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A ideia do Itaú é aumentar a possibilidade de investimentos, hoje restritos apenas ao público especializado, para os investidores do varejo

O mercado de criptomoedas pode parecer um universo distante das pessoas comuns, mas o Itaú Unibanco está de olho em um segmento que pode unir o útil ao agradável — ou, melhor dizendo, o real ao digital: a tokenização.
A tokenização nada mais é do que a representação de um ativo físico no universo digital, utilizando a tecnologia blockchain — a mesma que criou o bitcoin (BTC) e as criptomoedas — para criar um produto único. No caso, o token.
A recém-criada unidade Itaú Digital Assets será responsável pela parte tecnológica do banco nesse segmento. De acordo com o comunicado enviado à imprensa, o objetivo é democratizar e tornar mais acessíveis os produtos de investimento.
Os primeiros estudos sobre a blockchain pelo maior banco privado brasleiro aconteceram ainda em 2015, de acordo com o Itaú. Atualmente, o suporte à web 3.0, a nova geração da internet, é o ponto mais importante desse universo pela criação do conceito de propriedade digital
Além disso, o lançamento da Itaú Digital Assets está alinhado ao processo de digitalização do banco e às tendências que apontam para um futuro em que uma fração relevante dos ativos financeiros serão “tokenizados”.
Essa nova área será liderada por Pedro Lorenzini, que fará parte da diretoria de mercados globais, tesouraria e América Latina do Itaú Unibanco.
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“A Itaú Digital Assets abre caminho para o incremento e diversificação da oferta de produtos, em um movimento totalmente conectado ao processo de digitalização do banco”, afirma Lorenzini.
A vantagem dos ativos tokenizados é a possibilidade de dividir um produto em pequenas partes, o que reduz o preço de entrada para o investidor e amplia o horizonte de investimentos.
Assim, eles permitirão aos investidores em qualquer escala participar de investimentos financeiros que já fazem parte do portfólio do Itaú, mas que hoje são restritos aos clientes de alta renda ou institucionais, por meio de uma oferta fracionada.
“A plataforma fará tanto a emissão, a distribuição e a custódia de criptoativos (tokens) quanto a integração com os demais produtos e canais do Itaú”, explica Vanessa Fernandes, global head da Itaú Digital Assets.
Além de promover a diversificação com produtos de investimento alternativos e tornar as opções tradicionais de investimento mais acessíveis ao público, “o emprego de novas tecnologias deve simplificar a operação, diminuir custos e proporcionar melhores taxas de serviço para os clientes”, pondera Vanessa.
O mercado de crédito terá os primeiros produtos de tokenização, ainda de acordo com o banco.
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