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Caso se concretize, o IPO da CTG será o primeiro depois de um hiato de sete meses sem ofertas públicas – a última foi a privatização da Eletrobras, em junho
O clube das geradoras de energia listadas na B3 pode ganhar um novo membro em breve: a CTG Brasil, uma das maiores do País, protocolou nesta semana na CVM um prospecto preliminar para abrir o capital no Brasil.
Os números não foram tornados públicos, mas, de acordo com o Brazil Journal, a intenção seria captar cerca de R$ 4 bilhões, e a oferta estaria prevista para janeiro do ano que vem. A listagem será no Novo Mercado, segmento da B3 que exige medidas mais rigorosas de governança corporativa.
Caso se concretize, o IPO da CTG será o primeiro depois de um hiato de sete meses sem ofertas públicas - a última foi a privatização da Eletrobras, em junho.
A oferta será 100% primária, ou seja, o dinheiro captado irá diretamente para o caixa da CTG Brasil. Com o IPO, a participação da empresa mãe, a CTG Corporation, que é dona de 100% do capital da subsidiária brasileira, será diluída.
Atuarão como coordenadores da oferta o Citi (líder), BTG Pactual, Itaú BBA, Bank of America e Bradesco BBI.
O Seu Dinheiro procurou a assessoria de imprensa da CTG Brasil, mas eles responderam que a empresa não vai comentar o assunto.
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A CTG Brasil foi fundada em 2013 e seu foco sempre foi na geração de energia renovável, principalmente hidrelétrica. A sigla CTG corresponde a China Three Gorges, o nome da multinacional chinesa presente em mais de 40 países.
Logo nos primeiros anos de vida, a CTG Brasil marcou presença em leilões de usinas cujas concessões não haviam sido renovadas. Foi dessa forma, por exemplo, que a CTG assumiu em 2016 as operações das hidrelétricas de Jupiá e Ilha Solteira, ambas localizadas no rio Paraná, na divisa dos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo.
No mesmo ano, o grupo adquiriu outros dez ativos da Duke Energy do Brasil: oito hidrelétricas no Rio Paranapanema e duas pequenas centrais hidrelétricas no Rio Sapucaí-Mirim.
De acordo com o documento protocolado na CVM, a CTG pretende utilizar os recursos que captar no IPO para pagar dividendos intermediários declarados aos acionistas em setembro e também para investir na construção de projetos renováveis.
O documento omite quanto seria destinado para cada fim, mas sabe-se que os dividendos anunciados em setembro devem ser pagos até 31 de março do ano que vem.
No que diz respeito aos investimentos, a ideia seria viabilizar dois projetos de usinas eólicas no Nordeste e um de usina solar em Minas Gerais, segundo o Brazil Journal.
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