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Um grupo de acionistas da rede social acredita que o executivo não informou a compra dos papéis no prazo estipulado pela SEC e comprou ações adicionais antes da disparada do preço por ação
Elon Musk não é só o homem mais rico ou o CEO da Tesla. O bilionário também é uma das figuras mais influentes da atualidade, e não poderia ficar de fora dos holofotes, especialmente quando falamos do Twitter (TWTR34) e de polêmicas.
O executivo já demonstrava há muito sua predileção pelo Twitter. Afinal, era ali que realizava os principais anúncios da sua montadora de carros elétricos e brincava de mexer com o mercado de criptomoedas.
Mas a polêmica da vez não tem nada a ver com bitcoin ou dogecoin, e sim com a própria empresa do Twitter e a nova fatia de Elon Musk na rede social: que, inclusive, está gerando um processo judicial contra o bilionário. Mas vamos por partes.
O homem mais rico do mundo anunciou a sua participação bilionária de 9,2% no Twitter na última segunda-feira (04) e causou enormes repercussões no mercado financeiro, especialmente nas ações da rede social, que dispararam na bolsa de valores de Nova York (NYSE).
Porém, um grupo de acionistas da companhia entrou com um processo contra Musk por considerar que o executivo não informou a compra dos papéis TWTR no prazo certo.
Isso porque, de acordo com as leis comerciais dos Estados Unidos, os investidores devem informar à SEC(a CVM norte-americana) quando adquirirem mais de 5% das ações de uma companhia em um período de até 10 dias.
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Segundo os investidores do Twitter, o CEO da Tesla começou a acumular ativos da empresa em janeiro e teria atingido esses 5% em 14 de março. Isso significa que, pelas normas do mercado de capitais norte-americano, Musk deveria ter anunciado a fatia para a SEC até 24 de março, e não 11 dias depois.
“O que parece muito claro é que Elon Musk perdeu o prazo de 10 dias para relatar 5% de participação em uma empresa pública”, afirmou o advogado Alon Kapen em documento enviado à CNBC.
Os acionistas do Twitter justificam o processo com a afirmação de que Elon Musk comprou os papéis deflacionados.
Isso significa que, entre ter atingido os 5% e chegado até a fatia de 9,2%, o executivo teria acumulando posição na empresa por um preço mais baixo do que se tivesse anunciado a participação assim que tivesse atingido o percentual determinado pela SEC.
“Isso deu a ele 10 dias extras para comprar ações adicionais (ele aumentou sua propriedade durante esse período em 4,1%) antes da disparada do preço por ação que aconteceu quando ele finalmente anunciou suas participações em 4 de abril”, afirmou o advogado Kapen.
De acordo com o The Washington Post, seis especialistas jurídicos e de valores mobiliários acreditam que esse atraso no anúncio de Musk pode ter rendido ao bilionário de cerca de US$ 156 milhões.
Os investidores ainda alegam que perderam ganhos potenciais que poderiam ter tido se o CEO da Tesla tivesse divulgado sua participação na data considerada justa no processo.
Ainda na semana passada, Elon Musk informou que entraria para o conselho administrativo do Twitter, gerando uma nova reação positiva sobre as ações da empresa em Nova York.
“Através de conversas com Elon nas últimas semanas, ficou claro para nós que ele agregaria grande valor ao nosso conselho”, disse o CEO do Twitter, Parag Agrawal.
Porém, apenas seis dias depois, Agrawal foi à rede social para “desiludir” qualquer investidor que estivesse animado com a notícia.
“Elon decidiu não se juntar ao nosso conselho”, escreveu Agrawal em um tweet. Musk seria nomeado para o cargo no sábado, no mesmo dia em que informou que não assumiria a posição.
O motivo para a renúncia do executivo à cadeira no Twitter não ficou claro. Mas o CEO do Twitter destacou que o bilionário continuará como o maior acionista individual da empresa e que a companhia permanecerá aberta às suas contribuições e sugestões.
*Com informações de CNBC
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