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Índice de inadimplência do Bradesco terminou o 1T22 atingindo 3,2% da carteira de crédito. No 4T21, o índice estava em 2,8%
Num Brasil que convive hoje com alto endividamento das famílias, os bancos poderiam facilmente perder o sono com a inadimplência dos clientes. No Bradesco (BBDC4), no entanto, o aumento das dívidas em atraso há mais de 90 dias não assusta. Mais que isso, é possível dizer que o banco está até relativamente otimista com o cenário para o resto do ano.
De acordo com o CEO do Bradesco, Octávio de Lazari, a expectativa é de que a inadimplência suba mais um pouco no segundo trimestre e, de julho em diante, mantenha-se estável até o fim do ano.
O índice de inadimplência terminou o primeiro trimestre atingindo 3,2% da carteira de crédito. No quarto trimestre, o índice estava em 2,8% e no mesmo período do ano passado em 2,5%.
Em teleconferência com jornalistas para comentar o balanço divulgado ontem à noite, Lazari afirmou que as estimativas do Bradesco trabalham com um aumento entre 10 e 20 pontos base no segundo trimestre.
"Isso é uma perspectiva devido ao que vem acontecendo na economia brasileira, mas não é uma segurança absoluta", reforçou o executivo.
Ainda que a inadimplência tenha subido no primeiro trimestre, o índice está longe dos níveis de 2016, quando o total de calotes chegou a 5,5% da carteira.
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Nesta manhã, o mercado reage à publicação do balanço. A ação do Bradesco (BBDC4) abriu em alta e, por volta das 11h, sustentava ganhos modestos de 0,41%, cotada a R$ 14,62.
Logo após a publicação do balanço, o Bradesco informou ao mercado que fará um novo programa de recompra de ações para permanência em tesouraria e posterior cancelamento, sem redução do capital social.
De acordo com o banco, a operação possibilita maior retorno financeiro aos acionistas devido ao aumento proporcional dos dividendos distribuídos por ação.
A quantidade de ações que serão adquiridas é de até 106.584.880, sendo até 53.413.506 ordinárias e até 53.171.375 preferenciais. A aquisição utilizará preço de mercado e o prazo máximo para liquidação das operações é de 18 meses, de 6 de maio de 2022 até 6 de novembro de 2023.
A decisão foi motivada pelo vazamento de água e sedimentos que atingiu cursos d’água e áreas industriais da região há algumas semanas.
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