenta. Poucas empresas sofreram tanto quanto a fabricante de aviões, que assistiu à demanda do setor despencar enquanto seus clientes estacionavam suas frotas em todo o mundo conforme países adotavam medidas de distanciamento social para conter a covid. Dois meses após o início dessa crise, a companhia sofreu outro golpe, com a Boeing desistindo de comprar sua divisão de aviação comercial. O resultado foi uma queda de 55% nas ações da Embraer e um prejuízo de R$ 1,5 bilhão no ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas, tão rápido quanto afundou, a Embraer parece estar se recuperando. No ano passado, ainda em meio à pandemia, a empresa registrou um lucro trimestral (entre abril e junho) - o que não acontecia desde o mesmo período de 2018. Ainda teve a maior alta da B3. Enquanto o Ibovespa caiu 12% em 2021, a Embraer subiu 180%.

Apesar de, no início de 2022, o desempenho da companhia na Bolsa ser negativo, com queda acumulada de 23,5%, o clima entre os analistas da empresa é de otimismo. A XP vê espaço para as ações negociadas no Brasil se valorizarem 44%. Já para os papéis comercializados nos Estados Unidos, o Itaú vê potencial de alta de 47% até o fim do ano; o BTG, de 40% e o Citi, de 22%.

"O que me faz ficar positivo é que não vejo o preço atual da ação refletindo, ao mesmo tempo, a retomada da aviação comercial e a inovação com o 'carro voador'. Talvez um desses fatores esteja no preço, mas não os dois", diz o analista Lucas Laghi, da XP.

Aviação comercial

A recuperação da aviação comercial no mundo foi liderada pelo mercado regional, de aviões com até 150 lugares e no qual a Embraer é líder. Com capacidade para 88 assentos, o modelo E175 praticamente não tem concorrente hoje. Em 2020, pior ano da crise da pandemia, 73% dos aviões comerciais entregues pela empresa eram desse modelo. Nos nove primeiros meses de 2021, essa fatia caiu para 47%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A Embraer tem grande exposição ao mercado regional e ela mantém liderança com o E175 nos EUA, que é um dos maiores mercados de aviação doméstica", diz a analista Thais Cascello, do Itaú BBA.

Leia Também

A retomada global da aviação comercial beneficiou não só esse segmento da Embraer, que hoje é responsável por um terço das receitas, mas também a divisão de serviços da empresa, já que a necessidade de companhias aéreas fazerem a manutenção de seus aviões aumentou. A área de serviço e suporte da Embraer é a que tem a maior margem de lucro e sua participação na geração de receita passou de 22,5%, em 2019, para 28,5%, nos nove primeiros meses de 2021.

No segmento de defesa, o bilionário projeto C-390 Millenium (um cargueiro militar, a maior aeronave já desenvolvida pela empresa) foi concluído e parou de gerar gastos. Agora, a expectativa é de que traga receitas. O mercado, porém, prevê que essa divisão tenha uma participação cada vez menor na companhia - de janeiro a setembro de 2021, foi em 16,5%.

Já a área de aviação executiva tem tido um crescimento consolidado, sobretudo porque a Embraer acertou no portfólio de produtos. "A margem tem melhorado cada vez mais", diz Thais, do Itaú. No último trimestre de 2021, a receita do segmento subiu 17%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Custos

Além do vento favorável em todas as suas divisões, a Embraer ainda se tornou mais eficiente, enxugando custos. Neste ano, anunciou a venda de duas fábricas em Portugal, que, segundo o presidente da empresa, Francisco Gomes Neto, eram ineficientes. Antes, já havia renegociado contratos e demitido 2,5 mil funcionários (15,6% do quadro brasileiro).

Para coroar o cenário, o eVTOL (sigla em inglês para veículo elétrico de pouso e decolagem vertical, como é chamado oficialmente o "carro voador") se tornou a grande aposta para o futuro da aviação, e a Embraer, umas das promessas na área. Em junho passado, quando foi confirmada a notícia de que a Eve (empresa da Embraer que desenvolve o projeto) faria uma fusão com a americana Zanite para abrir seu capital na Bolsa de Nova York, as ações da Embraer saltaram 15,6% em um único dia.

"Como os negócios mais tradicionais estão indo melhor ou não estão causando tanta dor de cabeça para o investidor, o mercado se sentiu mais confortável para precificar o eVTOL. Talvez, se o negócio tradicional não tivesse indo tão bem, a turma não ficaria tão propensa a comprar um negócio novo que ainda precisa se provar", acrescenta a analista do Itaú.

O presidente da Embraer avalia que, entre todos os fatores que impulsionaram a companhia, os projetos para torná-la mais eficiente e o do "carro voador" são os mais importantes. Gomes Neto diz que, para as ações da empresa subirem como o esperado pelo mercado, será preciso consistência no trabalho. "Precisamos entregar o que prometemos, como fizemos até o terceiro trimestre de 2021." E a promessa não é pequena. Até 2026, o executivo quer quase dobrar o faturamento da Embraer, na comparação com 2020.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
R$ 1,7 BILHÃO BATENDO À PORTA

Por que o Pão de Açúcar está ‘na berlinda’? Qual é a real situação da empresa hoje e o que deu errado nos últimos anos

26 de fevereiro de 2026 - 16:02

Com um caminhão de dívidas vencendo em 2025, o Pão de Açúcar (PCAR3) tenta alongar compromissos enquanto cortar custos. Mercado se pergunta se isso será o bastante

ESQUENTA

Nova ação de saneamento na bolsa? Aegea dá sinais de um possível IPO; veja o que se sabe até agora

26 de fevereiro de 2026 - 13:16

A empresa de saneamento possui 37% de participação de mercado no setor privado e tem como sócios a companhia Equipav, Itaúsa e o fundo soberano de Singapura

O PIOR PASSOU?

Azul (AZUL53) dá tchau para o fundo do poço? S&P eleva a nota de crédito da companhia aérea após o fim da recuperação judicial

26 de fevereiro de 2026 - 12:01

A agência de crédito elevou o rating da Azul de ‘D’ para ‘B-’, que ainda mantém a empresa em grau especulativo; entenda o que mudou

MAIS UM REVÉS PARA A EMPRESA

Fictor Alimentos (FICT3) finalmente se envolve na RJ da holding e agora corre grande risco; veja o que está em jogo

26 de fevereiro de 2026 - 11:20

Depois de tentar deixar subsidiárias de fora da RJ da holding, pedido foi ampliado a atinge a Fictor Alimentos — movimento que expõe fragilidades operacionais e reacende dúvidas sobre a autonomia da companhia aberta

AUMENTO DE CAPITAL

A conta aumentou: Banco de Brasília (BRB) busca aporte de quase R$ 9 bilhões com acionistas após caso do Banco Master; entenda

26 de fevereiro de 2026 - 11:20

Caso não exerçam a preferência de compra das novas ações, acionistas devem sofrer diluição relevante na participação acionária no capital social total do BRB.

A ESTRELA DO MERCADO CAIU?

Rede D’Or (RDOR3) tem alta de 39,2% no lucro, mas ação cai forte na bolsa; expectativas estavam altas demais?

26 de fevereiro de 2026 - 10:40

A queridinha do mercado no segmento de saúde teve um terceiro trimestre espetacular, o melhor desde seu IPO em dezembro de 2020, o que jogou as expectativas para cima

ALÍVIO NO CAPITAL

Banco do Brasil (BBAS3) quer mais fôlego no balanço e renegocia prazo para pagamento de R$ 4,1 bilhões ao Tesouro

26 de fevereiro de 2026 - 10:12

Após cortar payout de dividendos, banco busca alongar dívida híbrida e aliviar pressão sobre os índices até 2027

PROVENTOS NO RADAR

Engie Brasil (EGIE3) anuncia mais de meio bilhão de reais em dividendos após balanço do 4T25

25 de fevereiro de 2026 - 19:57

Companhia elétrica leva distribuição total de 2025 a R$ 1,37 bilhão, equivalente a 55% do lucro ajustado

BTG SUMMIT 2026

Executivos da Amazon e do Google alertam: a IA é uma questão de sobrevivência para as empresas

25 de fevereiro de 2026 - 19:30

Durante painel do BTG Summit 2026, os executivos dizem que a nova onda tecnológica não é opcional, e já está redesenhando modelos de negócio e geração de receita

BALANÇO

Nubank (ROXO34) surpreende no 4T25: lucro cresce 50% e ROE atinge máxima histórica de 33%

25 de fevereiro de 2026 - 18:21

Banco digital encerrou o quarto trimestre de 2025 com um lucro recorde de US$ 895 milhões; veja os destaques

PLANO OUSADO... OU TEDIOSO?

Santander Brasil (SANB11) crava data para alcançar o sonhado ROE acima de 20%; banco mira eficiência na briga com fintechs

25 de fevereiro de 2026 - 16:29

Executivos do banco espanhol prometem recuperar rentabilidade até 2028 e reduzir índice de eficiência para competir com os novos players

RAIO-X DO BALANÇO

Lucro da C&A (CEAB3) cresce no 4T25, mas vendas perdem força. O que fazer com a ação agora?

25 de fevereiro de 2026 - 13:15

Pressão no vestuário e ambiente promocional intenso limitaram o crescimento, mas bancos enxergam ganhos operacionais à frente

REAÇÃO AO BALANÇO

O pior trimestre em 10 anos: WEG (WEGE3) decepciona no crescimento no 4T25. Ainda vale pagar caro pela excelência?

25 de fevereiro de 2026 - 12:39

Lucro vem abaixo do esperado e receita perde força, mas analistas revelam “trunfo” do balanço; veja o que esperar

VAI TER ROE DE BANCÃO?

Depois do IPO, vale investir? BB Investimentos inicia cobertura de PicPay com recomendação de compra e potencial de alta de 32%

25 de fevereiro de 2026 - 11:58

Enquanto algumas empresas no estágio de abertura de capital ainda estão queimando caixa para crescer, essa não é a história do PicPay, diz o BB Investimentos, e ROE pode chegar ao nível do de grandes bancos nos próximos anos

DEPOIS DO AVAL DA JUSTIÇA

Oi (OIBR3) põe R$ 140 milhões ‘na mesa’ em 2º leilão para pagar credores de fora da RJ, mas exige desconto de até 70%

25 de fevereiro de 2026 - 10:37

Com aval da Justiça, a Oi (OIBR3) busca quitar dívidas fora do plano da RJ, reservando R$ 140 milhões aos credores que aceitarem dar descontos de até 70% para receber antes

VEJA OS NÚMEROS DO BALANÇO

Pão de Açúcar (PCAR3): há “incerteza relevante” sobre capacidade da empresa de seguir de pé, diz auditoria; veja detalhes

25 de fevereiro de 2026 - 8:47

Com déficit de capital circulante de R$ 1,2 bilhão e R$ 1,7 bilhão em dívidas vencendo em 2026, varejista recebe ressalva da Deloitte sobre continuidade operacional, enquanto diz renegociar débitos. Grupo divulgou resultados do 4T25 ontem

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A empresa escondida que quer fazer IPO na Nasdaq, os resultados corporativos e o que mais você precisa saber hoje

25 de fevereiro de 2026 - 8:37

Transire tem 75% do mercado de fabricação de maquininhas de pagamento e grandes sonhos para os próximos anos: conheça a história da empresa e suas aspirações de abertura de capital

'IMPÉRIO' DISCRETO

Transire: a empresa brasileira que ninguém vê, mas todo mundo usa — e que agora quer IPO na Nasdaq para bancar expansão global

25 de fevereiro de 2026 - 6:01

Com 75% do mercado brasileiro e R$ 2 bilhões em receita, a fabricante de maquininha de cartão agora aposta em ecossistema próprio. A companhia está por trás de marcas como Stone, Cielo e outras

DE MUDANÇA

Santander (SANB11) anuncia nova sede corporativa sustentável em São Paulo; projeto é desenvolvido pela GTIS Partners

24 de fevereiro de 2026 - 19:48

Campus JK reunirá três torres corporativas interligadas e seguirá padrões internacionais de eficiência energética

CORRIDA TECNOLÓGICA

Meta escolhe a AMD para turbinar data center de IA e embala Wall Street; entenda o que está por trás do acordo de US$ 100 bilhões

24 de fevereiro de 2026 - 18:09

O acordo marca um avanço importante da AMD na disputa direta com a Nvidia pelo domínio do mercado de GPUs voltadas ao boom da IA

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar