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O texto, que regulamenta o mercado de criptomoedas, vem sendo adiado ao longo dos últimos meses em virtude de uma série de pautas na Câmara
O mercado local de criptomoedas terá que lidar com a ansiedade por mais um pouco de tempo: a votação da lei que regula o segmento de ativos digitais no Brasil só deve acontecer em setembro, pouco antes das eleições.
Entretanto, se o texto não retornar à pauta até lá, a proposta só deve voltar à ser debatida na Câmara dos Deputados após o segundo turno. Ou seja, no final de outubro ou começo de novembro.
Com a tensão envolvendo as eleições nas alturas e a possibilidade de renovação dos membros da casa, há o risco de a proposta voltar a ser debatida no ano que vem. Ou seja: há uma grande expectativa no mercado para a votação ainda em setembro, de modo a evitar um adiamento por tempo indefinido.
A Lei das Criptomoedas é visto com prioridade para aumentar a robustez do mercado. A prorrogação na votação atrasa a vigência da legislação, que está prevista para começar seis meses após a promulgação.
Diante do atraso na apreciação de projetos prioritários por causa das discussões da 'PEC Kamikaze', aprovada ontem (13), o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), comunicou que a Câmara fará um esforço concentrado entre os dias 1º e 5 de agosto.
O texto é um compilado de uma série de PLs que tramitavam no Congresso, compilados em apenas uma proposta. Após as alterações feitas no Senado, a lei passou a receber o nº 4.401.
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Em linhas gerais, o texto coloca o Banco Central (BC) como principal órgão regulador do mercado de criptomoedas brasileiro, o que é visto com bons olhos pelos analistas. Também traz incentivos para a mineração verde de moedas digitais e especifica crimes contra a economia popular — como lavagem de dinheiro, esquemas de pirâmide financeira, etc.
Um dos pontos criticados pelos analistas tratava justamente de uma proposta que separava o caixa das empresas dos fundos dos clientes, o que é chamado de segregação patrimonial.
Esse mecanismo foi importado do mercado tradicional e é uma forma de proteger os usuários de possíveis problemas financeiros das instituições.
*Com informações de Estadão Conteúdo
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