O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O lucro líquido veio abaixo do previsto mesmo com o patamar ainda elevado de preço do minério de ferro: US$ 9 por tonelada no trimestre.
A Vale (VALE3) sofreu com as tempestades de verão, que chegaram a paralisar parte das operações no primeiro trimestre de 2022, e mostrou uma desaceleração operacional que desagradou o mercado. E os efeitos sazonais também choveram no resultado financeiro da mineradora.
A companhia registrou lucro líquido de US$ 4,458 bilhões entre janeiro e março deste ano, queda de 19,6% em relação ao mesmo período de 2021. A cifra veio abaixo do 1T21 mesmo com o patamar ainda elevado de preço do minério de ferro: US$ 9 por tonelada no trimestre.
O resultado também indica que a estratégia de value over volume - ou seja, de priorizar o valor sobre o volume produzido - adotada pela companhia não foi bem-sucedida no início do ano. A receita líquida das vendas também recuou, para US$ 10,8 bilhões.
O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado recuou 26,9%, para US$ 6,2 bilhões. O número também veio abaixo do consenso de mercado, que esperava que o indicador ficasse entre US$ 6,5 e US$ 6,7 bilhões.
O mercado brasileiro deve reagir aos números abaixo do previsto amanhã (27). Mas, nas negociações after hours de Nova York, os ADRs da empresa não sentiram o balanço negativo e, por volta das 18h45, subiam 3,5%, cotados em US$ 16,97.
Isso ocorre porque, além dos resultados financeiros, a Vale trouxe mais uma novidade para os investidores: um novo programa de recompra de até 500 milhões de ações ordinárias e ADRs — recibos de ações negociados no exterior.
Leia Também
O montante estabelecido para compra e aprovado pelo Conselho de Administração da mineradora hoje representa 10% do número total de ativos em circulação.
O percentual é maior do que o do última programa, aprovado em outubro do ano passado. Na ocasião, a companhia liberou a recompra de até 200 milhões de ações, cerca de 4,1% do total de papéis em circulação. O prazo também era de 18 meses.
A administração da Vale já revelou, em ocasiões anteriores, que, para a mineradora, trazer as ações de volta à tesouraria é “um dos melhores investimentos disponíveis”. E também é uma boa forma de distrair o mercado da queda nos resultados financeiros.
Outro ponto do balanço que deve desapontar o mercado é que a Vale cresceu justamente onde não deveria: na dívida líquida. O indicador chegou a US$ 4,9 bilhões no primeiro trimestre, US$ 3 bilhões a mais do que nos três meses imediatamente anteriores.
Segundo a companhia, a responsável pela alta é a saída de caixa de US$ 4,7 bilhões para o pagamento de dividendos e para o último programa de recompra de ações.
As movimentações - junto ao efeito de US$ 2,2 bilhões causado pela valorização do real e ao crescimento da taxa de juros brasileira - também provocaram parte do avanço de US$ 4,3 bilhões da dívida líquida expandida.
Com isso, a alavancagem - que é calculada pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda - subiu para 0,17x, contra 0,06x no quarto trimestre de 2021.
Você também pode conferir os detalhes sobre os resultados do primeiro trimestre da Vale (VALE3) no nosso YouTube, dê o play a seguir:
Abril não tem sido fácil para os papéis VALE3, que recuam mais de 13% no mês. A ampliação dos lockdowns em importantes regiões produtoras de aço na China e a tendência de desaceleração econômica do gigante asiático enviaram sinais ao mercado de que as coisas podem piorar para as operações da mineradora.
Para Rafael Passos, sócio da Ajax Investimentos, a empresa está em um patamar atrativo de entrada, principalmente quando se olha para indicadores como fluxo de caixa, pagamento de dividendos e Ebitda, abaixo de sua média histórica e dos seus pares.
No curto prazo, no entanto, a companhia deve seguir derrapando. Tudo vai depender de o governo chinês conseguir controlar o novo surto de covid-19 que atingiu o país e se as medidas restritivas continuarão atingindo portos e siderúrgicas importantes. Enquanto a situação perdurar, a grande exposição da bolsa brasileira ao mercado de commodities deve ser sentida.
Unidade de tecnologia e conectividade da Oi pode valer até R$ 1,6 bilhão, atrai interesse de grandes teles e marca nova etapa na reestruturação da companhia, que ainda prepara a venda de outros ativos bilionários
A decisão tem em vista fatores macroeconômicos que o setor de saúde vem enfrentando ao longo dos últimos anos, associado ao desempenho financeiro da companhia
A mudança acontece em meio a uma sequência de ajustes na governança da elétrica, que tenta se reequilibrar após a recuperação judicial da controladora
Ambiente mais restritivo favorece empresas com balanços mais sólidos e expõe incorporadoras mais alavancadas
Depois da compressão de retornos e desempenho abaixo do mercado, setor pode se beneficiar de agenda regulatória e queda da Selic
Após a estreia na bolsa, Agibank acumula queda superior a 30%; apesar da revisão para baixo nas projeções, analistas ainda veem potencial de alta, em meio a pressões externas e impactos no crédito consignado
A operação inclui participações societárias em empresas listadas, como Oncoclínicas e Ambipar
Banco projeta queima de caixa bilionária e alerta para risco na estrutura de capital mesmo com melhora dos spreads petroquímicos
Banco vê espaço para crescimento consistente, ganho de produtividade e impacto relevante dos medicamentos GLP-1
Após saída de executivo-chave e sequência de baixas no alto escalão, companhia reestrutura área de Fashion & Lifestyle e retoma divisão entre masculino e feminino
Entrada do Itaú via Denerge dá exposição indireta a distribuidoras e reforça estrutura de capital da elétrica
Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4
Avaliação do BTG Pactual indica vendas resilientes no início do ano e aponta que mudanças no MCMV podem impulsionar lançamentos e demanda ao longo de 2026
Após anos de pressão no caixa, empresa se desfaz de ativo-chave e aposta em modelo mais leve; entenda o que muda na estratégia
Parte do mercado acredita que essa valorização poderia ser ainda maior se não fosse pela Alea, subsidiária da construtora. É realmente um problema?
Relatório do Safra mapeia impactos no setor e aponta as elétricas mais expostas ao clima; confira a tese dos analistas.
Parceria com a Anthropic prevê até US$ 100 bilhões em consumo de nuvem e reforça estratégia em infraestrutura
Com passagens aéreas pressionadas, ônibus ganham espaço — e a fabricante entra no radar de compra dos analistas
Banco aposta em fundo com a Quadra Capital para estancar crise de liquidez enquanto negocia reforço bilionário de capital
Uma oferece previsibilidade enquanto a outra oferece retorno quase direto do aumento de preços; entenda cada tese de investimento