Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Ana Carolina Neira

Ana Carolina Neira

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero com especialização em Macroeconomia e Finanças (FGV) e pós-graduação em Mercado Financeiro e de Capitais (PUC-Minas). Com passagens pelo portal R7, revista IstoÉ e os jornais DCI, Agora SP (Grupo Folha), Estadão e Valor Econômico, também trabalhou na comunicação estratégica de gestoras do mercado financeiro.

DESTAQUE DA BOLSA

Como a Cielo (CIEL3) surpreendeu e cravou a maior alta do Ibovespa em 2022. As ações têm chances de avançar ainda mais na bolsa?

Com ganhos de mais de 120% neste ano, a Cielo (CIEL3) conseguiu enfim trazer resultados mais saudáveis que agradaram o mercado

Ana Carolina Neira
Ana Carolina Neira
22 de dezembro de 2022
6:45 - atualizado às 18:58
Golpe do toque fantasma
Maquininha - Imagem: Divulgação

Se você acompanha o sobe e desce da bolsa, provavelmente se deparou com o nome da Cielo (CIEL3) ao longo do ano. Somente neste mês, BTG Pactual e UBS recomendaram a compra do papel que vem fazendo a alegria dos investidores, com a maior alta do Ibovespa em 2022.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda temos alguns pregões até o fim do ano, mas se considerarmos o fechamento de quarta-feira (21), a Cielo acumula um ganho de 124,99% na B3.

Mas o que fez a ação da empresa controlada por Bradesco e Banco do Brasil praticamente ressurgir das cinzas, após amargar uma desvalorização intensa nos últimos anos?

Segundo gestores e analistas do mercado, há fundamentos para o movimento e este foi mesmo um ano histórico para a Cielo. Afinal, a companhia  conseguiu enfim trazer resultados mais saudáveis que agradaram o mercado.

Líder do segmento de maquininhas de cartão, a empresa foi a principal vítima do acirramento da concorrência após a abertura desse mercado. Com a entrada de nomes como Stone e PagSeguro, a Cielo perdeu participação e se viu obrigada a apertar as margens para fazer frente à competição.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As feridas do ataque ficaram expostas nas cotações da bolsa. Mesmo com a alta deste ano, as ações da Cielo amargam uma queda da ordem de 80% no acumulado dos últimos cinco anos.

Leia Também

Por tudo isso, não eram muitos os analistas que acreditavam em uma virada em 2022. Então como a Cielo conseguiu reagir? 

Cielo: mais eficiência, menos concorrência 

Entre os principais destaques estão os bons números de transações, ganho de eficiência, um bom trabalho de reprecificação que impulsionou a receita e ainda os ganhos da Cateno — joint venture da Cielo com o Banco do Brasil (BBAS3) em cartões.

Se no passado a empresa perdeu espaço para suas concorrentes, como Stone e PagSeguro, neste ano ela foi capaz de atingir um ponto de inflexão — e marcou espaço como líder do segmento, largando na frente das demais e com maior poder de repasse da inflação. Aqui, ela soube como combinar ajuste de preço com custos mais controlados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O balanço mais recente deixa isso bastante claro: o lucro líquido recorrente da Cielo atingiu R$ 421,7 milhões, uma alta de 99% na comparação com o mesmo período anterior — dado que chama a atenção de qualquer analista. 

Foi o melhor resultado da empresa desde o segundo trimestre de 2019, marcando ainda o quinto trimestre consecutivo de crescimento na base anual.

Já o volume total de pagamentos (TPV, na sigla em inglês) realizados pelas maquininhas da Cielo, uma métrica importante para as adquirentes, foi de R$ 221 bilhões, alta de 23,1%.

Foi também o terceiro trimestre consecutivo de crescimento do yield de receitas, que totalizou 0,73%, um avanço trimestral de 0,02 ponto percentual — o indicador mostra como as transações feitas por empresas do segmento viram receita.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A Cielo tem mantido o controle rígido dos custos, crescendo as despesas abaixo da inflação e, mais importante, abaixo dos volumes, garantindo ganhos de alavancagem operacional”, escreveram os analistas do BTG Pactual em relatório recente.

Mas a melhora nos números da Cielo não são fruto apenas das iniciativas da companhia. O alívio na competição no segmento de maquininhas de cartão também permitiu à empresa avançar tanto nos balanços como na bolsa neste ano.

Em outras palavras, o mercado está “mais racional”, de acordo com Lucas Ribeiro, responsável pela área de renda variável da Kínitro Capital.

"A Cielo negociou a níveis muito baixos quando estava mais desacreditada e com um ambiente muito mais acirrado neste mercado. Não quero dizer que hoje está mais fácil, mas com menos competição há mais racionalização na hora de precificar um ativo. Isso ajudou a empresa a respirar", diz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas é hora de comprar Cielo (CIEL3)?

Com tanto hype em cima de um papel, é natural que o investidor se questione se esse ainda é o momento certo de comprar o ativo ou se essa oportunidade ficou para trás. Afinal, uma ação que valorizou mais de 100% em um ano como a da Cielo ainda pode andar mais?

Aparentemente sim. Atualmente, o BTG Pactual e o UBS têm um preço-alvo de R$ 7 para CIEL3 — potencial de alta de 40,8% considerando o fechamento de quarta-feira (21).

Apesar de alguns fatores de risco como a alta da inflação e dos juros por mais tempo do que previsto inicialmente, o mercado vê fundamentos no papel. Hoje, ele sofre tais efeitos como qualquer outra empresa.

Nos cálculos do BTG, a Cielo pode entregar um resultado final de cerca de R$ 2 bilhões em 2023. Caso isso aconteça, a empresa estaria sendo negociada a um múltiplo preço/lucro de 5,7 vezes, considerado atraente para os analistas do banco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E, claro, os resultados também estão no radar dos investidores, já que os balanços trimestrais mais recentes da empresa vieram acima das expectativas.

"Muitos investidores ainda são céticos com a Cielo porque ela foi mal durante muito tempo e recuperar a confiança plenamente depende de uma entrega consistente de resultados por mais tempo", diz Pedro Gonzaga, sócio da Mantaro Capital.

Além da necessidade de manter esse bom desempenho e transformá-lo em histórico, os analistas e gestores irão monitorar especialmente os lucros futuros da companhia, assim como suas margens.

O momento das empresas de meio de pagamento

A Cielo (CIEL3) pode até estar em um momento bem positivo, mas isso não quer dizer que todo o setor de meios de pagamento vai bem. Em relatório recente, o JP Morgan afirmou que está difícil ter uma visão mais construtiva sobre as empresas do setor no geral, mesmo com a indústria de cartões crescendo acima da média neste ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um dos pontos que justificam a análise mais cautelosa está no aumento da inadimplência, algo que começou a pesar no apetite a risco dos bancos e promete reduzir o crescimento do cartão de crédito.

Os cartões de débito, por sua vez, não seriam capazes de ocupar esse lugar, já que as transações começam a ser substituídas pelas transferências via Pix.

Dessa forma, o JP Morgan espera uma desaceleração do TPV — o total de pagamentos processados dentro de um determinado período por essas empresas.

O documento aponta também que será difícil reverter essa situação em 2023.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Sentimos que o próximo grande catalisador para as ações de pagamento serão os cortes na Selic", dizem os analistas.

Matheus Amaral, analista do Inter, tem uma visão semelhante quando fala a respeito dos cartões de crédito. Ele relembra que um dos pontos de maior atenção durante a última temporada de resultados das empresas brasileiras foi justamente a inadimplência observada nos grandes bancos. 

Logo, um caminho natural para eles seria secar a torneira do crédito, que afeta a quantidade de transações por cartões feitas pelos consumidores.

"Esperávamos que o pico da inadimplência poderia ser agora neste trimestre, mas ela se estenderá ainda para o primeiro e o segundo trimestre do ano que vem, especialmente nas linhas mais arriscadas", afirma. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aqui também vale fazer uma ressalva: empresas como a Cielo têm uma vantagem competitiva em relação aos novos entrantes, como Stone e PagSeguro, por contarem com mais disponibilidade de crédito e menor custo de financiamento.

Seja como for, e apesar das perspectivas positivas de curto prazo para a Cielo, talvez esteja na hora de as empresas do setor como um todo pensarem no futuro e diversificar as fontes de receitas, de acordo com um gestor de fundos de ações.

"A competição nesse mercado é muito forte. Se elas ficarem restritas ao modelo de antecipação de pagamentos e captação de transações, fica difícil evoluir e ter a precificação adequada", defende.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DEPOIS DA CHUVA, O ARCO-ÍRIS

Depois de superar problemas com a Justiça, ‘Veio da Havan’ marca inauguração de megaloja polêmica no Centro Histórico de Blumenau

10 de abril de 2026 - 13:31

Mesmo sem a Estátua da Liberdade, abertura da nova unidade está prevista para o começo de maio

É HORA DE COMPRAR?

Dividendos extras no horizonte? BB BI eleva preço-alvo da Vale (VALE3) e reforça tese de geração de caixa

10 de abril de 2026 - 13:15

Banco revisa projeções, cita forte geração de caixa e vê espaço para novos pagamentos ao acionista, mas mantém cautela com o papel

VEJA OPÇÕES

Adeus, Allianz Parque: Nubank arremata naming rights da arena do Palmeiras e deixa torcida decidir novo nome do estádio

10 de abril de 2026 - 11:29

Banco amplia ofensiva no esporte e assume o lugar da Allianz como detentor do naming rights do estádio. O resultado da votação será divulgado em 4 de maio

OFERTA DE AÇÕES

Por que a Vitru (VTRU3) quer levantar até R$ 300 milhões em oferta de ações, e qual é o ‘custo’ para o acionista?

10 de abril de 2026 - 10:41

Oferta será 100% primária, com recursos destinados à redução de dívida, reforço de caixa e investimentos operacionais; operação também prevê aumento do free float e da liquidez das ações na bolsa

UNIÃO DE GIGANTES

Allos (ALOS3) se une à Kinea para criar fundo imobiliário de shopping centers; confira os detalhes da parceria e da oferta primária do novo FII

10 de abril de 2026 - 10:11

A empresa informou que a aliança abre “um ciclo de crescimento” e cria receitas recorrentes de gestão de ativos e fundos

COLAPSO?

Oncoclínicas (ONCO3) dobra prejuízo para R$ 1,5 bilhão no 4T25, e auditoria cita “incerteza” sobre continuidade da operação

10 de abril de 2026 - 9:13

A empresa vem passando por um momento de reestruturação, decorrente de uma pressão financeira que levou a companhia de tratamentos oncológicos a recalcular a rota e buscar retomar o seu core business

NOVAS MUDANÇAS

Depois de trocar o CEO, Hapvida (HAPV3) indicará Lucas Garrido para comandar as finanças

9 de abril de 2026 - 20:01

Companhia promete “tomada de decisão cada vez mais eficaz” enquanto enfrenta pressão de acionistas por melhoria na governança

NO SHAPE

Panobianco: por que o Itaú BBA enxerga a rede de academias como uma ameaça para a Smart Fit (SMFT3) e defende que o grupo ‘veio para ficar’

9 de abril de 2026 - 18:53

A Panobianco possui 400 academias pelo país e está crescendo de maneira acelerada com uma parceria com o Wellhub

RECUO ESTRATÉGICO

Petrobras (PETR4) dá marcha à ré no leilão de gás de cozinha e devolve valores após críticas de Lula

9 de abril de 2026 - 18:05

Estatal cita guerra no Oriente Médio e pressão de órgãos reguladores ao anunciar correção nos valores do GLP; entenda o imbróglio

MANDATO ATÉ 2029

Sai executivo do Bradesco (BBDC4), entra CEO do Itaú (ITUB4): Milton Maluhy é eleito presidente do Conselho da Febraban

9 de abril de 2026 - 15:25

Mudança segue o rodízio entre os grandes bancos privados e mantém o comando da entidade nas mãos do Itaú até 2029

PLANOS MAIORES

Sabesp (SBSP3) acelera investimentos e pode expandir para além de SP, diz CEO; ações sobem na bolsa

9 de abril de 2026 - 13:36

Em 2025, a empresa investiu R$ 15,2 bilhões. Já para 2026, os planos são mais ambiciosos, de R$ 20 bilhões em capex

MAIS UM NO BOLSO

BTG Pactual (BPAC11) fecha acordo para comprar banco Digimais, do bispo Edir Macedo

9 de abril de 2026 - 9:30

Em uma apresentação institucional, o Digimais afirma ser um banco focado em crédito com forte ênfase em financiamento de automóveis

DERRETEU

R$ 27,9 bilhões vão pelo ralo: Petrobras (PETR4) tem a maior queda intradia em valor de mercado em 4 anos

8 de abril de 2026 - 19:51

O tombo a R$ 604,9 bilhões em valor de mercado veio na primeira hora do pregão desta quarta-feira (8), o quarto maior da história da companhia

COMPRAR OU VENDER?

O brilho da Vivara (VIVA3) apagou? Por que 3 bancos reduziram o preço-alvo para a ação da varejista

8 de abril de 2026 - 16:01

Mudanças no cenário global levaram analistas a revisar suas avaliações sobre a varejista; entenda o que está em jogo

SOCORRO

Oncoclínicas (ONCO3) confirma que busca proteção para credores, e ações caem

8 de abril de 2026 - 12:11

No entanto, a decisão sobre qual seria a medida de proteção — uma recuperação judicial ou extrajudicial — ainda não foi tomada, e estão sendo avaliadas diversas iniciativas diferentes, disse a Oncoclínicas

MAIS UMA RECUPERAÇÃO

De novo? Lupatech (LUPA3) entrega plano de recuperação extrajudicial à CVM; entenda a crise

8 de abril de 2026 - 10:09

Essa não é sua primeira tentativa de se recuperar. Em 2023, a empresa encerrou um processo de recuperação judicial que durou quase dez anos, após uma crise desencadeada pela Operação Lava Jato

REPORTAGEM ESPECIAL

Enquanto o Nubank cresce, a Claro fatura: a estratégia por trás da NuCel — e quem perde com isso

8 de abril de 2026 - 6:14

Embora ainda pequena, operação de telefonia do Nubank começa a aparecer nos números e levanta dúvidas sobre o impacto de novos entrantes no longo prazo. Veja o que esperar 

ARRUMANDO A CASA

Após desconforto com parceria, Moura Dubeux (MDNE3) simplifica estrutura e assume 100% da Ún1ca

7 de abril de 2026 - 20:08

Após críticas à estrutura do acordo com a Direcional, companhia elimina minoritários e tenta destravar valor no Minha Casa, Minha Vida

O REI DA PROTEÍNA

Brasil dá as cartas: JBS (JBSS32), Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) dizem que país é imbatível no mercado global de carne

7 de abril de 2026 - 20:06

Os CEOs das gigantes brasileiras de proteína participaram nesta terça-feira (7) de evento promovido pelo Bradesco BBI e fizeram um raio-x do setor

PAPEL SOB PRESSÃO

A Suzano (SUZB3) não vale mais a pena? Ação entra em leilão e fecha em queda de 6,4% após BofA cortar R$ 25 do preço-alvo

7 de abril de 2026 - 18:45

Banco rebaixou ação para neutra e cortou preço-alvo tanto das ações quanto dos ADRs; Suzano figurou entre as maiores quedas do Ibovespa nesta terça-feira (7)

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia