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Bolsonaro se beneficia da queda no preço dos combustíveis e da PEC Kamikaze; vantagem de Lula diminui tanto no primeiro quanto no segundo turno

A recente redução nos preços dos combustíveis e a aprovação da PEC Kamikaze refletiram-se em melhora nas intenções de voto do presidente Jair Bolsonaro (PL) com vistas às eleições de outubro.
Na mais recente pesquisa do Instituto FSB, encomendada pelo banco BTG Pactual, a vantagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Bolsonaro em primeiro turno caiu a sete pontos porcentuais. Trata-se da menor diferença na série histórica da sondagem.
O levantamento também sinaliza estreitamento da vantagem de Lula em segundo turno diante da melhora da avaliação do governo e de uma menor taxa de rejeição à figura do atual presidente.
Confira a seguir os pontos mais relevantes da mais recente edição da pesquisa BTG/FSB.
No fim de julho, a pesquisa BTG/FSB sinalizava uma das maiores vantagens de Lula sobre Bolsonaro na série histórica.
O ex-presidente liderava as intenções de voto em primeiro turno com 44%, 13 pontos porcentuais a mais do que Bolsonaro, e flertava com a possibilidade de vitória em primeiro turno.
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As duas semanas que separam o levantamento anterior do atual coincidem com a redução dos preços dos combustíveis nas bombas e com a liberação dos benefícios sociais oferecidos pelo governo às vésperas da eleição.
Com isso, Bolsonaro subiu de 31% para 34% e Lula caiu de 44% para 41%.
Ambos os movimentos extrapolam a margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

Os demais candidatos não pontuaram.
O efeito do “pacote de bondades” do governo também pode ser observado na avaliação geral do governo.
Bolsonaro ainda é o mais rejeitado entre todos os candidatos, mas a pesquisa aponta para uma redução acentuada no índice. A taxa de rejeição do atual mandatário caiu de 58% para 53%.

No que diz respeito à avaliação do governo, o número de brasileiros que o consideram ruim ainda é maior do que os que o avaliam como bom, mas a diferença também diminuiu entre 25 de julho e 8 de agosto.
A avaliação de ótimo ou bom passou de 31% para 33%. Já os que consideram o desempenho ruim ou péssimo caiu de 47% para 44%. Enquanto isso, a avaliação regular do governo oscilou de 20% para 22%.

A relativa estabilidade da vantagem de Lula sobre Bolsonaro em segundo turno também foi abalada pela queda do preço dos combustíveis e pela distribuição de benefícios temporários pelo governo.
Lula segue vencendo em todos os cenários, mas viu a vantagem sobre Bolsonaro cair de 18 para 12 pontos porcentuais entre 25 de julho e 8 de agosto.
Se o segundo turno ocorresse hoje, Lula venceria Bolsonaro por 51% a 39%.

Lula também venceria Ciro Gomes e Simone Tebet em segundo turno.
Bolsonaro, por sua vez, seria derrotado por Ciro e venceria Simone.

Para elaborar a pesquisa encomendada pelo BTG, o Instituto FSB consultou 2 mil eleitores de todo o país entre 5 e 7 de agosto. As entrevistas foram conduzidas por telefone. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
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