O guia completo das scooters: confira o preço dos principais modelos e escolha a sua
Foram emplacadas 97.713 unidades de scooters, categoria de duas rodas que registrou maior crescimento do mercado no ano passado

Pela praticidade e baixo custo, as vendas das scooters só crescem no Brasil. Esse veículo de duas rodas tem algumas diferenças em relação à tradicional motocicleta e também vantagens.
Nesta reportagem vamos mostrar essas qualidades e os modelos de scooters disponíveis no Brasil – mas apenas os homologados pelo Denatran, que devem ser emplacados e pilotados por condutores habilitados, ou seja, podem circular por ruas e avenidas.
Escolha de muitos consumidores que decidem abandonar o transporte público, a scooter oferece a liberdade, baixo custo de combustível, agilidade nos deslocamentos e é até bem vista no trânsito.
Um dos indicativos de sua popularidade é que em 2021 foram emplacadas 97.713 unidades de scooters, categoria de duas rodas que registrou maior crescimento do mercado.
De acordo com levantamento da Abraciclo, a associação que reúne as fabricantes, houve aumento de 44% nas vendas em relação a 2020.
“A scooter caiu no gosto dos brasileiros. É um modelo ágil, econômico e fácil de estacionar. Seu mercado tem grande potencial no Brasil”, destaca Marcos Fermanian, presidente da entidade.
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Scooter x motocicleta
A principal diferença (e vantagem) entre uma scooter e uma motocicleta é que na scooter o piloto vai sentado e não montado como em uma moto, com a qual apoia os pés nos pedais.
Nas scooters, o apoio está em um assoalho. Dessa forma, o condutor consegue pilotar por maior tempo sem se cansar tanto.
As scooters oferecem uma pilotagem fácil, em uso urbano. Em geral, suas rodas são menores que as das motos, o que as deixam mais ágeis nas mudanças de direção feitas em baixa velocidade, mas também mais sensíveis a buracos. Já as motos são mais indicadas para pilotar em vias expressas e rodovias.
Na parte mecânica, a scooter tem o motor fazendo parte da balança traseira e uma proteção frontal contra as condições climáticas extremas.
Outra diferença para as motos é que a maioria vem equipada com câmbio CVT. Na prática, basicamente faz com que a pilotagem se resuma em apenas acelerar e frear. O consumo também é menor em relação às motos, mas a manutenção do CVT é mais salgada.
Uma desvantagem da scooter, contudo, é que o seu uso prevalece nos percursos urbanos e devido ao pequeno curso de suas suspensões, são menos confortáveis em pisos irregulares.
O valor de uma scooter fica acima de uma motocicleta de mesma cilindrada por conta da profusão das carenagens. Ah, por falar nisso, em caso de queda, a maior quantidade de carenagem costuma deixar os reparos mais caros.
É boa de pilotar?
Os consumidores apreciam a capacidade de carga (há um bom espaço sob o banco). Já a característica de se pilotar sentado torna as scooters mais apreciadas pelo público feminino.
Para quem vai começar a pilotar nesse segmento de duas rodas, especialistas indicam modelos menores e menos potentes, ideal também para quem pretende fazer trajetos curtos na cidade.
E mais uma característica favorável, segundo especialistas e donos desses modelos: as scooters são mais “amigáveis” ou “respeitadas” no trânsito pelos motoristas de carro, por exemplo, do que motociclistas e motofretistas que fazem manobras mais agressivas e arriscadas entre as faixas.
A Biz não é scooter
Alguns modelos até são chamados de scooters, mas não são. A Honda Biz, por exemplo, faz parte do segmento de CUB (Category Upper Basic, na tradução livre, categoria básica superior) ou motoneta, pode-se dizer um meio-termo entre a scooter e a motocicleta.
A começar porque numa Biz a pilotagem é na posição montada, sem o assoalho das scooters. Em geral, o câmbio é semiautomático (sem manete, troca apenas no pedal) e tal como as scooters são procuradas por motociclistas iniciantes.
Honda e Yamaha lideram mercado
Modelos da Honda e Yamaha praticamente dominam o mercado, mas há também espaço para a Dafra. A marca Vespa vende seis modelos no Brasil e a Suzuki deixou de oferecer a Burgman em 2019.
E marcas menos conhecidas como Haojue (parceira chinesa da Suzuki) e Kymco (parceira taiwanesa da Suzuki) também tentam conquistar esse mercado. Correm por fora as scooters elétricas, que colaboram pela emissão zero de poluição (ambiental e sonora).

Para quem estiver pensando em comprar uma scooter e quiser um só lugar para decidir a melhor compra, pode esperar até maio, quando está prevista a realização da primeira edição do Salão do Scooter/Urban Mobility Expo (entre 12 e 15 de maio), no novo Pavilhão de Exposição do Anhembi, em São Paulo.
Lançamentos e apresentação de novas tecnologias, exposição de scooters, estandes com produtos e serviços e um local dedicado para test ride, com aulas e treinamento de condução, serão as principais atrações do salão.
A revenda de scooters com documento em dia e revisadas tende a ser fácil. Na manutenção, o maior cuidado é com o conjunto CVT (câmbio), que requer cuidados por ser de custo alto.
Motocicleta x Scooters: principais diferenças
Diferenças | Scooters | Motocicletas |
| Pilotagem | Sentado, com pés sobre o assoalho | Montado, com os pés apoiados nos pedais |
| Câmbio | Em geral possui o CVT, automático, sem manete de embreagem | A maioria tem transmissão sequencial com trocas feitas com o pé esquerdo, junto com o manete de embreagem |
| Tanque de combustível | Sob o banco ou no assoalho | Entre o guidão e o banco |
| Utilização | Trajetos curtos, dentro da cidade | Mais indicadas para uso intenso, trabalho ou para trajetos mais longos |
| Rodas | Menores, a maioria usa rodas de 12 polegadas | Maiores, as mais comuns têm 17 ou 18 polegadas |
| Distribuição de peso | Concentra na parte posterior | Distribuição mais equilibrada |
| Suspensão | Curso pequeno, ideais para pequenos percursos | De curso mais longo, são mais robustas e aguentam mais as irregularidades do solo |
| Segurança | Escudo frontal protege as pernas contra sujeira, chuva e respingos. Alguns modelos possuem para brisa. Não é recomendável levar garupa | Piloto fica mais exposto |
| Freios | Utiliza-se o traseiro (na mão esquerda) com mais intensidade | Além do freio-motor, pede mais intensidade no dianteiro do que no traseiro (no pé direito) |
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Escolha a sua scooter
Confira os modelos à venda no Brasil (considerando apenas os veículos a combustão que devem ser emplacados e exigem CNH categoria “A”)
Marca/Modelo | Preço (a partir de) |
| Honda Elite 125 | R$ 10.530 |
| Honda PCX 150 | R$ 14.050 |
| Honda ADV 150 | R$ 19.240 |
| Honda X-ADV 750 | R$ 72.200 |
| Yamaha Neo 125 | R$ 10.990 |
| Yamaha NMax 160 | R$ 16.090 |
| Yamaha Xmax 250 | R$ 24.490 |
| Dafra Cruisym 150 | R$ 15.490 |
| Dafra Citycom 300 | R$ 24.990 |
| Dafra Maxsym 400 | R$ 35.690 |
| Haojue Lindy 125 | R$ 12.697 |
| Haojue VR 150 | R$ 16.287 |
| Kymco Agility 16+ 200i | R$ 15.250 |
| Kymco People GTi 300 | R$ 23.950 |
| Kymco Downtown 300i | R$ 32.400 |
| Kymco AK 550 | R$ 61.900 |
| Vespa Club 125 | R$ 27.776 |
| Vespa Classic VXL 150 | R$ 32.930 |
Legislação aperta o cerco
Desde o ano passado, a legislação brasileira para veículos de duas rodas movidos a combustão interna ou a eletricidade mudou e passou a exigir para alguns deles CNH e emplacamento.
No caso das scooters movidas a gasolina, a obrigatoriedade é para modelos acima de 50 cm³. Se a propulsão for elétrica, a exigência de documentação é para modelos acima de 4 kW – ambos atingindo velocidade acima de 50 km/h.
O Código de Trânsito Brasileiro também estabelece que esses modelos podem rodar em qualquer tipo de via, enquanto os modelos não emplacados estão proibidos de circular em vias de trânsito rápido ou calçadas.
Uso de capacetes (com selo do Inmetro), com viseira ou óculos protetor e vestuário de proteção também são obrigatórios.
Scooters elétricas

Estes são alguns dos modelos elétricos, homologados pelo Denatran para rodar em vias públicas, à venda no Brasil:
Marca/Modelo | Preço (a partir de) | Velocidade máxima/autonomia |
| Voltz EV1 Sport | R$ 14.990 | 75 km/h / 100 km |
| GSW K2000V | R$ 15.900 | 70 km/h / 70 km |
| Shineray SE1 e SE2 | R$ 13.990 | 60 km/h / 60 km |
| Shineray SE3 | R$ 10.990 | 60 km/h / 80 km |
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