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A greve dos servidores do BC segue por tempo de indeterminado. A categoria reivindica reajuste salarial de 27% e reestruturação da carreira
Após tentativas frustradas de negociação, os servidores do Banco Central (BC) retomam a greve nesta terça-feira (03), por tempo indeterminado. A nova paralisação foi aprovada na assembleia geral do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) na última sexta-feira (29).
A greve do BC começou em 1º de abril, mas foi suspensa por duas semanas, entre os dias 20 de abril e 02 de maio. O sindicato considera que faltou diálogo entre o governo e os servidores na negociação das reivindicações da categoria.
“As principais razões [para a retomada da greve] foram o descumprimento por parte do presidente do BC [Roberto Campos Neto] em conseguir, em abril, uma reunião entre o sindicato e o Ministro [da Casa Civil] Ciro Nogueira, a não apresentação de uma proposta alternativa aos 5% e a não apresentação de uma proposta sobre a parte não-salarial de nossas demandas”, disse Fábio Faiad, presidente do Sinal.
Os servidores reivindicam um reajuste salarial de 27%, após o anúncio de um pacote de “bondades” por parte do governo, em especial o aumento da remuneração dos policiais federais. Outras categorias de servidores públicos que não foram incluídas nesse amplo reajuste — entre eles, os trabalhadores do BC — passaram a reivindicar taxas semelhantes.
Em meio à insatisfação, o governo tentou negociar um reajuste linear de 5% para todos os servidores, o que foi considerado “insuficiente” pela categoria.
Como já se esperava, a greve dos servidores, que já dura um mês - desconsiderando a suspensão -, atrasou a divulgação de relatórios e atividades do Banco Central.
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O Boletim Focus, que divulga as projeções do mercado financeiro sobre a economia, ficou duas semanas sem ser publicado. Atrasos na divulgação do Relatório de Poupança e o fluxo cambial também aconteceram.
Já a segunda fase do sistema de valores a receber (SRV) ficou sem data para a retomada - a consulta e saque do “dinheiro esquecido” vai ter que esperar.
Contudo, a reunião do Copom não deve ser afetada. Segundo o sindicato da categoria, “houve a transmissão de dados para que fosse realizado o Copom sem prejuízo nenhum”.
Vale ressaltar que o Comitê se reúne entre hoje (3) e amanhã (4); o mercado projeta um aumento de 1 ponto na taxa Selic, que hoje está no patamar de 11,75% ao ano.
Os servidores do BC farão uma manifestação nesta quarta-feira (04), em frente à sede do órgão, em Brasília. O protesto deve acontecer entre às 17h e 19h, segundo o sindicato. A decisão do Copom é anunciada a partir das 18h30.
*Com informações de Agência Brasil e Estadão Conteúdo
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