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Agora, os acionistas terão até o próximo dia 20 para escolher entre os BDRs ou o cash-out, ou seja, troca dos ativos por dinheiro
O Inter (BIDI11) recebeu um importante sinal verde para os planos de listar suas ações nos Estados Unidos. Os acionistas do banco aprovaram, em assembleia geral extraordinária realizada nesta quinta-feira (12), a reorganização societária necessária para a mudança de domícilio.
A proposta foi aprovada por 85% das ações com direito a voto presentes. Agora, os acionistas terão até o próximo dia 20 para escolher entre os BDRs - recibo de papéis negociados no exterior - ou o fim da posição na empresa.
Mas a opção de cash-out, ou seja, troca dos ativos por dinheiro, é limitada a R$ 1,1 bilhão - o equivalente a 10% do total de ações em circulação. Na proposta anterior, o limite era de R$ 2 bilhões.
Vale relembrar que essa é a segunda tentativa de mudança para os EUA do Inter. Em dezembro do ano passado o banco decidiu não seguir com a reorganização societária após mais de 10% da base acionista preferir o cash-out.
Dessa forma, o banco decidiu promover algumas mudanças nas condições. A proposta de incorporar todas as ações do Inter pela Inter Holding Financeira S.A. permanece de pé, o que resulta na emissão de duas classes de ações preferenciais da holding: uma resgatável em BDR e outra resgatável em dinheiro.
Na nova configuração, para cada seis ações ordinárias e/ou preferenciais BIDI3 e BIDI4 do Inter, será entregue ao acionista uma ação preferencial resgatável em dinheiro. Para quem tem unit BIDI11 do Inter, a proporção será de dois para um, ou seja, para cada duas units será entregue uma ação preferencial resgatável em dinheiro.
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Esta é uma mudança importante em relação à proposta anterior, que previa a entrega de uma ação resgatável em dinheiro para cada três ações ordinárias e/ou preferenciais. Nas units, a proporção anterior era de um para um.
Na proposta nova, o acionista que optar pelo cash-out receberá US$ 6,45 por ação resgatável ou R$ 19,35 por
unit (BIDI11). O valor representa uma alta de 35,6% em relação à cotação atual dos papéis.
Caso mais de 10% da base opte novamente pelo cash-out, os acionistas receberão automaticamente as ações preferenciais resgatáveis em dinheiro de maneira proporcionalmente rateada entre eles, de forma que não ultrapasse o limite estipulado para o cash-out.
Além disso, os acionistas receberão, também, ações preferenciais resgatáveis em BDRs, numa quantidade que complemente o saldo do cash-out que não foi alcançado devido ao rateio.
De acordo com o Inter, a reestruturação está sendo proposta com o objetivo de permitir que o banco obtenha aumento de capital no futuro por meio de emissão de ações sem que os atuais controladores percam a maioria das ações com direito a voto.
Para isso acontecer, o Inter teria ações Classe A, com direito a um voto cada, negociadas no mercado. Ao mesmo tempo, as ações Classe B, com direito a 10 votos cada, ficariam nas mãos dos atuais controladores, a família Menin.
Atualmente, os controladores detêm 53,1% do total das ações ordinárias e 8,9% das ações preferenciais do Inter, com uma participação total no capital social de 31,1%.
"Por essa razão, é limitada a capacidade do Inter de obter capital adicional para financiar sua estratégia de crescimento, sem que isto resulte em diluição da participação de seu acionista controlador para patamar abaixo de 50% do capital votante", diz o banco em comunicado.
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