🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

INDO ÀS ALTURAS

Copom segue escalando a montanha dos juros e eleva Selic em 1 ponto, a 12,75% ao ano — e continuará subindo rumo ao pico

É a décima alta consecutiva na Selic, que chega no maior patamar desde o começo de 2017; a decisão de juros do Copom foi unânime

Victor Aguiar
Victor Aguiar
4 de maio de 2022
19:13 - atualizado às 19:43
Montagem mostrando o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, escalando uma montanha, sinalizando o ciclo de alta da Selic, a taxa básica de juros do Brasil, promovido pelo Copom
Imagem: Unsplash/Agência Brasil; montagem Andre Morais

Roberto Campos Neto, o presidente do Banco Central (BC), olha para cima e calcula o próximo movimento — num paredão perigoso como o da alta de juros, basta um passo em falso para despencar no abismo da retração econômica. E, na condição de líder da expedição rumo ao topo da montanha, optou pelo trajeto mais seguro: o Copom acaba de elevar a Selic em 1 ponto percentual, ao nível de 12,75% ao ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A decisão, publicada há pouco, foi unânime e marca a décima alta consecutiva na taxa básica de juros da economia; no começo do ano passado, a Selic estava em 2%. O BC não ia a patamares tão altos desde janeiro de 2017 — na ocasião, a bandeira estava fincada nos 13%.

Esse novo passo para cima não surpreendeu o mercado; na reunião passada, feita em março, o Copom já tinha deixado claro que pretendia elevar a Selic em 1 ponto percentual. A grande dúvida era quanto aos movimentos daqui em diante: o BC armaria acampamento nos 12,75%, interrompendo a escalada, ou continuaria a subida?

Pois o comunicado da decisão do Copom deixa claro que o plano é seguir em frente, buscando um topo que parece próximo. A autoridade monetária deixou a porta aberta para novas altas na Selic, embora em intensidade menor que a promovida hoje.

Não há, no entanto, uma sinalização firme de quanto será essa nova alta — boa parte do mercado aposta num aumento de 0,5 ponto, o que levaria a Selic a 13,25% ao ano. O BC também não deixou claro se teremos apenas mais um degrau a ser subido, ou se o topo da montanha está ainda mais para cima.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa escalada implacável ocorre em meio ao avanço igualmente firme da inflação: em março, o IPCA acumulado em 12 meses chegou a 11,3%, sem dar grandes sinais de arrefecimento em meio aos juros cada vez mais altos. Guerra na Ucrânia, valorização do petróleo e dos combustíveis, encarecimento dos alimentos — o ambiente inflacionário não é dos mais favoráveis para o BC.

Leia Também

Copom: riscos, muitos riscos

Escalar uma cordilheira envolve diversos riscos: falta de oxigênio, ventos cortantes, temperaturas extremas — e a expedição do Copom está enfrentando uma série deles rumo ao pico da Selic.

Há a deterioração do ambiente externo: pressões inflacionárias se acumulam lá fora, tirando o ar das economias globais; aqui dentro, a elevação nos preços também deixa a atividade doméstica num ambiente hostil e obriga Campos Neto e o BC a continuarem subindo a Selic.

Ainda no âmbito local, há a questão da dinâmica fiscal do país — caso as contas públicas entrem numa espiral de descontrole, é esperado que a inflação brasileira continue surpreendendo positivamente. Ou seja: há um risco de as questões domésticas influenciarem a alta dos juros. E, é claro, vale lembrar que, num ano eleitoral, o risco fiscal fica ainda maior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O Comitê entende que essa decisão reflete a incerteza ao redor de seus cenários e um balanço de riscos com variância ainda maior do que a usual para a inflação prospectiva", diz o comunicado do Copom, afirmando ainda que a alta de 1 ponto na Selic "é compatível com a convergência da inflação para as metas ao longo do horizonte relevante"

Selic e o topo da montanha

Há uma mudança bastante relevante no comunicado do BC: pela primeira vez, a autoridade monetária reconhece que há um risco de desancoragem das expectativas de inflação nos prazos mais longos; em outras palavras, o Copom dá a entender que não quer deixar que a dinâmica dos preços saia do controle no médio prazo.

Pois esse temor de desancoragem é o que motiva a autoridade monetária a continuar escalando a montanha da Selic: a alta nos juros é a ferramenta clássica que os bancos centrais possuem para frear a inflação e impedir a deterioração do poder de compra da população. Veja esse trecho do comunicado:

O Copom considera que, diante de suas projeções e do risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos, é apropriado que o ciclo de aperto monetário continue avançando significativamente em território ainda mais contracionista

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Comunicado do Copom sobre a alta de 1 ponto na Selic promovida em 4 de maio de 2022, ao patamar de 12,75% ao ano

Destaque para o uso do termo "significativamente" para classificar o avanço em território contracionista. Isso quer dizer que, para conter o avanço da inflação, o Banco Central pretende escalar a montanha dos juros até uma altura em que a economia fica com dificuldade de respirar — entrando, assim, numa área de retração da atividade.

O que se sabe, por ora, é que o próximo passo na montanha será menor que o atual — de 0,75 ponto ou menos. Mas, dada a altitude elevada, é preciso tomar cuidado daqui para frente.

"O Comitê nota que a elevada incerteza da atual conjuntura, além do estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos ainda por serem observados, demandam cautela adicional em sua atuação", diz o documento, dizendo vagamente que os próximos passos dependem da evolução das variáveis econômicas.

O balanço de riscos do BC

Quais fatores estão sendo levados em conta pelo Banco Central para calcular os próximos movimentos na montanha dos juros? Bem, é divulgado em todas as decisões o chamado "balanço de riscos" — uma espécie de resumo do que pode direcionar a trajetória da Selic daqui em diante. Veja abaixo os destaques:

  • Para cima: pressões inflacionárias mais persistentes no exterior;
  • Para cima: incerteza quanto à trajetória fiscal do país;
  • Para baixo: eventual reversão dos preços de commodities, o que aliviaria a pressão sobre os combustíveis;
  • Para baixo: desaceleração mais acentuada da economia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
AGENDA DE CARNAVAL

Metrô 24h, B3 de portas fechadas, Correios de folga e mais: Confira o que abre e o que fecha nos dias de folia

13 de fevereiro de 2026 - 5:29

Apesar de não ser feriado nacional, o Carnaval impacta o funcionamento do mercado financeiro, dos bancos, dos Correios e do transporte público

POLARIZAÇÃO DE VOTOS

População máxima permitida: políticos querem limitar o número de moradores desse país

12 de fevereiro de 2026 - 15:09

Partido conservador promove referendo para limitar a população da Suíça que polariza eleitores e traz preocupações para empresários

JEFF BEZOS, MARK ZUCKERBERG E MAIS

“Bunker dos bilionários” ganha mais um morador célebre: conheça a ilha artificial em Miami onde moram os super-ricos

12 de fevereiro de 2026 - 12:24

Indian Creek, uma ilha artificial em Miami, atrai cada vez mais bilionários para chamarem o local de lar

COMO EVITAR O CROWD CRASH

Carnaval em segurança: confira dicas para se prevenir em situações de superlotação

12 de fevereiro de 2026 - 9:10

Pré-carnaval em São Paulo teve superlotação e foliões precisaram de ajuda médica; veja como evitar a situação

HISTÓRIA DE CINEMA

Apostador joga 1, 2, 3, 4, 5, 6 na loteria e fica milionário; Mega-Sena pode pagar R$ 55 milhões hoje

12 de fevereiro de 2026 - 7:06

O ganhador ou a ganhadora do concurso 3611 da Lotofácil pode dizer que viveu na pele uma história que só acontecia no cinema — até agora; demais loterias (11) sorteadas ontem acumularam.

CALENDÁRIO DO BOLSA FAMÍLIA

Calendário do Bolsa Família: governo começa a pagar hoje (12) a parcela de fevereiro de 2026; confira o cronograma completo

12 de fevereiro de 2026 - 5:31

Pagamentos começam hoje e seguem até o fim do mês, conforme o final do NIS; benefício mínimo é de R$ 600

CEO CONFERENCE 2026

Para os gringos, tanto faz o próximo presidente — a trajetória de crescimento do Brasil está traçada, diz André Esteves

11 de fevereiro de 2026 - 19:05

Eleições perderam peso nos preços dos ativos, e investidores estrangeiros seguem otimistas com o país

CEO CONFERENCE 2026

Brasil vive melhor momento em anos, diz André Esteves — e o próximo presidente só terá um desafio na economia

11 de fevereiro de 2026 - 17:03

Para o presidente do conselho de administração do BTG Pactual, o país está com a economia no lugar e o cenário ideal para acelerar

PRESIDENTE DO BC

“Banco Central é um transatlântico”: Galípolo sinaliza cortes da Selic, mas evita decisões precipitadas

11 de fevereiro de 2026 - 16:10

“Por que as taxas de juros são tão altas no Brasil? Por conta da nossa dificuldade de convergência com a meta de inflação”, resumiu o presidente do BC

LINHA GALAXY S

Já era, fofoqueiros: Samsung prepara celular com recurso anticuriosos; veja data de lançamento e como conseguir descontos de até R$ 1.500

11 de fevereiro de 2026 - 11:04

Veja o que esperar da nova linha Galaxy S com informações vazadas de insiders da Samsung

ATENÇÕES DIVIDIDAS

Lotofácil 3610 faz 5 milionários de uma vez só, mas Dia de Sorte paga o maior prêmio da rodada; Mega-Sena acumula

11 de fevereiro de 2026 - 7:28

Lotofácil não foi a única loteria a pagar prêmio de sete dígitos na terça-feira. Dia de Sorte pagou o maior valor da noite. Estimativa de prêmio da Mega-Sena sobe para R$ 55 milhões.

CEO CONFERENCE 2026

Até onde a Selic pode cair? BTG projeta cortes totais de 3 pontos nos juros este ano; questão fiscal é o principal risco

10 de fevereiro de 2026 - 18:32

Economistas enxergam ambiente mais favorável para cortes no Brasil do que nos EUA, mas com limites impostos pelos altos gastos públicos

REFÚGIO MILIONÁRIO

Quer ser vizinho do Bill Gates? Veja quanto custa a casa colocada à venda pelo fundador da Microsoft

10 de fevereiro de 2026 - 15:37

Apesar de não ser tão extravagante quanto a residência principal do bilionário, o imóvel tem várias características de luxo

BC INDEPENDENTE

Em ano eleitoral, Motta blinda autonomia do BC e descarta aumento de impostos para 2026

10 de fevereiro de 2026 - 14:04

O deputado acrescentou que, sob sua presidência, a Câmara não colocará em votação nenhuma proposta que altere o modelo atual de independência do BC

CEO CONFERENCE 2026

Com recordes no Ibovespa e dólar em queda, Haddad cutuca mercado: “quem não acreditou na gestão perdeu dinheiro”

10 de fevereiro de 2026 - 12:15

Na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o ministro avaliou sua gestão na Fazenda, rebateu o ceticismo de investidores, defendeu a autonomia do BC e comentou o caso Master, exaltando Gabriel Galípolo

SÓ DEU ELA

Lotofácil começa semana com 2 vencedores mais perto do primeiro milhão; Mega-Sena pode pagar R$ 47 milhões hoje

10 de fevereiro de 2026 - 7:11

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores no primeiro sorteio da semana. Mesmo com bola dividida, sortudos estão mais próximos do primeiro milhão.

POLÍTICA MONETÁRIA

Presidente do BC prega cautela nos juros e fala sobre Master: “não há regra que proíba captar acima do CDI”

9 de fevereiro de 2026 - 17:16

Mesmo com sinais de arrefecimento da inflação, Gabriel Galípolo afirma que mercado de trabalho forte e salários em alta exigem cuidado extra com cortes na taxa básica

QUEM PAGA A CONTA

FGC deve votar proposta para recuperar R$ 50 bilhões perdidos com o caso Master, diz jornal

9 de fevereiro de 2026 - 10:00

A proposta é antecipar as contribuições ordinárias dos associados do FGC, de 2026 a 2028, além de exigir uma contribuição extraordinária, segundo o jornal O Globo.

LOTERIAS

Com R$ 47 milhões em jogo, Mega-Sena promete o prêmio mais alto da semana, mas outras loterias também oferecem valores milionários

9 de fevereiro de 2026 - 7:36

Como a Mega-Sena só corre amanhã, a Quina é a loteria da Caixa com o maior prêmio em jogo na noite desta segunda-feira (9); confira os valores.

TAÇA VAZIA

Crise do vinho na Argentina: consumo cai mais de 20% — e o principal motivo não é a economia do país

8 de fevereiro de 2026 - 16:03

Nos últimos cinco anos, a queda do consumo de vinho foi de 22,6%. O último ano positivo foi 2020, início da pandemia, quando o isolamento obrigou muitos argentinos a ficar em casa

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar